{"id":47036,"date":"2022-11-10T22:00:00","date_gmt":"2022-11-10T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47036"},"modified":"2022-11-21T18:21:09","modified_gmt":"2022-11-21T18:21:09","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-106","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=47036","title":{"rendered":"<strong>Ciberseguran\u00e7a: 2022 <em>annus horribilis<\/em><\/strong>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Elisabete Maciel,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> OBEGEF<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/obegef\/photos\/5739019389523375\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Facebook51.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Ser\u00e1 que as empresas nacionais, seja qual for a sua dimens\u00e3o, t\u00eam a no\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias que um ataque inform\u00e1tico pode apresentar? E est\u00e3o preparadas para o enfrentar com sucesso?<\/em><\/p>\n<p><em><!--more--><\/em><\/p>\n<p>Ao longo de 2022, t\u00eam sido noticiados numerosos ataques inform\u00e1ticos, alguns deles de consequ\u00eancias muito gravosas (destrui\u00e7\u00e3o de toda a informa\u00e7\u00e3o de forma irrevers\u00edvel). O que podemos esperar daqui para a frente?<\/p>\n<p>O CERT.PT (<em>Computer Emergency Responde Team<\/em>), do Centro Nacional de Ciberseguran\u00e7a (CNCS), registou um aumento de 26% de ciberataques em 2021 em Portugal face ao per\u00edodo hom\u00f3logo. Mesmo que ainda n\u00e3o seja poss\u00edvel indicar uma estimativa para 2022, tudo aponta que a situa\u00e7\u00e3o vai-se agravar. Basta recordar o que se passou desde o in\u00edcio do ano: mais de uma dezena de ataques a grandes empresas e organismos p\u00fablicos divulgados pela imprensa - Grupo Impresa, Vodafone, SONAE, Lusa, Parlamento, EMGFA, TAP, Hospital Garcia da Horta, entre outros.<\/p>\n<p>Nessas not\u00edcias em concreto, n\u00e3o s\u00e3o abordadas as Pequenas e M\u00e9dias Empresas (PME), as quais representam cerca de 99% do tecido empresarial portugu\u00eas. Ser\u00e1 que estas empresas est\u00e3o livres de ataques? Com certeza que n\u00e3o. Eventualmente, as not\u00edcias referentes aos ciberataques a PMEs n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o impactantes ou assombrosas. Uma certeza n\u00f3s temos: as PMEs s\u00e3o bastante mais vulner\u00e1veis que as empresas de grande dimens\u00e3o, pois o or\u00e7amento dispon\u00edvel para a Ciberseguran\u00e7a, a existir, representa uma percentagem bem mais diminuta do que o das grandes empresas.<\/p>\n<p>Um dos fatores que mais contribuiu para a prolifera\u00e7\u00e3o de ataques inform\u00e1ticos tem que ver com o trabalho remoto, ao qual foi necess\u00e1rio recorrer massivamente aquando da pandemia.\u00a0 O teletrabalho implicou que os colaboradores pudessem aceder \u00e0 rede da empresa a partir de qualquer lugar. Frequentemente, uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a dos colaboradores n\u00e3o refor\u00e7ando a sua seguran\u00e7a online (n\u00e3o atualizar o antiv\u00edrus, n\u00e3o atualizar o browser, clicar em links suspeitos, n\u00e3o confirmar se os sites acedidos s\u00e3o seguros, etc) foi uma potencial causa de um ciberataque. Ricardo Marques, <em>Head of Consulting<\/em> na S21 parece confirm\u00e1-lo quando defende que \u201cos colaboradores s\u00e3o o elo mais fraco da Ciberseguran\u00e7a e a porta de entrada para a grande maioria dos ciberataques, logo \u00e9 imperativo que as empresas tenham consci\u00eancia dessa realidade\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 importante referir que mesmo as empresas que investem significativamente na sua ciberseguran\u00e7a, s\u00e3o ainda assim sujeitas a ataques, e por vezes at\u00e9 bem-sucedidos. N\u00e3o h\u00e1 empresa que seja inatac\u00e1vel e inviol\u00e1vel. No entanto, verifica-se uma grande dist\u00e2ncia entre aquelas que se capacitam e as que n\u00e3o o fazem.<\/p>\n<p>Como afirma, e bem, Ant\u00f3nio Gameiro Marques, Diretor Geral do Gabinete Nacional de Seguran\u00e7a, \u201cH\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o significativamente positiva entre entidades que tendo sido atacadas recuperaram num tempo finito e recuperaram o neg\u00f3cio\u2026 Essa \u00e9 uma das li\u00e7\u00f5es que se tiram dos acontecimentos deste ano.\u201d.<\/p>\n<p>Ademais, se atendermos ao Relat\u00f3rio Ciberseguran\u00e7a em Portugal - Riscos e Conflitos elaborado pelo CNCS, podemos verificar que em \u201c2022 e 2023 s\u00e3o identificadas como principais tend\u00eancias em Portugal a propens\u00e3o para uma maior interven\u00e7\u00e3o de atores estatais, a persist\u00eancia do uso das fragilidades do fator humano, ataques de <em>ransomware<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[i]<\/strong><\/a><\/em>, viola\u00e7\u00f5es de dados relativas a credenciais de acesso, explora\u00e7\u00e3o de vulnerabilidades e as tecnologias m\u00f3veis a serem cada vez mais utilizadas como superf\u00edcies de ataque.\u201d<\/p>\n<p>As empresas t\u00eam de tentar estar um passo \u00e0 frente de quem as ataca, pois apenas assim conseguir\u00e3o evitar ou atenuar, eventualmente, as consequ\u00eancias de um ciberataque.<\/p>\n<p>N\u00e3o se enganem: eles ir\u00e3o continuar; cada vez mais sofisticados e frequentes.<\/p>\n<p>Algumas palavras para as PMEs: esta luta \u00e9 desigual. Devem apostar na coopera\u00e7\u00e3o e nos esfor\u00e7os partilhados, quer seja dentro das associa\u00e7\u00f5es do setor quer seja a n\u00edvel municipal, equacionando a cria\u00e7\u00e3o de um centro de preven\u00e7\u00e3o do cibercrime partilhado.<\/p>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <strong><em>Ransomware<\/em><\/strong><strong>: <\/strong>tipo de <em>software<\/em> malicioso que permite que um atacante se apodere dos ficheiros e\/ou dispositivos de uma v\u00edtima, bloqueando a possibilidade de esta poder aceder-lhes. Para a recupera\u00e7\u00e3o dos ficheiros, \u00e9 exigido ao propriet\u00e1rio um resgate monet\u00e1rio.<\/h6>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elisabete Maciel, OBEGEF Ser\u00e1 que as empresas nacionais, seja qual for a sua dimens\u00e3o, t\u00eam a no\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias que um ataque inform\u00e1tico pode apresentar? 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