{"id":47216,"date":"2023-01-12T11:05:42","date_gmt":"2023-01-12T11:05:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47216"},"modified":"2023-01-12T11:07:04","modified_gmt":"2023-01-12T11:07:04","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-119","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47216","title":{"rendered":"O fen\u00f3meno migrat\u00f3rio e o mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">\u00d3scar Afonso,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/789840\/o-fenomeno-migratorio-e-o-mercado-de-trabalho?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Subsiste a ideia de que a presen\u00e7a de imigrantes pode deteriorar as perspetivas econ\u00f3micas dos nativos, quando, na verdade, existem estudos que apontam para o ganho de todos, nativos e imigrantes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Segundo a <em>International Organization for Migration<\/em> (OIM), em 2017, por exemplo, o n\u00famero de pessoas residentes num pa\u00eds que n\u00e3o o seu (migrantes internacionais) atingiu 258 milh\u00f5es, contra 244 milh\u00f5es em 2015 e 173 milh\u00f5es em 2000. As estimativas mais recentes apontam para um n\u00famero de migrantes atuais a rondar os 281 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que o fen\u00f3meno beneficia das desigualdades econ\u00f3micas e sociais entre pa\u00edses, os dados apontam para as persistentes disparidades entre pa\u00edses, mas pode tamb\u00e9m ser motivado pela aus\u00eancia de direitos civis e sociais no pa\u00eds de origem, pela presen\u00e7a de conflitos armados, por efeitos induzidos pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, ou por cat\u00e1strofes naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>As migra\u00e7\u00f5es nem sempre s\u00e3o regulares, ou seja, legais ou documentadas, e podem ser apenas tempor\u00e1rias. Certo \u00e9 que, em m\u00e9dia, os sal\u00e1rios dos imigrantes tendem a ser menores que os dos nativos, especialmente dos imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular, porque, sendo mais vulner\u00e1veis, acabam frequentemente por ser explorados pela maledic\u00eancia de empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a>No mundo ocidental, a quest\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o tem estado na \u201cagenda\u201d devido \u00e0s tens\u00f5es associadas \u00e0 rece\u00e7\u00e3o de imigrantes em n\u00famero muito significativo e, mais genericamente, devido a transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas que o fen\u00f3meno imp\u00f5e<\/a>. <a>H\u00e1, por exemplo, a ideia de que a presen\u00e7a de imigrantes pode deteriorar as perspetivas econ\u00f3micas dos nativos, quando, na verdade, h\u00e1 tamb\u00e9m in\u00fameros estudos a apontar para o ganho de todos, nativos e imigrantes.<\/a> N\u00e3o espanta, pois, que o impacto nos pa\u00edses anfitri\u00f5es seja particularmente estudado tanto emp\u00edrica como teoricamente, enfatizando-se, sobretudo, o impacto no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe, contudo, consenso quanto ao efeito das imigra\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho no pa\u00eds de acolhimento. A li\u00e7\u00e3o mais importante a tirar parece ser a de que o impacto econ\u00f3mico das imigra\u00e7\u00f5es varia com o tempo e a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e tanto pode ser ben\u00e9fico como prejudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de consenso na literatura sobre o tema motivou investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica adicional de modo a cabalmente estimar os efeitos da migra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Assim, na sequ\u00eancia de uma meta-an\u00e1lise, que beneficia do contributo dos v\u00e1rios estudos emp\u00edricos existentes, procurou estabelecer-se uma conclus\u00e3o v\u00e1lida e esclarecida, indagando se os efeitos s\u00e3o globalmente positivos ou negativos, e identificando fatores que explicam as diferen\u00e7as nos resultados dos v\u00e1rios estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados obtidos apontam para tr\u00eas conclus\u00f5es: Primeiro, que, no pa\u00eds de acolhimento, o fen\u00f3meno migrat\u00f3rio parece afetar mais negativamente o emprego dos trabalhadores mais qualificados, o que pode estar relacionado com o fen\u00f3meno da fuga de c\u00e9rebros. Em segundo lugar, que s\u00e3o sobretudo os imigrantes menos qualificados que beneficiam da migra\u00e7\u00e3o. Por fim, que o impacto no emprego tende a ser mais ben\u00e9fico nos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora sendo assim, na impossibilidade de converg\u00eancia real entre economias \u00e0 escala global, creio que os pa\u00edses de acolhimento se devem esfor\u00e7ar por aumentar a complementaridade entre os imigrantes e nativos. Uma recomenda\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 investir mais na educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dos imigrantes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal i online Subsiste a ideia de que a presen\u00e7a de imigrantes pode deteriorar as perspetivas econ\u00f3micas dos nativos, quando, na verdade, existem estudos que apontam para o ganho de todos, nativos e imigrantes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-47216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47216"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47219,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47216\/revisions\/47219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}