{"id":45889,"date":"2021-03-29T00:02:45","date_gmt":"2021-03-29T00:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45889"},"modified":"2021-03-29T00:02:52","modified_gmt":"2021-03-29T00:02:52","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-5-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45889","title":{"rendered":"A Gest\u00e3o do Risco de Fraude: as Normas de Auditoria Interna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Gabriel Magalh\u00e3es,<\/span><\/span><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\"> Jornal i<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/729092\/a-gestao-do-risco-de-fraude-as-normas-de-auditoria-interna?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/GMagalhaes-Mar2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Para enquadrar o papel cada vez mais importante e medi\u00e1tico dos Auditores Internos em rela\u00e7\u00e3o ao Risco de Fraude nas organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer ao estudo das denominadas Normas Internacionais para a Pr\u00e1tica Profissional de Auditoria Interna (Standards) do Institute of Internal Audit (IIA).<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p>A Fraude, definida genericamente como qualquer ato intencional, deliberado e ilegal, \u00e9 caracterizado pela desonestidade, dissimula\u00e7\u00e3o ou quebra de confian\u00e7a, com o intuito de obter uma vantagem ou privar outro de algo, sendo transversal a todas as sociedades e a todas as \u00e9pocas e, necessariamente, abrange todas as organiza\u00e7\u00f5es e respetivos stakeholders, de todos os tipos, em todos os sectores e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Pode assumir a forma de um pequeno furto at\u00e9 algo mais complexo, como uma fraude em Relat\u00f3rios e Demostra\u00e7\u00f5es Financeiras, a qual pode originar graves preju\u00edzos financeiros e reputacionais para as organiza\u00e7\u00f5es, e em \u00faltima inst\u00e2ncia, a sua extin\u00e7\u00e3o. Inerente ao conceito de Fraude est\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o do Risco de Fraude, que se traduz na probabilidade da ocorr\u00eancia de uma&nbsp;fraude ter impacto sobre o alcance ou n\u00e3o dos objetivos da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enquadrar o papel cada vez mais importante e medi\u00e1tico dos Auditores Internos em rela\u00e7\u00e3o ao Risco de Fraude nas organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer ao estudo das denominadas Normas Internacionais para a Pr\u00e1tica Profissional de Auditoria Interna (Standards) do&nbsp;<em>Institute of Internal Audit<\/em>&nbsp;(IIA). As normas mais importantes emanadas pelo IIA, que incluem o fen\u00f3meno da Fraude, s\u00e3o as seguintes (texto adaptado para este artigo):<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 &nbsp;&nbsp; 1210 \u2013 Profici\u00eancia: \u201cOs Auditores Internos t\u00eam que possuir os conhecimentos, o dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e outras compet\u00eancias necess\u00e1rias para cumprir com as suas responsabilidades individuais. A atividade de Auditoria Interna, tem que possuir, coletivamente, ou obter os conhecimentos das t\u00e9cnicas e das mat\u00e9rias necess\u00e1rias para o desempenho da sua responsabilidade\u201d, recorrendo, por exemplo, a forma\u00e7\u00e3o especializada ou a outsourcing. Assim \u201cos Auditores Internos devem possuir conhecimento suficiente para avaliar o Risco de Fraude e a maneira como este \u00e9 gerido pela organiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o se espera que possuam a especializa\u00e7\u00e3o de uma pessoa cuja principal responsabilidade seja detetar e investigar Fraudes\u201d (investigadores forenses).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 &nbsp;&nbsp; 1220 \u2013 Adequado Cuidado Profissional: \u201cOs Auditores Internos t\u00eam que utilizar o cuidado e a t\u00e9cnica que se espera de um Auditor Interno razoavelmente prudente e competente. Um adequado cuidado profissional n\u00e3o implica infalibilidade\u201d. Desta maneira, \u201cos Auditores Internos devem exercer um adequado cuidado profissional, ao considerar (\u2026) a probabilidade de erros, Fraudes ou n\u00e3o conformidades\u201d que possam encontrar durante a realiza\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 &nbsp;&nbsp; 2060 \u2013 Reporte aos Gestores Superiores e ao Conselho: \u201cO respons\u00e1vel pela Auditoria (Interna) tem que relatar periodicamente aos gestores superiores e ao Conselho sobre os objetivos, autoridade, responsabilidade e desempenho da Auditoria Interna, relativamente ao seu plano. O reporte tem igualmente que incluir as exposi\u00e7\u00f5es significativas ao risco e quest\u00f5es de controlo, incluindo Riscos de Fraude, quest\u00f5es relativas \u00e0 governa\u00e7\u00e3o e outros assuntos necess\u00e1rios ou que tenham sido solicitados pelos gestores superiores e pelo Conselho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 &nbsp;&nbsp; 2120 - Gest\u00e3o do Risco: \u201cA atividade de Auditoria Interna tem que avaliar a efic\u00e1cia e contribuir para a melhoria da gest\u00e3o do risco\u201d.&nbsp; Neste contexto, \u201ca atividade de Auditoria Interna deve avaliar o potencial de ocorr\u00eancia de Fraude e como a organiza\u00e7\u00e3o gere o Risco de Fraude\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 &nbsp;&nbsp; 2210: Objetivos do Trabalho de Auditoria \u2013 \u201cOs Auditores Internos devem considerar a probabilidade de erros significativos, Fraudes, n\u00e3o conformidades e outras exposi\u00e7\u00f5es ao desenvolver os objetivos do trabalho\u201d em todas as Auditorias Internas que venham a realizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, existem outros documentos do IIA que incidem sobre o fen\u00f3meno da Fraude, alguns deles relativos ao papel da Auditoria Interna na avalia\u00e7\u00e3o da \u00e9tica, da cultura e dos valores pelos quais se regem as organiza\u00e7\u00f5es. Ainda neste contexto, os Auditores Internos devem tamb\u00e9m ter em considera\u00e7\u00e3o a Legisla\u00e7\u00e3o Nacional e Internacional, os requisitos impostos pelos Reguladores, Supervisores e Autoridades de Inspe\u00e7\u00e3o dos Estados ou entidades Supranacionais, n\u00e3o s\u00f3 ao n\u00edvel da Gest\u00e3o do Risco e Controlo Interno, mas tamb\u00e9m na Avalia\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>Governance<\/em>&nbsp;das Organiza\u00e7\u00f5es, e ainda as&nbsp;<em>Best Practices<\/em>&nbsp;difundidas por diferentes Institui\u00e7\u00f5es, Associa\u00e7\u00f5es e Observat\u00f3rios sobre a preven\u00e7\u00e3o, dete\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do Risco da Fraude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriel Magalh\u00e3es, Jornal i \u00a0 Para enquadrar o papel cada vez mais importante e medi\u00e1tico dos Auditores Internos em rela\u00e7\u00e3o ao Risco de Fraude nas organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer ao estudo das denominadas Normas Internacionais para a Pr\u00e1tica Profissional de Auditoria Interna (Standards) do Institute of Internal Audit (IIA).<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-45889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45889"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45889\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45891,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45889\/revisions\/45891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}