{"id":46059,"date":"2021-06-21T01:36:37","date_gmt":"2021-06-21T01:36:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46059"},"modified":"2021-06-21T01:36:39","modified_gmt":"2021-06-21T01:36:39","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-4-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46059","title":{"rendered":"&#8220;Regular&#8221; sem depend\u00eancias (II)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta<\/strong><\/span>, Expresso online (120 21\/04\/2021)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/opiniao\/2021-04-21-Regular-sem-dependencias--II--b41f63a6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/120-CPimenta-ABR2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Desde a \u00faltima cr\u00f3nica muitas t\u00eam sido as trocas de opini\u00f5es e os acontecimentos relacionados com a fraude, ou com as suas bases sociais, que poder\u00edamos utilizar para esta cr\u00f3nica, mas h\u00e1 diversas resist\u00eancias a essa tenta\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n\n\n\n\n<p>Contudo n\u00e3o \u00e9 nosso objectivo falar sobre o que \u00e9 mais debatido, em primeiro lugar porque consideramos que tais acontecimentos empolam e est\u00e3o recheados de emotividade que \u00e9 pouco conselheira a uma an\u00e1lise rigorosa, e em segundo lugar, porque aquilo que pretendemos \u00e9 conseguir, pelo menos tendencialmente, aqui deixar uma posi\u00e7\u00e3o justificada cientificamente do que vamos afirmando.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso retomaremos a tem\u00e1tica da nossa \u00faltima cr\u00f3nica neste jornal, que podemos sintetizar da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>As redes sociais (com destaque para o Facebook e o Google, mas extens\u00edvel a todas) s\u00e3o recentes, mas constituem desde j\u00e1 um dos maiores perigos \u00e0 liberdade individual e \u00e0 democracia, como a conhecemos, combinadamente, por outros aspectos, com as enormes vantagens que apresenta.<\/li><li>Correspondem a uma pr\u00e1tica social profundamente enraizada e a tend\u00eancia \u00e9 a sua import\u00e2ncia social aumentar: mais utilizadores, e maior troca de dados ao mesmo tempo que cresce a import\u00e2ncia da inform\u00e1tica em todos os aspectos da sociedade, os modelos de intelig\u00eancia artificial e a articula\u00e7\u00e3o de diversas ci\u00eancias.<\/li><li>Tudo isto com a concord\u00e2ncia de todos n\u00f3s, ao aceitar sem qualquer reflex\u00e3o os \u00abcookies\u00bb que nos oferecem, quer porque a Internet \u00e9 um aspecto essencial da vida quotidiana quer porque para esse acesso dependemos sempre de terceiros.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Desta contradi\u00e7\u00e3o e do conflito de tend\u00eancias, gera-se a necessidade de um controlo pol\u00edtico, de uma rela\u00e7\u00e3o, que propomos que passe pelos aspectos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>Maior conhecimento da situa\u00e7\u00e3o existente por parte de todos os cidad\u00e3os;<\/li><li>Passarmos a ser clientes pagos das redes sociais;<\/li><li>Fiscaliza\u00e7\u00e3o das redes sociais realizada por cidad\u00e3os, com compet\u00eancias, sorteados para tal.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>S\u00e3o estes aspectos que iremos analisar, tal como de alguma forma era suposto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DA DISCIPLINARIDADE \u00c0 INTERDISCIPLINARIDADE<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como se costuma dizer, o saber n\u00e3o ocupa lugar, mas \u00e9 uma vertente fundamental do nosso comportamento. Assim sendo, podendo este problema das redes sociais, em permanente mudan\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o, ser analisado de muit\u00edssimas maneiras, \u00e9 natural que se encontrem formas de forma\u00e7\u00e3o ao longo da vida. Tanto mais que, como se disse, \u201cnas problem\u00e1ticas da fraude, e n\u00e3o s\u00f3, prevenir \u00e9 quase sempre melhor que remediar, a grande medida de combate aos problemas das redes sociais no mundo contempor\u00e2neo \u00e9 a exist\u00eancia por parte dos seus utilizadores de um bom conhecimento sobre o seu funcionamento e a ciberseguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo a concretiza\u00e7\u00e3o deste objectivo mat\u00e9ria para os especialistas deixamos aqui os seguintes coment\u00e1rios:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Esta forma\u00e7\u00e3o tanto pode ser formal como informal, mas para assumir a forma obrigat\u00f3ria \u00e9 importante um determinado peso no ensino formal. Quando?<\/li><li>O seu funcionamento antes do ensino universit\u00e1rio n\u00e3o apresenta problema de maior: se o aluno estuda, por exemplo, Filosofia, Cidadania e Portugu\u00eas, certamente que tamb\u00e9m poder\u00e1 ter uma disciplina dominantemente de inform\u00e1tica.<\/li><li>O problema, contudo, coloca-se no ensino superior que \u00e9 normalmente considerado como sendo de forma\u00e7\u00e3o disciplinar. Contudo \u00e9 preciso ir mais al\u00e9m, transformando-se cada vez mais em ensino interdisciplinar, independentemente do que aqui se prop\u00f5e. \u00c9 essa forma\u00e7\u00e3o interdisciplinar que \u00e9 suscept\u00edvel de permitir aos licenciados uma leitura e comportamento cient\u00edfico mais adequado face \u00e0s realidades. O economista vai defrontar-se com quest\u00f5es culturais, o m\u00e9dico com comportamentos psicol\u00f3gicos, muitos com quest\u00f5es \u00e9ticas. O ensino superior pretende ser cient\u00edfico simultaneamente com a ignor\u00e2ncia sobre as condi\u00e7\u00f5es a que deve obedecer para o ser, apesar da multiparadigmaticidade frequente que o caracteriza.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O CLIENTE EXIGE<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando uma linguagem simples, podemos dizer que as redes sociais difundem dados micro (ex: sabem que o Alfredo colecciona alfinete de gravata e eles vendem a todos os comerciantes dessa mercadoria o email desse cidad\u00e3o ou abrem uma janela comercial sempre que ele utiliza um determinado browser para procurar algo na rede inform\u00e1tica mundial) ou macro \ua7f7 os&nbsp;<em>big data<\/em>&nbsp;\ua7f7 (ex. tempos e formas de acesso a uma capital de um pa\u00eds dos cidad\u00e3os a\u00ed residentes, tempor\u00e1rios e definitivos).<\/p>\n\n\n\n<p>O problema est\u00e1, pois, na associa\u00e7\u00e3o de um determinado acontecimento com o foro pessoal (ex. X<sub>1<\/sub>&nbsp;\u00e9 mais receptivo \u00e0 compra de K sempre que se verifica X<sub>1<\/sub>&nbsp;e X<sub>n)<\/sub>&nbsp;ou colectivo (ex. desloca-se para o emprego \u00e0s X<sub>v<\/sub>&nbsp;horas situado em rua Z<sub>1<\/sub>).<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o utilizador de uma rede social (utilizando esta, o email ou o telefone, pondo um \u00ablike\u00bb ou difundindo uma opini\u00e3o, por exemplo) mais n\u00e3o \u00e9 para aquela que uma cobaia. O individualismo desaparece e, atr\u00e1s dele a liberdade e a democracia. \u00c9 preciso romper urgentemente com esta associa\u00e7\u00e3o, permitida pelo pr\u00f3prio ao aceitar todos os&nbsp;<em>cookies<\/em>&nbsp;que lhe aparecem pelo caminho. Defendemos que tal \u00e9 mais f\u00e1cil faz\u00ea-lo se tamb\u00e9m formos clientes, em vez de meros utilizadores gratuitos, o que exige uma negocia\u00e7\u00e3o para o conseguir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REGULAR, FISCALIZAR, CONTROLAR<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos, pois, afirmar se amamos a democracia, a liberdade individual e colectiva que \u00e9 necess\u00e1ria, e urgente, uma interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica para alterar esta situa\u00e7\u00e3o, mobilizando para tal cada pa\u00eds e articulando-os globalmente de forma adequada (o que n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil!).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta actua\u00e7\u00e3o passa por analisar cuidadosamente o que cada rede social faz e as informa\u00e7\u00f5es individualizadas que estas t\u00eam, informar os visados, saber o futuro que cada um quer, debater a regulamenta\u00e7\u00e3o futura, propor legisla\u00e7\u00e3o. Saber como fiscalizar, controlar e actuar eficientemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Respeitando as regras democr\u00e1ticas de funcionamento de todos os organismos, trata-se de um trabalho altamente especializado, devendo o grupo central ser colectivo e tecnicamente competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 express\u00e1mos, \u201co grupo central de controlo e fiscaliza\u00e7\u00e3o deve resultar de uma escolha aleat\u00f3ria entre cidad\u00e3os, cabendo ainda reflectir sobre a base dessa aleatoriedade. N\u00e3o seria uma escolha pol\u00edtica de um qualquer organismo, mas o mero resultado de tr\u00eas par\u00e2metros: nacionalidade, compet\u00eancia e aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Expresso online (120 21\/04\/2021) \u00a0 \u00a0 Desde a \u00faltima cr\u00f3nica muitas t\u00eam sido as trocas de opini\u00f5es e os acontecimentos relacionados com a fraude, ou com as suas bases sociais, que poder\u00edamos utilizar para esta cr\u00f3nica, mas h\u00e1 diversas resist\u00eancias a essa tenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,282],"tags":[],"class_list":["post-46059","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-expresso-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=46059"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46060,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46059\/revisions\/46060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=46059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=46059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=46059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}