{"id":46110,"date":"2021-07-18T23:54:43","date_gmt":"2021-07-18T23:54:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46110"},"modified":"2021-07-18T23:54:46","modified_gmt":"2021-07-18T23:54:46","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-4-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46110","title":{"rendered":"Quanto valem as nossas elites?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso<\/strong><\/span>, Expresso online (124 19\/05\/2021)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/opiniao\/2021-05-19-Quanto-valem-as-nossas-elites--dda654bf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/124OAfonso19mai2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>A Faculdade de Economia do Porto e a Universidade de Saint Gallen, na Su\u00ed\u00e7a, em colabora\u00e7\u00e3o com uma rede internacional de parceiros e institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, lan\u00e7ou esta quarta-feira um \u00cdndice de Qualidade das Elites<\/em><\/strong><!--more--><\/p>\n\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Todas as sociedades s\u00e3o dominadas por elites, indiv\u00edduos com capacidade de coordena\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis nessas sociedades, sejam humanos, financeiros, naturais, o conhecimento, e todos os outros. As elites determinam, por essa via, o crescimento econ\u00f3mico e o desenvolvimento humano das sociedades em que se inserem.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje quarta-feira, dia 19 de maio, a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, representada por mim e pela minha colega Cl\u00e1udia Ribeiro, e a Universidade de Saint Gallen, na Su\u00ed\u00e7a, em colabora\u00e7\u00e3o com uma rede internacional de parceiros e institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, acabam de lan\u00e7ar o \u00cdndice de Qualidade das Elites (EQx) 2021, um&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;internacional de economia pol\u00edtica que fornece uma vis\u00e3o dos sistemas de elites nacionais e da cria\u00e7\u00e3o de valor esperada num mundo p\u00f3s-COVID. Na verdade, trata-se do primeiro \u00edndice mundial que mede a qualidade das elites pela forma como as suas a\u00e7\u00f5es e as diferentes abordagens na gera\u00e7\u00e3o de riqueza favorecem ou dificultam o progresso do seu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade das Elites \u00e9 um tema recorrente ao longo dos tempos, e que \u00e9 de dif\u00edcil mensura\u00e7\u00e3o se a perspetiva a adotar passar pela identifica\u00e7\u00e3o individual dessas elites e a posterior medida da sua qualidade. O \u00edndice agora atualizado contorna esse problema na medida em que avalia o grau de contribui\u00e7\u00e3o agregada para a sociedade das elites nacionais. \u00c9 aqui que reside o seu car\u00e1ter verdadeiramente inovador. Em vez de medir diretamente a qualidade das elites, o que \u00e9 virtualmente imposs\u00edvel, f\u00e1-lo de forma indireta medindo as consequ\u00eancias agregadas das suas atua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No desenvolvimento das suas atividades as elites exploram modelos de neg\u00f3cio para a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza. Assim, elites de elevada qualidade seguem modelos Criadores de Valor que d\u00e3o \u00e0 sociedade mais do que dela retiram (desenvolvem atividades produtivas potenciadoras de riqueza). Nesse processo, aumentam tamb\u00e9m a sua riqueza individual. \u00c9 um&nbsp;<em>win-win game<\/em>&nbsp;em que todos ganham.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio e no outro extremo, elites de baixa qualidade, desenvolvem modelos de extra\u00e7\u00e3o de valor baseados na transfer\u00eancia de valor de um subconjunto da sociedade para outro (o que na terminologia anglo-sax\u00f3nica se designa por&nbsp;<em>rent-seeking<\/em>). Est\u00e3o comprometidas em fazer aumentar a sua riqueza individual \u00e0 custa de valor criado por outros, apropriando-se de mais valor do que aquele que criam para a sociedade. Isto acontece em modelos de neg\u00f3cio baseados em monop\u00f3lios, em tarifas aduaneiras protecionistas ou em modelos subs\u00eddio-dependentes. Estas situa\u00e7\u00f5es representam verdadeiros entraves ao progresso das sociedades.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da capacidade de cria\u00e7\u00e3o de valor, o poder concentrado nessas elites \u00e9 ainda outro fator condicionador do desenvolvimento futuro das sociedades. A ele corresponde a capacidade das elites fazerem prevalecer as suas prefer\u00eancias e interesses por interm\u00e9dio das institui\u00e7\u00f5es que dirigem (ou que influenciam). Este poder encerra um potencial de extra\u00e7\u00e3o de valor no futuro. Digamos que este poder \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, mas n\u00e3o suficiente, para prolifera\u00e7\u00e3o futura de modelos extrativos de valor.<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;agora divulgado, Singapura ocupa o 1\u00ba lugar, afirmando-se como a cidade-estado cujas elites empresariais criam mais valor para o planeta, seguindo-se a Su\u00ed\u00e7a (2\u00ba lugar) e o Reino Unido (3\u00ba lugar). Por sua vez, os EUA mant\u00eam a sua posi\u00e7\u00e3o (5\u00ba lugar) e a Alemanha cai do 3\u00ba lugar em 2020 para o 15\u00ba em 2021. J\u00e1 Israel obteve os maiores ganhos no EQx2021, subindo a classifica\u00e7\u00e3o global para 7\u00ba lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dimens\u00e3o fundamental na atualidade \u00e9 o desempenho das elites em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o da pandemia da COVID-19. No EQx2021 constata-se que elites de maior qualidade, como Singapura (1\u00ba lugar), Su\u00ed\u00e7a (2\u00ba lugar), Israel (7\u00ba lugar), Noruega (8\u00ba lugar) ou a Nova Zel\u00e2ndia (13\u00ba lugar), t\u00eam sido mais capazes de proteger o seu pa\u00eds dos impactos sanit\u00e1rios e econ\u00f3micos da COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A China (26\u00ba) destaca-se com uma pontua\u00e7\u00e3o EQx t\u00e3o elevada como a das na\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas. Acredita-se que, no per\u00edodo p\u00f3s-COVID, a cria\u00e7\u00e3o de valor das elites chinesas ir\u00e1 impulsionar o crescimento do pa\u00eds e do mundo, durante pelo menos uma d\u00e9cada, se n\u00e3o mais.<\/p>\n\n\n\n<p>E Portugal? Infelizmente, o nosso pa\u00eds apresenta uma trajet\u00f3ria descendente comandada pelo problema da cria\u00e7\u00e3o de valor. Entre 1986 e 2000, a economia portuguesa teve um bom desempenho, convergindo em termos reais com a m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia (UE). Quando o pa\u00eds aderiu ao Euro, beneficiou de taxas de juro baixas, mas a ades\u00e3o provou ser uma espada de dois gumes. Portugal foi-se endividando \u00e0 medida que as taxas de juro ca\u00edam. Al\u00e9m disso, o seu desempenho econ\u00f3mico deteriorou-se devido a sucessivas perdas de competitividade, \u00e0 medida que os custos laborais aumentaram em resultado do Euro. Assim, na sequ\u00eancia da crise financeira de 2008-2010, Portugal teve de pedir ajuda externa. Atualmente, o n\u00edvel do PIB per capita est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia da UE e a economia n\u00e3o apresenta uma traject\u00f3ria real de converg\u00eancia, como deveria. A fraca competitividade externa, os elevados n\u00edveis de endividamento, a estrutura especializada de atividades orientadas para o mercado interno, e a fraca qualidade institucional s\u00e3o quem mais contribuiram para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado este contexto, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que Portugal esteja abaixo da m\u00e9dia da UE no EQx, ocupando o 14\u00ba lugar entre os 25 pa\u00edses da UE avaliados, e o 28\u00ba entre os 151 pa\u00edses considerados. Entre os pa\u00edses da UE inclu\u00eddos na amostra j\u00e1 foi ultrapassado pelos pa\u00edses mais din\u00e2micos da Europa de leste (Est\u00f3nia, Rep\u00fablica Checa, Litu\u00e2nia e Eslov\u00e9nia). Assim, a menos que a cria\u00e7\u00e3o de valor seja melhorada, a traject\u00f3ria descendente dever\u00e1 naturalmente continuar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se olharmos com mais detalhe para o EQx, as pontua\u00e7\u00f5es obtidas pelo pa\u00eds revelam disparidades significativas entre as quatro \u00c1reas de \u00cdndice. Portugal apresenta o seu melhor desempenho em termos de Poder Econ\u00f3mico (8\u00ba lugar) e o pior desempenho em termos de Valor Econ\u00f3mico (54\u00ba lugar), fruto da fraca produtividade da economia. As posi\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias s\u00e3o alcan\u00e7adas em termos de Poder Pol\u00edtico (19\u00ba lugar) e Valor Pol\u00edtico (31\u00ba lugar), pelo que o valor criado est\u00e1 aqu\u00e9m da parti\u00e7\u00e3o do poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em termos m\u00e9dios, Portugal sai-se melhor no Sub-Index do Poder (12\u00ba lugar) do que no Sub-Index do Valor (42\u00ba lugar), o que aponta para que seja uma economia extrativa \u2013 a um poder das elites aparentemente disperso n\u00e3o corresponde uma cria\u00e7\u00e3o de valor partilhada com a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O relativamente bom desempenho de Portugal em termos de Poder Econ\u00f3mico (8\u00ba lugar) deve-se ao Pilar da Destrui\u00e7\u00e3o Criativa (14\u00ba lugar), e mais especificamente a facilidade de entrada e sa\u00edda das empresas do mercado. Portugal beneficia tamb\u00e9m do facto de ser uma pequena economia muito aberta ao exterior e que acolhe um n\u00edvel de investimento directo estrangeiro significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fraco desempenho do pa\u00eds em termos de Valor Econ\u00f3mico (54\u00ba lugar) deriva da sua baixa posi\u00e7\u00e3o tanto no Pilar do Valor do Capital (74\u00ba lugar) como no Pilar do Valor Laboral (79\u00ba lugar). O capital n\u00e3o \u00e9 eficientemente utilizado para criar valor, provavelmente porque existe uma carga fiscal significativa. O fraco valor do trabalho deve-se \u00e0 taxa muito elevada de desemprego juvenil, a uma fraca taxa de participa\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho na atividade produtiva, e ao fosso salarial entre g\u00e9neros.<\/p>\n\n\n\n<p>O 19\u00ba lugar obtido por Portugal na \u00c1rea do \u00cdndice de Poder Pol\u00edtico deve-se \u00e0 partilha de soberania com a UE, ao municipalismo e ao poder das entidades locais institucionalizadas nas Comiss\u00f5es de Coordena\u00e7\u00e3o Regional e nas Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas. Al\u00e9m disso, a imposi\u00e7\u00e3o de quotas para promover a diversidade de g\u00e9nero em posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, no sector empresarial estatal, e em empresas cotadas em bolsa tamb\u00e9m contribui para um bom desempenho nesta \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds ocupa a 30\u00aa lugar em termos de Valor Pol\u00edtico, principalmente devido ao fraco desempenho no Pilar Rendimento (38\u00ba lugar) relacionado com a promo\u00e7\u00e3o da equidade. De salientar aqui a fraca redistribui\u00e7\u00e3o do rendimento para compensar as disparidades regionais, resultado de uma fraca inclus\u00e3o territorial. Tamb\u00e9m s\u00e3o de salientar a baixa qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos, o fraco acesso \u00e0 Internet em parte do territ\u00f3rio, a fraca promo\u00e7\u00e3o da equidade em geral, e a elevada taxa de mortalidade associada \u00e0 COVID-19. De salientar tamb\u00e9m a fraca classifica\u00e7\u00e3o causada pelo peso significativo da carga fiscal, especialmente sobre as empresas, o que contribui para a fraca competitividade global da economia portuguesa. Finalmente, a baixa classifica\u00e7\u00e3o obtida deve-se tamb\u00e9m ao enorme peso da d\u00edvida p\u00fablica em propor\u00e7\u00e3o do PIB, o que remete para uma forte extra\u00e7\u00e3o de valor das futuras gera\u00e7\u00f5es e \u00e9 uma armadilha em que o pa\u00eds caiu em resultado das j\u00e1 mencionadas baixas taxas de juro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para concluir, pode dizer-se que Portugal est\u00e1 atualmente numa trajet\u00f3ria descendente, especialmente no quadro de refer\u00eancia da UE. A situa\u00e7\u00e3o que certos indicadores evidenciam; em particular, a desigualdade territorial, o peso da d\u00edvida p\u00fablica, a baixa produtividade e o desemprego dos jovens, revelam conjuntamente uma economia incapaz de se apoiar em modelos empresariais de cria\u00e7\u00e3o de valor. Sem uma transforma\u00e7\u00e3o dos modelos empresariais de elite, h\u00e1, pois, motivos de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, refira-se que as pontua\u00e7\u00f5es comparativas dos pa\u00edses e as classifica\u00e7\u00f5es globais proporcionam uma vis\u00e3o do futuro das sociedades, sendo o EQx concebido para funcionar como um recurso para os l\u00edderes empresariais e pol\u00edticos compreenderem como as suas a\u00e7\u00f5es afetam a sociedade em geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Expresso online (124 19\/05\/2021) \u00a0 A Faculdade de Economia do Porto e a Universidade de Saint Gallen, na Su\u00ed\u00e7a, em colabora\u00e7\u00e3o com uma rede internacional de parceiros e institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, lan\u00e7ou esta quarta-feira um \u00cdndice de Qualidade das Elites<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,282],"tags":[],"class_list":["post-46110","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-expresso-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=46110"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46110\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46111,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46110\/revisions\/46111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=46110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=46110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=46110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}