{"id":46106,"date":"2021-07-18T23:20:47","date_gmt":"2021-07-18T23:20:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46106"},"modified":"2021-07-18T23:20:49","modified_gmt":"2021-07-18T23:20:49","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-2-3-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46106","title":{"rendered":"Por outra estrat\u00e9gia para salvar o turismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca da Almeida<\/strong><\/span>, Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dn.pt\/opiniao\/por-outra-estrategia-para-salvar-o-turismo-13812716.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Portugal abriu as suas portas ao turismo numa fase em que se est\u00e1 a formar no nosso pa\u00eds uma nova onda da pandemia provocada pela nova estirpe indiana e por uma varia\u00e7\u00e3o desta descoberta no Nepal, prosseguindo uma estrat\u00e9gia assente na pr\u00e1tica em dois pilares.<\/p>\n<p>Primeiro. Prosseguir o desconfinamento contra as regras aprovadas pouco antes pelo pr\u00f3prio Governo, flexibilizando essas regras (limites duplicados para quase todo o pa\u00eds, contagem dos casos algarvios no concelho de origem, etc.), e desvalorizando o crescimento de estirpes como as descobertas na \u00c1frica do Sul, \u00cdndia e Nepal.<\/p>\n<p>Recordemos que a vacina da AstraZeneca n\u00e3o \u00e9 eficaz contra a variante descoberta na \u00c1frica do Sul, tendo at\u00e9 sido descontinuada nesse pa\u00eds, e que v\u00e1rias pessoas vacinadas com as duas doses da AstraZeneca morreram no Reino Unido da doen\u00e7a provocada pela variante descoberta no Nepal.<\/p>\n<p>Como argumento para o desconfinamento na regi\u00e3o de Lisboa, avan\u00e7a-se o baixo n\u00famero de mortos que se tem registado, mas todos sabem que as pessoas infetadas n\u00e3o morrem imediatamente e que a doen\u00e7a se vai agravando ao longo de semanas. S\u00f3 saberemos se o n\u00famero de mortos subir\u00e1 ou n\u00e3o em meados de Agosto.<\/p>\n<p>Segundo. N\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o das regras sanit\u00e1rias aos turistas, permitindo grandes ajuntamentos, festejos exuberantes e at\u00e9 batalhas campais na cidade do Porto perante a passividade da Pol\u00edcia.<\/p>\n<p>O primeiro pilar da estrat\u00e9gia descredibilizou o desconfinamento portugu\u00eas aos olhos da comunidade internacional. O segundo pilar acompanhado pelo facto de alguns turistas ingleses regressarem infetados com a perigosa variante descoberta no Nepal ditou a decis\u00e3o tomada pelo Reino Unido.<\/p>\n<p>A Espanha manteve-se fechada ao turismo, desconfinando de forma lenta e quando recentemente se abriu a viajantes f\u00ea-lo apenas a quem j\u00e1 est\u00e1 vacinado. Espera-se agora uma grande aflu\u00eancia de turistas. A forma como forem enquadrados ditar\u00e1 se o fluxo se manter\u00e1 constante.<\/p>\n<p>O que o Governo parece n\u00e3o entender \u00e9 que a pandemia cria um ambiente de responsabilidade internacional partilhada. Um descontrolo em Portugal pode levar a mortes em Fran\u00e7a ou no Reino Unido.<\/p>\n<p>A bolha que se est\u00e1 a formar \u00e9 a dos pa\u00edses em que \u00e9 seguro viajar, dos pa\u00edses a que se pode ir sem correr o risco de voltar infetado e iniciar novas cadeias de transmiss\u00e3o no pa\u00eds de origem do viajante. Manter uma ind\u00fastria de turismo forte implica integrar este grupo. Mas parece que o Governo tudo faz para o evitar.<\/p>\n<p>Portugal com a excessiva vontade de receber todos os turistas, de os deixar praticar todos os excessos, com a sua baixa taxa de vacina\u00e7\u00e3o face a outros destinos, cria uma sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a que afasta o turista sensato.<\/p>\n<p>Todas as declara\u00e7\u00f5es inflamadas contra a decis\u00e3o brit\u00e2nica mais contribuem para nos mantermos fora das op\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas desse pa\u00eds. N\u00e3o houve um \u00fanico argumento de garantia de sa\u00fade p\u00fablica, antes at\u00e9 a declara\u00e7\u00e3o de que Portugal est\u00e1 dispon\u00edvel para receber turistas de pa\u00edses com mais altas taxas de infe\u00e7\u00e3o com estirpes resistentes a certas vacinas. \u00c9 no fundo toda uma estrat\u00e9gia contraproducente. Querendo apoiar o turismo, afasta-o.<\/p>\n<p>O que \u00e9 avisado fazer? Recordamos aqui algumas das ideias que anteriormente avan\u00e7amos:<\/p>\n<p>i) Aumentar rapidamente a vacina\u00e7\u00e3o na Madeira e no Algarve, nomeadamente nos trabalhadores da ind\u00fastria hoteleira e do com\u00e9rcio, quer para sua prote\u00e7\u00e3o quer para prote\u00e7\u00e3o dos turistas;<\/p>\n<p>ii) Ser exigente com os turistas entrados, quer no cumprimento de regras sanit\u00e1rias, quer no seu estado de sa\u00fade \u00e0 chegada ao nosso pa\u00eds;<\/p>\n<p>iii) Concentrar-se no segmento dos casais com e sem filhos, evitando os jovens desacompanhados, ou os maiores de 70 anos;<\/p>\n<p>iv) Proibir o turismo em zonas de pandemia ativa, em que os indicadores n\u00e3o permitam o desconfinamento;<\/p>\n<p>v) Manter regras est\u00e1veis, e alinhadas com padr\u00f5es internacionais, de controlo e acompanhamento da pandemia.<\/p>\n<p>A imagem de facilitismos e de falta de autoridade para fazer cumprir as regras s\u00f3 afastam os turistas que mais nos interessa e atrai os que n\u00e3o interessam e que v\u00eam por em risco a nossa sa\u00fade.<\/p>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca da Almeida, Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-46106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=46106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46107,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46106\/revisions\/46107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=46106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=46106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=46106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}