{"id":45997,"date":"2021-05-07T22:46:32","date_gmt":"2021-05-07T22:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45997"},"modified":"2021-05-07T22:46:35","modified_gmt":"2021-05-07T22:46:35","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-3-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45997","title":{"rendered":"Diversidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida<\/strong><\/span>, Jornal de Neg\u00f3cios<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/diversidade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cc_cursor alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>Nos principais mercados internacionais as empresas s\u00e3o escrutinadas pelos analistas, pelos investidores, pelos pequenos acionistas, pelas entidades oficiais, pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o. Um dos crit\u00e9rios de boa gest\u00e3o e de uma governance s\u00f3lida \u00e9 a diversidade na composi\u00e7\u00e3o do Concelho de Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Um Concelho de Administra\u00e7\u00e3o diverso \u00e9 hoje considerado essencial. Diverso significa incluir mulheres, membros das minorias \u00e9tnico-raciais, pessoas de dentro e de fora da empresa, independentes e n\u00e3o apenas representantes dos grandes acionistas, pessoas ligadas \u00e0s v\u00e1rias partes interessadas incluindo os trabalhadores como na Alemanha e na generalidade dos pa\u00edses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>E como se apresentam as grandes empresas que operam em Portugal? Um desastre. Sem d\u00favida que as que t\u00eam capital essencialmente estrangeiro apresentam alguma diversidade, mas as estritamente nacionais n\u00e3o t\u00eam avan\u00e7ado nessa \u00e1rea, mantendo-se teimosamente presas ao modelo tradicional de pessoas do sexo masculino representantes do acionistas principal.<\/p>\n<p>Nesta circunst\u00e2ncia n\u00e3o admira que o mercado de capitais n\u00e3o funcione em Portugal. Os Concelhos de Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam a composi\u00e7\u00e3o que lhes permite gerir num mundo diverso e plural, n\u00e3o t\u00eam a independ\u00eancia para que os recursos n\u00e3o sejam desviados para benef\u00edcio de um grupo acionista em detrimento dos outros (veja-se o caso BES e o caso PT), n\u00e3o t\u00eam a sensibilidade para reconhecer os talentos internos, nem recrutar os externos nos diversos grupos sociais. Quem quer investir numa empresa dessa natureza? S\u00f3 quando n\u00e3o h\u00e1 mais alternativas.<\/p>\n<p>Quando olhamos para o PSI-20 vemos empresas cotadas a escassos c\u00eantimos, com capitaliza\u00e7\u00f5es bolsistas diminutas quando comparadas com as de outros pa\u00edses, nomeadamente Espanha ou Marrocos.<\/p>\n<p>Ora a obten\u00e7\u00e3o de recursos financeiros nos mercados de capital \u00e9 uma das fontes principais de fundos para o investimento e o crescimento das empresas p\u00fablicas e privadas. N\u00e3o em Portugal, que assim se deixa ficar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de grandes empresas, p\u00fablicas ou privadas, verdadeiramente portuguesas nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 perturbador. Umas faliram, outras foram tomadas por acionistas estrangeiros, poucas resistem. Por quantos anos o far\u00e3o?\u00a0<\/p>\n<p>A ideia de conservar centros de decis\u00e3o econ\u00f3mica nacionais esfumou-se e j\u00e1 ningu\u00e9m fala disso.<\/p>\n<p>Para este panorama desolador muito contribuiu a falta de diversidade dos Conselhos de Administra\u00e7\u00e3o, que ao afunilar a sua vis\u00e3o do mundo n\u00e3o permitiu desenhar estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de repensar a composi\u00e7\u00e3o do Concelhos de Administra\u00e7\u00e3o das grandes empresas e ajust\u00e1-la \u00e0s melhores pr\u00e1ticas internacionais de corporate governance. Para que a recupera\u00e7\u00e3o possa acontecer e n\u00e3o seja mais uma oportunidade perdida.<\/p>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios Nos principais mercados internacionais as empresas s\u00e3o escrutinadas pelos analistas, pelos investidores, pelos pequenos acionistas, pelas entidades oficiais, pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o. 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