{"id":45840,"date":"2021-03-07T16:22:14","date_gmt":"2021-03-07T16:22:14","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45840"},"modified":"2021-03-07T16:22:16","modified_gmt":"2021-03-07T16:22:16","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45840","title":{"rendered":"Como se comportar com as redes sociais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta<\/strong><\/span>, Dinheiro Vivo (JN \/ DN)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/como-se-comportar-com-as-redes-sociais-13408979.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/119_DV.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Na nossa \u00faltima cr\u00f3nica neste jornal mostr\u00e1mos como todos n\u00f3s somos as cobaias das redes sociais [<a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/todos-nos-somos-as-cobaias-13308387.html\">https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/todos-nos-somos-as-cobaias-13308387.html<\/a>]. Particularmente do Facebook (incluindo o Instagram e o WhatsApp) com cerca de dois bili\u00f5es e meio de utilizadores em 2019, e do Google. Contudo essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um maquiavelismo daquelas redes, mas o resultado leg\u00edtimo\u00a0 de vivermos numa economia que visa o lucro (o que n\u00e3o significa a louca expans\u00e3o do lucro nos per\u00edodos de crise econ\u00f3mica, como o que se registou neste ano de confinamento generalizado) e de todos n\u00f3s usufruirmos do resultado do investimento daquelas, e de outras sociedades, sem qualquer custo: contactamos com pessoas em todo o mundo, traduzimos quaisquer textos de uma l\u00edngua para as outras, temos um ou v\u00e1rios endere\u00e7os de email, programas para analisarmos o seu conte\u00fado, recebermos e enviarmos, temos uma informa\u00e7\u00e3o detalhada sobre qualquer regi\u00e3o do Globo, etc.. Um etc. imenso que daria para enchermos muitas p\u00e1ginas de texto, tal a lista imensa das vantagens que todos n\u00f3s podemos usufruir.<\/p>\n<p>Falamos em vantagens, mas tamb\u00e9m encontramos muitos aspectos negativos na actividade dessas redes sociais, podendo apresentar como exemplos o terrorismo, as flagela\u00e7\u00f5es e os suic\u00eddios e as not\u00edcias falsas (como, por exemplo, o plano \u00abgovernamental de desconfinamento\u00bb surgido no mesmo dia em que a Assembleia da Rep\u00fablica portuguesa votava o confinamento), entre uma pan\u00f3plia de poss\u00edveis refer\u00eancias. A utiliza\u00e7\u00e3o feita pela Cambridge Analytica est\u00e1 bem presente na mem\u00f3ria de todos, assim como na influ\u00eancia que tem tido no crescimento do populismo.<\/p>\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o dos aspectos positivos e negativos das redes sociais mostra inequivocamente uma necessidade de maior prepara\u00e7\u00e3o dos utilizadores das mesmas e um controlo da sociedade politicamente organizada sobre o seu funcionamento (havendo que debater e saber como).<\/p>\n<p>Contudo n\u00e3o \u00e9 o detalhe desta situa\u00e7\u00e3o que visamos nesta cr\u00f3nica, mas t\u00e3o somente saber se \u00e9 poss\u00edvel, ou n\u00e3o reduzir a utiliza\u00e7\u00e3o actual das redes sociais, nomeadamente do Facebook,. Para tal temos a posi\u00e7\u00e3o moralizadora, e fundamentada, de Lanier (2020) e o trabalho emp\u00edrico de Lupton &amp; Southerton (2021) sobre os australianos:<\/p>\n<p>1. Segundo Lanier a for\u00e7a do Facebook \u00e9 actualmente imensa e a forma de a vergar (\u00abfor\u00e7\u00e1-la a mudar o seu modelo econ\u00f3mico\u00bb p. 165) s\u00f3 \u00e9 vi\u00e1vel se grande parte dos cidad\u00e3os do nosso planeta deixarem as redes sociais, sendo tal \u00abum acto de resist\u00eancia face \u00e0s loucuras da nossa \u00e9poca\u00bb (p. 35). Faz este apelo fundamentado sabendo da import\u00e2ncia que hoje tem a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 escala planet\u00e1ria:<\/p>\n<p>\u00abComo podereis sobreviver sem redes sociais? Eu n\u00e3o vos conhe\u00e7o e por isso n\u00e3o posso responder-vos (e voc\u00eas devem fazer prova de imagina\u00e7\u00e3o) mas de uma maneira geral n\u00e3o rejeitem a Internet. Utilizem-na. A Internet n\u00e3o \u00e9, em si, um problema\u00bb (p. 164).<\/p>\n<p>2. A recolha de elementos investigados por Lupton &amp; Southerton realizou-se na Austr\u00e1lia, que tem uma das taxas mais elevadas de utiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais, quando o esc\u00e2ndalo da Cambridge Analytica ainda estava vivo na mem\u00f3ria de todos, embora n\u00e3o fosse assunto abordado nas entrevistas. As d\u00favidas e o descontentamento foi grande mas m\u00faltiplos factores fizeram com que a maioria se mantivessem na plataforma, revelando-se o importante que \u00abo Facebook desempenha na vida social de muitos utilizadores, sugerindo que a plataforma est\u00e1 profundamente enraizada na manuten\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais\u00bb (p. 5) de m\u00faltiplos tipos. Enfim, \u00abo Facebook \u00e9 muitas coisas\u00bb (p. 14 ) e<\/p>\n<p>\u00abos sentimentos dos participantes sobre o Facebook pouco tinham a ver com discursos mais amplos sobre os v\u00e1rios esc\u00e2ndalos que assolaram a plataforma. Pelo contr\u00e1rio, emergiram dos encontros micropol\u00edticos e das for\u00e7as afectivas que as pessoas experimentaram no dia-a-dia com amigos e grupos do Facebook\u00bb (p. 12).<\/p>\n<p>Como dizemos frequentemente, contra factos n\u00e3o h\u00e1 argumentos, pelo que h\u00e1 que recorrer a um controlo da sociedade politicamente organizada sobre o seu funcionamento. A pergunta que se levanta \u00e9: como?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>Lanier, J. (2020 [2018]). <em>Stop aux R\u00e9seaux Sociaux - 10 bonnes r\u00e9sons de s'en m\u00e9fier et de s'en lib\u00e9rer<\/em> (G. Bardiaux, Trans.). louvain-la-Neuve: DeBoeck Superieur.<\/p>\n<p>Lupton, D., &amp; Southerton, C. (2021). The thing-power of the Facebook assemblage: Why do users stay on the platform? <em>Journal of Sociology, <\/em>1440783321989456. doi:10.1177\/1440783321989456<\/p>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Dinheiro Vivo (JN \/ DN) &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-45840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45840"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45844,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45840\/revisions\/45844"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}