{"id":45710,"date":"2021-01-09T23:25:51","date_gmt":"2021-01-09T23:25:51","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45710"},"modified":"2021-01-09T23:25:53","modified_gmt":"2021-01-09T23:25:53","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-53-3-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-3-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45710","title":{"rendered":"Portugal no pen\u00faltimo lugar europeu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida<\/strong><\/span>, Jornal de Neg\u00f3cios<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/portugal-no-penultimo-lugar-europeu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><span style=\"font-size: inherit;\">...<\/span><\/p>\n<p class=\"lead\">\u00c9 tempo de alterar a legisla\u00e7\u00e3o laboral, fortalecer os sindicatos e deixar cair as empresas improdutivas que s\u00f3 sobrevivem atrav\u00e9s dos baixos sal\u00e1rios que pagam.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<\/div>\n\n\n<p>Portugal surge no pen\u00faltimo lugar europeu, s\u00f3 ligeiramente acima da Bulg\u00e1ria, nas estat\u00edsticas divulgadas pelo Eurostat relativas ao sal\u00e1rio m\u00e9dio. Por este andar em breve ocuparemos o \u00faltimo lugar, sendo assim o pa\u00eds em que quem trabalha pior vive e recebe. Maior convite \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1.PUB<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comparar os ordenados m\u00e9dios em termos nominais Portugal surge algumas posi\u00e7\u00f5es acima. Mas quando a compara\u00e7\u00e3o leva em conta o diferente custo de vida dos diversos pa\u00edses, no que os economistas designam como paridade de poder de compra (PPP), ent\u00e3o o nosso pa\u00eds surge no pen\u00faltimo lugar no sal\u00e1rio m\u00e9dio hor\u00e1rio em PPP muito pr\u00f3ximo do \u00faltimo lugar ocupado pela Bulg\u00e1ria. Os sal\u00e1rios mais elevados s\u00e3o praticados na Dinamarca e na Alemanha e os mais baixos Let\u00f3nia, Portugal e Bulg\u00e1ria por essa ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 obra, nos \u00faltimos vinte anos conseguimos tornar a maioria do povo portugu\u00eas nos mais mal pagos da Europa. Tiramos o nosso chap\u00e9u a pol\u00edticos e empres\u00e1rios que conseguiram esta proeza.<\/p>\n\n\n\n<p>Como explicar este feito? Duas raz\u00f5es principais. A primeira consiste na fal\u00e1cia de que a competitividade se consegue com sal\u00e1rios baixos. Nada mais errado. A competitividade, pelo contr\u00e1rio, consegue-se oferecendo no mercado produtos com pre\u00e7os baixos e qualidade m\u00e9dia\/alta obtida pela utiliza\u00e7\u00e3o intensa de capital\/tecnologia nos processos de fabrico. Enquanto persistirmos no modelo dos sal\u00e1rios baixos pior ficaremos.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda raz\u00e3o tem a ver com a ren\u00fancia ao investimento p\u00fablico e \u00e0s empresas p\u00fablicas. O setor privado tem a maior dificuldade em criar e gerir empresas grandes, as que podem gerar economias de escala e rentabilizar fortes investimentos de capital intensivo\/tecnologia. Nunca o conseguiu fazer em 40 anos de democracia apesar de todas as ajudas europeias e nacionais. Ora ao renunciar \u00e0s empresas p\u00fablicas, hoje quase todas estrangeiras, com centros de decis\u00e3o no exterior, tamb\u00e9m essas empresas perderam a possibilidade de ser polos de desenvolvimento. Falta, pois, um impulso p\u00fablico na forma da cria\u00e7\u00e3o de empresas fortes, bem capitalizadas e capazes de dinamizar \u00e0 sua volta um conjunto de pequenas e m\u00e9dias empresas privadas como acontece na generalidade dos pa\u00edses mais avan\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo dos sal\u00e1rios baixos n\u00e3o est\u00e1 de forma nenhuma esgotado. Ao atingirmos as \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es europeias podemos continuar a empobrecer, passando a reduzir os sal\u00e1rios para n\u00edveis de outros continentes. A quest\u00e3o \u00e9 se queremos continuar nesse caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recentes aumentos, muito limitados, dos sal\u00e1rios encaminham-nos inexoravelmente para o \u00faltimo lugar que talvez atinjamos j\u00e1 em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 triste ver o nosso pa\u00eds na pen\u00faltima posi\u00e7\u00e3o a n\u00edvel europeu. \u00c9 tempo de mudarmos de estrat\u00e9gia. \u00c9 tempo de alterar a legisla\u00e7\u00e3o laboral, fortalecer os sindicatos e deixar cair as empresas improdutivas que s\u00f3 sobrevivem atrav\u00e9s dos baixos sal\u00e1rios que pagam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios &#8230; \u00c9 tempo de alterar a legisla\u00e7\u00e3o laboral, fortalecer os sindicatos e deixar cair as empresas improdutivas que s\u00f3 sobrevivem atrav\u00e9s dos baixos sal\u00e1rios que pagam.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-45710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45710"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45712,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45710\/revisions\/45712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}