{"id":47262,"date":"2023-01-25T21:48:19","date_gmt":"2023-01-25T21:48:19","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47262"},"modified":"2023-01-27T21:52:45","modified_gmt":"2023-01-27T21:52:45","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2-3-4-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47262","title":{"rendered":"O peso insuport\u00e1vel das associa\u00e7\u00f5es patronais\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/o-peso-insuportavel-das-associacoes-patronais-15726581.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p><em>Uma das causas principais do atraso portugu\u00eas encontra-se na atitude conservadora da nossa classe empresarial, na sua dificuldade em investir, na sua incapacidade de criar empresas independentes, grandes e sustent\u00e1veis, na sua apropria\u00e7\u00e3o completa do controlo das pol\u00edticas p\u00fablicas, na sua total depend\u00eancia dos fundos p\u00fablicos europeus.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Portugal n\u00e3o tem empresas industriais fortes, tem algumas m\u00e9dias empresas, mas n\u00e3o tem verdadeiras multinacionais com presen\u00e7a europeia ou mundial.<\/p>\n<p>Grande parte das suas empresas industriais s\u00e3o fornecedoras de produtos interm\u00e9dios para empresas multinacionais (componentes de autom\u00f3veis, artigos t\u00eaxteis depois vendidos com marcas internacionais, etc.). S\u00e3o empresas cuja import\u00e2ncia estrat\u00e9gica \u00e9 pequena, cujo valor acrescentado \u00e9 diminuto, e que podem a qualquer momento ser substitu\u00eddas por outras localizadas em geografias diferentes.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o subalterna n\u00e3o est\u00e1 inscrita nas estrelas, mas releva antes da profunda incapacidade de investir, crescer e desenvolver neg\u00f3cios verdadeiramente independentes, multinacionais e competitivos.<\/p>\n<\/div>\n<aside class=\"t-a-subscribe-1 js-contentcollapse-root\" data-type=\"box-newsletter-detail\" data-name=\"newsletter-capping\"><header>\n<aside class=\"t-pubbox-ct-1 js-pubinread\">\n<div class=\"t-pubbox-ct-1-i\">\n<div id=\"inread\" data-google-query-id=\"CLfLwpHOzfcCFWKQUQodFMIKXQ\">\n<div id=\"sm-it-main-container-1651934117566\" class=\"sm-it-main-container\" data-it=\"f85ef7d8-ec68-496c-8c70-26ed9d97b735\" data-device=\"desktop\" data-index=\"0\">\n<div class=\"mrec-status\">\n<div class=\"mrec-content\">\n<div class=\"mrec-status\">\n<div class=\"mrec-content\">\n<div id=\"centro3\" data-google-query-id=\"CIi3tdHyv_sCFUXnUQodBnQPqQ\">Mas mesmo para esta situa\u00e7\u00e3o subalterna as empresas portuguesas precisam de volumes elevados de fundos p\u00fablicos europeus. Sem eles estagnam e afundam-se. Para nadar nos mercados precisam de boias sucessivas. \u00c9, absolutamente insustent\u00e1vel. Porque haviam os povos europeus aceitar financiar indefinidamente empres\u00e1rios falidos e improdutivos?<\/div>\n<div data-google-query-id=\"CIi3tdHyv_sCFUXnUQodBnQPqQ\">Para garantir esses financiamentos as empresas portuguesas exercem um apertado controlo sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas, garantindo que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o mas que n\u00e3o falte para a TAP, os bancos privados, as construtoras, etc.; que n\u00e3o haja dinheiro para a sa\u00fade mas que n\u00e3o escasseie para a constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios, de centros culturais, de autoestradas, pontes que depois ser\u00e3o demolidos sem ser usados.<\/div>\n<div data-google-query-id=\"CIi3tdHyv_sCFUXnUQodBnQPqQ\">\n<p>Exercem tamb\u00e9m um asfixiante controlo sobre as pol\u00edticas salariais, garantindo que os sindicatos possam ser banidos das empresas, que as suas lutas possam ser vilipendiadas, que as decis\u00f5es dos tribunais n\u00e3o sejam respeitadas sendo sucessivamente alvo de recurso e, com tudo isso, que os trabalhadores portugueses tenham j\u00e1 sal\u00e1rios de n\u00edvel latino-americano e dos mais baixos da Europa. Muitos vivem em bairros de lata ou de autoconstru\u00e7\u00e3o sem as menores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Naturalmente perante esta degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, os portugueses manietados no seu pa\u00eds, emigram \u00e0s dezenas de milhar todos os anos.<\/p>\n<p>Quem pretende fazer uma greve por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, para ser enxovalhado, arriscar a ser despedido e, se tiver sorte, obter um aumento abaixo da infla\u00e7\u00e3o, se, em alternativa, atravessando a fronteira duplica ou triplica o seu ordenado? N\u00e3o surpreende que muitos prefiram emigrar.<\/p>\n<p>A falta de voz nas quest\u00f5es laborais est\u00e1 a levar os trabalhadores portugueses a desistir do pa\u00eds, a empurra-los para a emigra\u00e7\u00e3o, para o estrangeiro.<\/p>\n<p>E a troco de qu\u00ea estamos a proteger estas empresas improdutivas e incompetentes? A troco do empobrecimento do pa\u00eds, do aumento da corrup\u00e7\u00e3o, da cada vez maior subordina\u00e7\u00e3o da economia portuguesa aos interesses estrangeiros.<\/p>\n<p>Dir-se-ia \u00e9 o que temos. Mas n\u00e3o \u00e9. Demos voz e poder aos portugueses que trabalham, aos sindicatos, e veremos que as empresas ter\u00e3o de encontrar outra forma de viver que n\u00e3o o facilitismo dos sal\u00e1rios baixos e dos subs\u00eddios p\u00fablicos europeus. Teriam que trabalhar para ganhar a vida. Muitas n\u00e3o resistiriam? Sem d\u00favida. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o fazem c\u00e1 falta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside class=\"t-a-subscribe-1 js-contentcollapse-root\" data-type=\"box-newsletter-detail\" data-name=\"newsletter-capping\"><\/aside>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header><\/aside>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo Uma das causas principais do atraso portugu\u00eas encontra-se na atitude conservadora da nossa classe empresarial, na sua dificuldade em investir, na sua incapacidade de criar empresas independentes, grandes e sustent\u00e1veis, na sua apropria\u00e7\u00e3o completa do controlo das pol\u00edticas p\u00fablicas, na sua total depend\u00eancia dos fundos p\u00fablicos europeus.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-47262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47262"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47264,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47262\/revisions\/47264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}