{"id":45988,"date":"2021-05-07T22:18:31","date_gmt":"2021-05-07T22:18:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45988"},"modified":"2021-05-07T22:18:33","modified_gmt":"2021-05-07T22:18:33","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-53","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45988","title":{"rendered":"Sistema de controlo interno, para que te quero?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Rute Serra,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> Jornal i<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/732903\/sistema-de-controlo-interno-para-que-te-quero-?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RSerraabr2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Um robusto e resiliente sistema de controlo interno \u00e9 um poderoso ant\u00eddoto da ocorr\u00eancia de erros, irregularidades e fraude.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A cambaleante convic\u00e7\u00e3o de alguns sobre a frutuosa utilidade da presta\u00e7\u00e3o de contas em sentido lato tem permitido o trilhar de um caminho err\u00e1tico, com desfechos pouco transparentes esquecidos na espuma dos dias, \u00e0s vezes at\u00e9 escrutinados nas inst\u00e2ncias fiscalizadoras ou judiciais, mas sobretudo tem alheado os cidad\u00e3os da verdade sobre o modo como s\u00e3o geridas as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, i.e., como \u00e9 gerido o dinheiro p\u00fablico. <br \/>Longe do tempo de uma contabilidade p\u00fablica baseada nas \u00abpartidas simples\u00bb, a ades\u00e3o de Portugal \u00e0 ent\u00e3o denominada Comunidade Econ\u00f3mica Europeia (CEE), induziu a aprova\u00e7\u00e3o, cerca de quatro anos depois, de um importante acervo legislativo reformista da actividade financeira do Estado com o magno objectivo de rentabilizar a gest\u00e3o p\u00fablica. A contabilidade p\u00fablica foi-se aproximando da privada, e em 1997, foi aprovado o Plano Oficial de Contabilidade-P\u00fablica (POC-P), subdividido por planos sectoriais, baseado no m\u00e9todo digr\u00e1fico e num sistema integrado de contabilidade or\u00e7amental, patrimonial e anal\u00edtica, o qual foi sendo paulatinamente e \u00e0s vezes at\u00e9 com fatuidade adoptado, sem que \u2013 e mal \u2013 substancial consequ\u00eancia da\u00ed adviesse. Foi, por\u00e9m, neste momento, que o conceito de \u00absistema de controlo interno\u00bb come\u00e7ou a moldar-se.<br \/>Previa-se ent\u00e3o, recordo, h\u00e1 mais de vinte anos, a obrigatoriedade de as entidades p\u00fablicas implementarem um sistema de controlo interno que permitisse \"a salvaguarda dos activos, a preven\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de ilegalidade, fraude e erro, a exactid\u00e3o e a integridade dos registos contabil\u00edsticos e a prepara\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o or\u00e7amental e financeira fi\u00e1veI''.<br \/>A asser\u00e7\u00e3o geral residia (e reside, agora em sede de aplica\u00e7\u00e3o do Sistema de Normaliza\u00e7\u00e3o Contabil\u00edstica para as Administra\u00e7\u00f5es P\u00fablicas [SNC-AP]) no facto de que um robusto e resiliente sistema de controlo interno \u00e9 um poderoso ant\u00eddoto da ocorr\u00eancia de erros, irregularidades e fraude, pois permite, a final, a sustentabilidade das opera\u00e7\u00f5es e das informa\u00e7\u00f5es inerentes, as quais devem gerar resultados atempados e fidedignos que, por sua vez, dever\u00e3o ser a estrela polar da decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de gest\u00e3o das respectivas entidades. E a sua publicita\u00e7\u00e3o, garante de transpar\u00eancia administrativa.<br \/>No caso das autarquias locais, o fundamento \u00e9 mais amplo: permite o escrut\u00ednio dos \u00f3rg\u00e3os aut\u00e1rquicos sobre a racionalidade das op\u00e7\u00f5es gestion\u00e1rias do executivo e o cumprimento assertivo das delibera\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es tomadas nas sedes pr\u00f3prias, reflectindo pois, a jusante, a situa\u00e7\u00e3o financeira e patrimonial de cada autarquia local. Aqui chegados, e em face das conclus\u00f5es, nomeadamente, do Conselho de Preven\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o, que alerta para o facto de mais de metade (51,8%) dos reportes judiciais sobre o cometimento de crimes de corrup\u00e7\u00e3o e infrac\u00e7\u00f5es conexas referirem-se a casos alegadamente ocorridos na Administra\u00e7\u00e3o Local, questiono-me sobre quantas e quais s\u00e3o as autarquias locais que possuem, para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel, um sistema de controlo interno fi\u00e1vel, cred\u00edvel, suficientemente disciplinado e f\u00edsica e normativamente actualizado, que seja efectivamente perscrutado pelos \u00f3rg\u00e3os aut\u00e1rquicos e, em especial, pelos cidad\u00e3os, os quais, n\u00e3o esque\u00e7amos, s\u00e3o os principais benefici\u00e1rios (ou n\u00e3o) de uma gest\u00e3o financeira e patrimonial saud\u00e1vel e equilibrada.<br \/>Mal-grado a convic\u00e7\u00e3o expressa no in\u00edcio desta cr\u00f3nica, dev\u00edamos, para dizer o m\u00ednimo, conhecer os programas de compliance p\u00fablica a que as entidades est\u00e3o obrigadas. Porque se tal se reveste de import\u00e2ncia indiscut\u00edvel para a preven\u00e7\u00e3o de atos de corrup\u00e7\u00e3o, aqueles que depois do caldo entornado, reprimimos em tom tonitruoso, ser\u00e1 que podemos ter, sobre aquela que \u00e9 a nossa parte neste contracto social, a consci\u00eancia perfeitamente tranquila?<br \/><br \/><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rute Serra, Jornal i \u00a0 Um robusto e resiliente sistema de controlo interno \u00e9 um poderoso ant\u00eddoto da ocorr\u00eancia de erros, irregularidades e fraude.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-45988","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45989,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45988\/revisions\/45989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}