{"id":46821,"date":"2022-05-28T18:18:00","date_gmt":"2022-05-28T18:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46821"},"modified":"2022-06-05T18:26:34","modified_gmt":"2022-06-05T18:26:34","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-8-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46821","title":{"rendered":"Uma ilus\u00e3o chamada PRR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> Jornal i online<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/772378\/uma-ilusao-chamada-prr?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Ainda a prociss\u00e3o n\u00e3o saiu do adro e j\u00e1 h\u00e1 evid\u00eancia de atrasos. Se isso sempre aconteceu em anteriores aplica\u00e7\u00f5es dos fundos europeus, seria de esperar que fosse diferente desta vez?<\/em> (\u2026) <em>O que interessar\u00e1 \u00e9 aplicar o dinheiro, custe o que custar. Passar-se-\u00e1, rapidamente, de uma l\u00f3gica de investimento para uma de gasto.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"large-9 medium-12 small-12 columns\">\n<article>\n<section id=\"corpo\"><\/section>\n<\/article>\n<div id=\"tags\">\n<p>\u201cNoite escura, debaixo de um candeeiro, um homem esquadrinhava meticulosamente o ch\u00e3o Iluminado. Outro se aproxima e pergunta se pode ajudar. A ajuda foi prontamente aceite, mas sem que da\u00ed resultasse efeito positivo para a empreitada de busca. Com o passar do tempo, o volunt\u00e1rio atreveu-se a perguntar: \u2018Tem a certeza de que foi aqui que perdeu a sua moeda?\u2019. A resposta chegou, envergonhada: \u2018Eu perdi-a mais adiante, mas est\u00e1 muito escuro para a procurar l\u00e1.\u2019\u201d<\/p>\n<p>Puro \u201cnonsense\u201d, dir-se-\u00e1. Com toda a raz\u00e3o. Por\u00e9m, quantas vezes o comportamento do perdedor da moeda reflete, nos seus elementos essenciais, o comportamento de muitos de n\u00f3s quando defrontamos um problema. Sabemos que temos de atuar, mas fazemo-lo do modo mais f\u00e1cil, mesmo se, \u00e0 partida, a possibilidade de resolver aquele seja nula. Gastam-se recursos, paci\u00eancia, hipotecam-se ajudas e, no final, o problema continua l\u00e1, possivelmente agravado pelo passar do tempo.<\/p>\n<p>Se este tipo de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 grave quando se trata de problemas individuais e o esfor\u00e7o despendido \u00e9 do pr\u00f3prio, as consequ\u00eancias s\u00e3o dram\u00e1ticas quando os problemas s\u00e3o coletivos e os recursos investidos na busca de uma potencial solu\u00e7\u00e3o s\u00e3o de todos e t\u00eam um elevado custo de oportunidade.<\/p>\n<p>O an\u00e9mico crescimento da economia portuguesa ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 um problema muito s\u00e9rio. Porque condiciona negativamente o n\u00edvel de vida do pa\u00eds; hipoteca recursos preciosos que v\u00e3o procurar noutras paragens a remunera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encontram dentro de portas; favorece o florescer de tens\u00f5es sociais e a incapacidade para atender de modo minimamente aceit\u00e1vel aos mais necessitados.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por falta de estudos que os recursos s\u00e3o aplicados na \u201czona iluminada\u201d. O ineficiente funcionamento da justi\u00e7a, a sufocante carga fiscal, a burocracia da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, a incapacidade nacional para gizar compromissos pol\u00edticos sobre objetivos nacionais de m\u00e9dio e longo prazo, a falta de planeamento no investimento e de controlo dos resultados deste \u2026 s\u00e3o algumas das \u201czonas escuras\u201d mapeadas, onde os problemas complicados efetivamente residem.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 dif\u00edcil atuar nessas zonas e, como tal, buscam-se, a todo o momento, as referidas \u201czonas iluminadas\u201d, onde se lan\u00e7am recursos sem conta nem medida, repetindo procedimentos malsucedidos anteriormente, enquanto se espera que os resultados sejam agora diferentes.<\/p>\n<p>O PRR \u2013 Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia \u00e9 a \u00faltima dessas quimeras. Uma vers\u00e3o moderna da lenda de D. Sebasti\u00e3o, que numa manh\u00e3 de neblina vai catapultar o pa\u00eds do fundo da tabela para o estrelato do crescimento. Foi e continua a ser proposto como \u201ca\u201d solu\u00e7\u00e3o. Uma ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Deixe-se de lado a discuss\u00e3o sobre se os eixos desse plano correspondem aos que os problemas enfrentados pelo pa\u00eds efetivamente exigiriam; ou do seu modesto montante, relativamente aos fundos europeus recebidos em pret\u00e9ritos anos; ou da reduzida parte atribu\u00edda ao setor empresarial privado. Foque-se a quest\u00e3o na respetiva implementa\u00e7\u00e3o e consequ\u00eancias da\u00ed resultantes.<\/p>\n<p>Ainda a prociss\u00e3o n\u00e3o saiu do adro e j\u00e1 h\u00e1 evid\u00eancia de atrasos. Se isso sempre aconteceu em anteriores aplica\u00e7\u00f5es dos fundos europeus, seria de esperar que fosse diferente desta vez?<\/p>\n<p>Desde a \u00faltima vez, corrigiram-se as lacunas existentes ao n\u00edvel da implementa\u00e7\u00e3o e controlo? O governo do pa\u00eds vai for\u00e7ar o ritmo da implementa\u00e7\u00e3o? Certamente que vai. Responder\u00e1 \u00e0 press\u00e3o dos prazos. Aliviar-se-\u00e3o cuidados para limitar a corrup\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o desses fundos, far-se-\u00e1 vista grossa sobre o real interesse de determinados investimentos. O que interessar\u00e1 \u00e9 aplicar o dinheiro, custe o que custar. Passar-se-\u00e1, rapidamente, de uma l\u00f3gica de investimento para uma de gasto.<\/p>\n<p>No final, o pa\u00eds continuar\u00e1 a sofrer dos mesmos problemas, apesar de um espor\u00e1dico aumento da taxa de crescimento econ\u00f3mico no per\u00edodo em que se gastarem os fundos. Ficar\u00e1 mais pobre, porque ter\u00e1 gastado recursos sem ter resolvido esses problemas; porque voltar\u00e1 a n\u00e3o perceber onde falhou, para evitar voltar a cair no futuro; porque enquanto a ilus\u00e3o persiste, a resolu\u00e7\u00e3o dos reais problemas fica congelada; porque os vendedores de ilus\u00f5es voltar\u00e3o a n\u00e3o ser responsabilizados, qualquer que seja o resultado final.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, tal como nos sonhos, mesmo nos mais belos, o acordar traz sempre o confronto com a realidade. O pa\u00eds partir\u00e1 em busca de uma nova quimera. O pacote de fundos europeus que se seguir\u00e1 \u00e9 que ser\u00e1 \u201ca\u201d solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i online Ainda a prociss\u00e3o n\u00e3o saiu do adro e j\u00e1 h\u00e1 evid\u00eancia de atrasos. Se isso sempre aconteceu em anteriores aplica\u00e7\u00f5es dos fundos europeus, seria de esperar que fosse diferente desta vez? (\u2026) O que interessar\u00e1 \u00e9 aplicar o dinheiro, custe o que custar. 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