{"id":46112,"date":"2021-07-18T23:59:39","date_gmt":"2021-07-18T23:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46112"},"modified":"2021-07-18T23:59:42","modified_gmt":"2021-07-18T23:59:42","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-6-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46112","title":{"rendered":"Miranda do Douro: 476 anos depois"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">\u00d3scar Afonso,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> Jornal i<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/740762\/miranda-do-douro-476-anos-depois?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/OAfonso15jul2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>N\u00e3o h\u00e1 demagogia que n\u00e3o tenha tra\u00e7os de rid\u00edculo<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o ano do absurdo que foi 2020, dado que a pandemia alterou por completo a vida de muita gente, por Miranda do Douro o ano de 2021 prossegue em trajet\u00f3ria de passagem do absurdo para o rid\u00edculo. A hist\u00f3ria pol\u00edtica mostra que, uma vez alcan\u00e7ado o absurdo de deixar a popula\u00e7\u00e3o entregue a si pr\u00f3pria, fatalmente se chegou ao rid\u00edculo. O apogeu foi sem d\u00favida a comemora\u00e7\u00e3o dos 476 anos de eleva\u00e7\u00e3o a cidade.<\/p>\n<p>O impens\u00e1vel de se ser pol\u00edtico ou, em alternativa, de se ter convite para poder ver e ouvir o Senhor Presidente da Rep\u00fablica aconteceu em Miranda do Douro no passado dia 10. Quem pensava que a cidade s\u00e3o os Mirandeses enganou-se. Egocentricamente, os pol\u00edticos locais entendem que a cidade s\u00e3o eles pr\u00f3prios, que assim se auto-entitulam como a elite local. A usurpa\u00e7\u00e3o do que \u00e9 p\u00fablico, do povo, para fins privados tornou-se, pois,parte do\u00a0<em>modus operandi<\/em>\u00a0da pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o. Algo que j\u00e1 se sabia, \u00e9 certo, mas que se reconfirmou. Tratando-se de um aspeto inerente aos per\u00edodos de decad\u00eancia de ciclos pol\u00edticos, tal parece ter sido algo de inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Afastando o povo de Miranda, comemorou-se propriamente o qu\u00ea? A hecatombe na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que, em poucos anos, caiu para um ter\u00e7o do seu valor? O n\u00e3o pagamento de impostos pela EDP que s\u00e3o devidos? O acentuar da desumaniza\u00e7\u00e3o cuja manuten\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria aponta para uma perda de 1000 habitantes em cada 10 anos? O drama associado a cada jovem que abandona a sua terra? Ou o envelhecimento?<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, pelo menos para aqueles que n\u00e3o perderam o bom senso, no contexto vivido, a auto-condecora\u00e7\u00e3o foi sem d\u00favida uma das mais rid\u00edculas demagogias a que j\u00e1 assisti. N\u00e3o est\u00e3o em causa as condecora\u00e7\u00f5es aprovadas em Assembleia Municipal, mas as restantes, por favor! Foi a transforma\u00e7\u00e3o da esfera pol\u00edtica em esfera publicit\u00e1ria, em pura propaganda. N\u00e3o que os nossos atuais representantes sejam figuras pol\u00edticas rid\u00edculas nem t\u00e3o pouco memor\u00e1veis. Sem se importarem com o car\u00e1ter caricato do ato, ser\u00e3o para sempre lembrados pelos atos grotescos com que nos t\u00eam brindado. Quem consegue auto-condecorar-se \u00e9 certamente capaz de se \u201cvestir\u201d e \u201cfantasiar\u201d do que, em cada momento do tempo, considerar desej\u00e1vel.<\/p>\n<p>Neste contexto, quem n\u00e3o acha que o Senhor Presidente da Rep\u00fablica foi capturado para abrilhantar uma cerim\u00f3nia privada? E quem n\u00e3o acha que as mensagens dos discursos foram in\u00f3cuas para o bem-estar dos mun\u00edcipes? Esperaria que, ao Senhor Presidente da Rep\u00fablica, se exigisse mais e melhor ac\u00e7\u00e3o social, com a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 cabe\u00e7a, mais e melhor atividade econ\u00f3mica e ainda os impostos devidos pela EDP. Mas n\u00e3o, n\u00e3o houve coragem ou interesse em que assim fosse. No marasmo das mensagens, a \u00fanica relevante foi o subtil apoio do Senhor Presidente ao Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM). Se num ano de exist\u00eancia o MCTM defendeu mais os interesses da Terra de Miranda que todos os pol\u00edticos juntos porque n\u00e3o foi condecorado e \u00e9, pelo contr\u00e1rio, ostracizado pelo executivo municipal e pela Assembleia Municipal? O bem que o MCTM deseja para a Terra de Miranda faz sombra a quem?<\/p>\n<p>O rid\u00edculo e a demagogia caminham, de facto, sempre juntos. S\u00e3o, na verdade, como irm\u00e3os g\u00e9meos, pois n\u00e3o h\u00e1 demagogia que n\u00e3o tenha tra\u00e7os de rid\u00edculo. N\u00e3o nos podemos esquecer, no entanto, que num mundo cada vez mais regido pela ordem das imagens, pela forma narcisista do querer ser visto, apresentar-se de modo rid\u00edculo \u00e9 uma das formas de atrair maior aten\u00e7\u00e3o para sua pr\u00f3pria imagem. Se o que importa \u00e9 ser visto, na maioria dos casos, a forma como se \u00e9 visto n\u00e3o importa muito. Basta recordar que imagens de coisas rid\u00edculas s\u00e3o sempre muito visualizadas. Algumas por serem absurdas e rid\u00edculas, outras por serem apenas rid\u00edculas. Das absurdas e rid\u00edculas podemos rir-nos, j\u00e1 das que s\u00e3o apenas absurdas n\u00e3o. O rid\u00edculo do entretenimento \u00e9 com\u00e9dia, mas o da pol\u00edtica \u00e9, quase sempre, trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o podendo perpetuar-se no teatro pol\u00edtico do rid\u00edculo, t\u00eam, no entanto, adeptos emblem\u00e1ticos e (re)continuadores. Estes, em sucessivas declara\u00e7\u00f5es v\u00e3o profetizando o desejo da continua\u00e7\u00e3o da era do rid\u00edculo e do egocentrismo ao se insinuarem como experientes ex-fazedores de tudo: c\u00f3mica confus\u00e3o entre o carisma e o conhecimento que n\u00e3o t\u00eam, mas gostariam de ter, e a aten\u00e7\u00e3o bajuladora que desejam. At\u00e9 hoje, o rid\u00edculo, mais que a demagogia, tem dado forma a esse naipe de pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Neste contexto, entre plutocratas experientes, carreiristas, elitistas, ex-fazedores de tudo e de coisa nenhuma \u00e9 obviamente sempre prefer\u00edvel algu\u00e9m competente, verdadeiro, humilde, diligente, com moral, com \u00e9tica e pr\u00f3ximo da vida real do povo.<\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal i N\u00e3o h\u00e1 demagogia que n\u00e3o tenha tra\u00e7os de rid\u00edculo<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-46112","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=46112"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46113,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46112\/revisions\/46113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=46112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=46112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=46112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}