{"id":45198,"date":"2020-08-18T22:24:35","date_gmt":"2020-08-18T22:24:35","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45198"},"modified":"2020-08-18T22:24:40","modified_gmt":"2020-08-18T22:24:40","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45198","title":{"rendered":"O confinamento virtuoso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/705597\/o-confinamento-virtuoso?seccao=Opini%C3%A3o\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/MSilvaAGO2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Nunca, como agora, sentimos de forma t\u00e3o pungente, a nossa ignor\u00e2ncia, o nosso desconhecimento, o nosso medo. Neste imenso areal c\u00f3smico em que sem norte deambulamos, faz-nos bem, por vezes, recordar, o qu\u00e3o pequenos somos face \u00e0 vastid\u00e3o do universo que nos cerca.<\/em><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\"><\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p>Por estes \u00faltimos meses, vivemos todos, fruto da pandemia, num aut\u00eantico e impar\u00e1vel turbilh\u00e3o. N\u00e3o sabemos o que o futuro nos reserva e, muito menos, como ser\u00e1 esse novo amanhecer pelo qual todostanto ansiamos. Sem v\u00edrus, sem m\u00e1scaras, sem distanciamento social, enfim, sem medo.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o maior \u00e9 de uma simplicidade atroz. Voltar\u00e1 a vida a ser como dantes?<\/p>\n\n\n\n<p>Voltaremos n\u00f3sa abra\u00e7ar os que mais gostamos? Voltaremos n\u00f3s a beijar a mulher que tanto amamos? Voltaremos n\u00f3s a sorrir,com a inoc\u00eancia de uma crian\u00e7a, numa festa de velhos amigos? Voltaremos n\u00f3s a despedirmo-nos dignamente dos que nos deixam saudades?&nbsp; S\u00e3o tantas as perguntas e t\u00e3o poucas, ou quase nulas, as respostas. Nunca, como agora, sentimos de forma t\u00e3o pungente, a nossa ignor\u00e2ncia, o nosso desconhecimento, o nosso medo. Neste imenso areal c\u00f3smico em que sem norte deambulamos, faz-nos bem, por vezes, recordar, o qu\u00e3o pequenos somos face \u00e0 vastid\u00e3o do universo que nos cerca. N\u00e3o passamos de pequenos gr\u00e3os de areia que, mais tarde ou mais cedo, retornar\u00e3o ao in\u00edcio, ao ponto de partida, aquele ponto onde tudo come\u00e7a e ao qual tudo,invariavelmente,retorna. E \u00e9,precisamente neste mundo virado ao contr\u00e1rio, que assistimos, impotentes, ao vendaval de fakenews que pululam pelas redes sociais. Elas s\u00e3o vacinas, elas s\u00e3o hist\u00f3rias de conspira\u00e7\u00e3o e espionagem sobre a verdadeira origem do v\u00edrus, qual guerra oculta que ningu\u00e9m quer perder e que todos querem ganhar, elas s\u00e3o m\u00e1scaras que protegem e outras que at\u00e9 contagiam\u2026um sem n\u00famero de inverdades que, de tanto serem ditas, por a\u00ed campeiam como se de verdades se tratassem.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que estamos todos fartos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Fartos do v\u00edrus, das fakenews, do confinamento, do teletrabalho, da m\u00e1scara, enfim fartos de ter medo.Medo do v\u00edrus, medo do que ainda vir\u00e1, impotentes que estamos por conter o enorme flagelo sanit\u00e1rio e econ\u00f3mico-social que se atravessa bem diante dos nossos olhos e que tender\u00e1 a precipitar-se,ainda mais,num curto espa\u00e7o de tempo. \u00c9 por isso que em tempos de excecionalidade, mais do que em qualquer outro, o tempo se convola num bem raro, precioso demais para que o desperdicemos com trivialidades que nada acrescentam ao bem comum. O tempo do confinamento \u00e9 pois, tamb\u00e9m, por todas essas raz\u00f5es, um tempo de reflex\u00e3o, de tomada de consci\u00eancia da nossa finitude e, sobretudo, um tempo de reaprendermos a viver melhor e de forma bem mais harmoniosa com o planeta e com os nossos semelhantes. O tempo do confinamento \u00e9, tamb\u00e9m, um tempo de nos ouvirmos e de procuramos fazer melhor. Fazer mais e melhor na nossa vida em geral, nas nossas cidades, nos nossos tempos livres, na nossa casa, na rela\u00e7\u00e3o com os nossos, sobretudos os mais vulner\u00e1veis, nas organiza\u00e7\u00f5es em que trabalhamos, tornando-nos cidad\u00e3os e profissionais mais respons\u00e1veis, mais conscientes das nossas limita\u00e7\u00f5es, das nossas capacidades, dos riscos que emergem dos nossos mais insignificantes comportamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 verdade que o tempo do confinamento nos sangra a liberdade, \u00e9 tamb\u00e9m ineg\u00e1vel que ele nos oferece uma oportunidade imperd\u00edvel, virtuosa diria mesmo, de procurar reconstruir, na adversidade, um mundo melhor, mais solid\u00e1rio, mais \u00e9tico e, sobretudo, mais otimista quanto ao legado que ficar\u00e1 para os que a n\u00f3s se seguir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Saibamos, pois, fazer do tempo do confinamento o tempo mais virtuoso do mundo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i Nunca, como agora, sentimos de forma t\u00e3o pungente, a nossa ignor\u00e2ncia, o nosso desconhecimento, o nosso medo. 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