{"id":46045,"date":"2021-06-16T14:06:17","date_gmt":"2021-06-16T14:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46045"},"modified":"2021-06-16T14:06:57","modified_gmt":"2021-06-16T14:06:57","slug":"o-principio-da-realidade-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=46045","title":{"rendered":"\u00c9 bom relembrar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong style=\"color: #d8070f;\">Carlos Pimenta, OBEGEF<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Facebook_12.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"33\" height=\"33\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>Num livro de 2008 Loretta Napoleoni afirma: \u201ca escravatura est\u00e1 dentro dos nossos frigor\u00edficos. Da fruta \u00e0 carne e do a\u00e7\u00facar ao caf\u00e9, o trabalho escravo p\u00f5e comida nas nossas mesas\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quatro assuntos t\u00eam sido muito tratados pela opini\u00e3o p\u00fablica: O aumento das fraudes associadas \u00e0 pandemia que vivemos, a corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, as praticadas pelas \u00abredes sociais\u00bb e as ligadas ao esclavagismo. Hoje trataremos das duas \u00faltimas. Porque \u00e9 uma continuidade a completar, e porque em rela\u00e7\u00e3o aos outros assuntos mais em debate as paix\u00f5es partid\u00e1rias s\u00e3o pouco prop\u00edcias a uma reflex\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>\u00abRedes sociais\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Voltamos aqui a este assunto que nos ocupou na \u00faltima cr\u00f3nica e em v\u00e1rias outras em que analisamos o problema e apresentamos propostas in\u00e9ditas \ua7f7 para que chamamos a aten\u00e7\u00e3o: \u201c:Ciberseguran\u00e7a\u2026 tarefa tamb\u00e9m nossa\u201d, \u00a0\u201cTodos n\u00f3s somos as cobaias\u201d, \u201cComo se comportar com as redes sociais\u201d, \u201cOs cidad\u00e3os e as \u00abredes sociais\u00bb\u201d, \u201cPela democracia\u2026\u201d, no jornal Dinheiro Vivo electr\u00f3nico, e \u201cVender os utilizadores das redes sociais\u201d, \u201c\u00abRegular\u00bb sem depend\u00eancias\u201d e \u201c\u00abRegular\u00bb sem depend\u00eancias (II)\u201d no Expresso online e, ainda, \u201cRedes Sociais. Um alerta!\u201d, no Jornal i online, \ua7f7 visa t\u00e3o somente chamar a aten\u00e7\u00e3o do comportamento dos portugueses nas \u00abredes sociais\u00bb segundo um estudo recentemente publicado, pela Marktest (o segundo, agora referente a 2020).<\/p>\n<p>Feito com uma metodologia correcta re\u00fane as opini\u00f5es da faixa et\u00e1ria dos 15 aos 64 anos. O que aqui nos ocupa \u00e9 uma parte gen\u00e9rica do trabalho embora ele esteja preenchido de outras conclus\u00f5es, tamb\u00e9m suscept\u00edveis de reflex\u00f5es relevantes (ex: acesso a \u00abredes sociais\u00bb por horas e equipamentos, figuras p\u00fablicas nas \u00abredes sociais\u00bb, partilha das redes, prefer\u00eancia de marcas, e aspectos da publicidade nas referidas redes).<\/p>\n<p>O facto de 92,2 % estarem registrados no Facebook, usarem mais de uma rede com esse estatuto (e algumas com menor percentagem \ua7f7 como o Twitter, com 23,4% \ua7f7 serem das que t\u00eam o maior crescimento recente, e o Tictoc\u00a0 ser a quinta mais conhecida apesar de ser a nona em registos com apenas 18,2%), e tamb\u00e9m o facto de 41,4% gastarem em m\u00e9dia mais de uma hora por dia nas \u00abredes sociais\u00bb mostram claramente que o controlo das \u00abredes sociais\u00bb exige inevitavelmente uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\u00a0 Tal \u00e9 refor\u00e7ado pelo que nelas \u00e9 realizado: enviar SMS ou conversar (82,2%), ler not\u00edcias, verdadeiras e falsas, (67%), fazer coment\u00e1rios (66,5%), deixar \u00ablikes\u00bb (60,6%), pesquisar produtos (48,7%).<\/p>\n<p><strong>Escravatura<\/strong><\/p>\n<p>Desde os fins do s\u00e9culo passado que a escravatura \u00e9 uma realidade, como o demonstrou inequivocamente, ent\u00e3o, a famosa revista National Geographic. Por isso em 2016 voltei a chamar a aten\u00e7\u00e3o do problema com a cr\u00f3nica \u201cCompramos escravatura\u201d. Mais \u00e9 um fen\u00f3meno universal, o que levou algumas marcas de bens de uso comum (nomeadamente de roupas) a procurar n\u00e3o se identificar com tal. Num livro de 2008 Loretta Napoleoni afirma: \u201ca escravatura est\u00e1 dentro dos nossos frigor\u00edficos. Da fruta \u00e0 carne e do a\u00e7\u00facar ao caf\u00e9, o trabalho escravo p\u00f5e comida nas nossas mesas\u201d (p. 129)<\/p>\n<p>\u00c9 mera hipocrisia fingir que se ignorava a sua exist\u00eancia em Portugal, como o \u00e9 na emigra\u00e7\u00e3o portuguesa e em geral, nomeadamente com o refor\u00e7o do poder das organiza\u00e7\u00f5es criminosas internacionais e o tr\u00e1fico de seres humanos para a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Contudo, a hipocrisia n\u00e3o nos espanta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, OBEGEF Num livro de 2008 Loretta Napoleoni afirma: \u201ca escravatura est\u00e1 dentro dos nossos frigor\u00edficos. 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