{"id":45206,"date":"2020-08-21T23:45:18","date_gmt":"2020-08-21T23:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45206"},"modified":"2020-08-21T23:45:21","modified_gmt":"2020-08-21T23:45:21","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-33","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45206","title":{"rendered":"Covid-19, a crise econ\u00f3mica e a &#8220;Vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Ana Clara Borrego, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/706202\/covid-19-a-crise-economica-e-a-visao-estrategica-para-o-plano-de-recuperacao-economica-e-social-de-portugal-2020-2030-?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/ACBorregoAGO2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u201cA Vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030\u201d, depois de algumas arestas limadas, seria, eventualmente, um bom plano estrat\u00e9gico de m\u00e9dio, longo e muito longo prazo para apresentar para Portugal, caso n\u00e3o tivesse existido COVID-19.\u00a0<\/em><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\"><\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia de COVID-19 que a paragem, ou abrandamento, de parte da economia mundial faziam prever uma crise econ\u00f3mica sem precedentes a n\u00edvel internacional, com maior impacto em alguns pa\u00edses, como Portugal, com uma economia mais fr\u00e1gil e, recentemente, intervencionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para combater a crise, o governo portugu\u00eas criou v\u00e1rias medidas de apoio \u00e0s empresas e ao emprego, de onde se destacam: as morat\u00f3rias de cr\u00e9ditos, o <em>layoff <\/em>simplificado, o apoio \u00e0 tesouraria e o adiamento de pagamento de impostos e contribui\u00e7\u00f5es, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante todos os apoios criados, o inevit\u00e1vel aconteceu: a crise instalou-se e, n\u00e3o obstante o, recentemente, criado, apoio \u00e0 retoma progressiva da atividade, destinado \u00e0s empresas com quebras de factura\u00e7\u00e3o iguais ou superiores a 40%, a retoma prev\u00ea-se muito lenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Notem os leitores que n\u00e3o estou a afirmar que os esfor\u00e7os do governo, das empresas e dos seus funcion\u00e1rios, bem como de quem assessorou as empresas neste per\u00edodo, foram em v\u00e3o, mas sim, que, tal como era espect\u00e1vel, todos os apoios e mecanismos criados n\u00e3o serviram para evitar a crise, mas sim, para diminuir a dimens\u00e3o da cat\u00e1strofe, evitando fal\u00eancias em massa e uma onda de despedimentos sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise era inevit\u00e1vel, ali\u00e1s, era um facto incontest\u00e1vel que a pandemia tinha provocado uma queda enorme no PIB nacional, com alguns sectores de atividade totalmente afundados, mormente os que, de alguma forma, dependem do turismo externo e interno, ou das exporta\u00e7\u00f5es. Faltava quantificar, com precis\u00e3o, a dimens\u00e3o da quebra econ\u00f3mica sofrida por Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo portugu\u00eas chegou a prever uma queda no PIB de 7% para 2020 e dentro dessa linha de antevis\u00e3o, em abril, o FMI apresentava a proje\u00e7\u00e3o, para Portugal, para 2020, de uma varia\u00e7\u00e3o negativa na ordem dos 8%<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, em junho, a OCDE, no relat\u00f3rio de resumo de previs\u00e3o econ\u00f3mica [<em>Economic Forecast Summary<\/em> (June 2020)] j\u00e1 apontava para uma perda mais acentuada na economia portuguesa para 2020: de 9,4%, para a hip\u00f3tese de um \u00fanico pico pand\u00e9mico, e de 11,3%, caso se viesse a verificar um segundo pico de COVID-19<sup>2<\/sup>.&nbsp; Em finais de julho, na apresenta\u00e7\u00e3o da \u201cVis\u00e3o Estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030\u201d, o conselheiro independente contratado pelo governo, Ant\u00f3nio Costa Silva, tamb\u00e9m, j\u00e1 se referia a uma quebra da economia portuguesa, a rondar os 12%, afastando-se, substancialmente daquela vis\u00e3o mais optimista apontada, inicialmente, pelo executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, no passado dia 31 de julho, a dimens\u00e3o da crise econ\u00f3mica oficializou-se, com a publica\u00e7\u00e3o, pelo INE, de dados sobre a varia\u00e7\u00e3o do PIB nacional no primeiro semestre de 2020. De acordo com os dados publicados, o PIB portugu\u00eas \u201cregistou uma forte contra\u00e7\u00e3o em termos reais no 2\u00ba trimestre de 2020, tendo diminu\u00eddo 16,5% em termos hom\u00f3logos [comparativamente com igual per\u00edodo do ano anterior]\u2026 Comparativamente com o 1\u00ba trimestre de 2020, o PIB diminuiu 14,1% em termos reais\u201d<sup>3<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que, \u00e9 espect\u00e1vel uma retoma econ\u00f3mica lenta e sofrida, e que existe a possibilidade de um segundo (qui\u00e7\u00e1 um terceiro) pico pand\u00e9mico, as previs\u00f5es da OCDE para a quebra total do PIB portugu\u00eas (no conjunto dos dois semestres de 2020) para valores entre 9,4% e 11,3% configura-se como, cada vez mais, realistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando comparamos os dados portugueses com os dos restantes pa\u00edses da UE, constatamos que a m\u00e9dia de queda do PIB no 1\u00ba semestre de 2020 foi de 15%, apresentando Portugal uma descida do PIB acima da m\u00e9dia da UE. Acresce que, dessa compara\u00e7\u00e3o se destaca que Portugal apresentou a 4\u00aa maior diminui\u00e7\u00e3o do PIB da UE naquele hiato de tempo (em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo homologo), numa lista encabe\u00e7ada pela Espanha, com uma varia\u00e7\u00e3o negativa do PIB de 22,1%, seguida da Fran\u00e7a e It\u00e1lia, com quebras no PIB de 19% e de 17,3%, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 oficial e preocupante, Portugal foi atingido de forma severa pela crise, com quebras no PIB muito semelhantes \u00e0s dos pa\u00edses onde a crise pand\u00e9mica, durante o confinamento, foi muito mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, este cen\u00e1rio vai tornar-se tanto mais alarmante quanto maior vier a ser o n\u00famero de empresas que, nos pr\u00f3ximos meses, venham a fechar portas, ou nem reiniciem a sua atividade. Destacam-se, no que \u00e0 fragilidade respeita, alguns sectores de actividade, como, por exemplo, a restaura\u00e7\u00e3o e hotelaria: muitos operadores, com custos de funcionamento elevad\u00edssimos e um corte substancial nas receitas, devido \u00e0s regras de lota\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os, encontram-se \u00e0 beira da fal\u00eancia, e procuram nesta \u00e9poca balnear obter um bal\u00e3o de oxig\u00e9nio, que, em muitos casos, infelizmente, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o momento! \u00c9 absolutamente imprescind\u00edvel salvar as empresas que est\u00e3o \u00e0 beira do abismo, \u00e9 crucial e decisivo, para que a retoma econ\u00f3mica possa vir a alcan\u00e7ar-se. O segundo semestre do ano 2020 \u00e9 determinante para travar a queda do PIB e a subida dos n\u00fameros reais do desemprego. S\u00e3o necess\u00e1rias medidas urgentes e de efeito imediato direcionadas para os sectores mais fr\u00e1geis e para aqueles que s\u00e3o motores da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Confesso que depositei uma boa dose de esperan\u00e7a na estrat\u00e9gica prevista para o \u201c<a>Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030<\/a>\u201d, mas essa esperan\u00e7a diminui com a sua leitura. Como perspetiva de vis\u00e3o e de miss\u00e3o para o futuro a m\u00e9dio e, principalmente, a longo e muito longo prazo, n\u00e3o tenho grandes coment\u00e1rios a fazer ao referido plano, a n\u00e3o ser que subscrevo, em grande parte, o conte\u00fado do documento. Obviamente, que concordo com a moderniza\u00e7\u00e3o do tecido empresarial, com a renova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da nossa ind\u00fastria e restante economia (e sociedade), com a aposta nas exporta\u00e7\u00f5es e outras estrat\u00e9gias de igual \u00edndole.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano, teoricamente, foi bem concebido, todavia n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel (\u00e9 at\u00e9 ut\u00f3pico) esperar que a economia portuguesa, no estado em que se encontra, presentemente, estar\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de alcan\u00e7ar num hiato de 10 anos, t\u00e3o ambiciosos objetivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Saliente-se, que, na minha opini\u00e3o o plano falha, essencialmente, pelas parcas estrat\u00e9gias com impacto imediato na economia. Parte do nosso tecido empresarial est\u00e1 \u00e0 beira do precip\u00edcio, s\u00e3o, pois, tal como j\u00e1 referi, necess\u00e1rias e urgentes medidas imediatas para impedir a sua queda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030\u201d, depois de algumas arestas limadas, seria, qui\u00e7\u00e1, um bom plano estrat\u00e9gico de m\u00e9dio, longo e muito longo prazo para apresentar para Portugal, caso n\u00e3o tivesse surgido a pandemia de COVID-19. Nas atuais circunst\u00e2ncias econ\u00f3micas, este plano peca por desconsiderar a import\u00e2ncia de lidar com a cat\u00e1strofe econ\u00f3mica presente, para almejar chegar perto do futuro brilhante que tra\u00e7ou.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup><a href=\"https:\/\/www.gee.gov.pt\/pt\/indicadores-diarios\/ultimos-indicadores\/30083-fmi-world-economic-outlook-19\">https:\/\/www.gee.gov.pt\/pt\/indicadores-diarios\/ultimos-indicadores\/30083-fmi-world-economic-outlook-19<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup><a href=\"http:\/\/www.oecd.org\/economy\/portugal-economic-snapshot\/\">http:\/\/www.oecd.org\/economy\/portugal-economic-snapshot\/<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup><a href=\"https:\/\/www.ine.pt\/xportal\/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=445252249&amp;DESTAQUESmodo=2\">https:\/\/www.ine.pt\/xportal\/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=445252249&amp;DESTAQUESmodo=2<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Clara Borrego, Jornal i \u201cA Vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Social de Portugal 2020-2030\u201d, depois de algumas arestas limadas, seria, eventualmente, um bom plano estrat\u00e9gico de m\u00e9dio, longo e muito longo prazo para apresentar para Portugal, caso n\u00e3o tivesse existido COVID-19.\u00a0 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-45206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45206"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45207,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45206\/revisions\/45207"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}