{"id":45139,"date":"2020-08-01T14:51:33","date_gmt":"2020-08-01T14:51:33","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45139"},"modified":"2020-08-01T14:52:19","modified_gmt":"2020-08-01T14:52:19","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-3-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45139","title":{"rendered":"Gest\u00e3o de riscos, pandemias e cisnes negros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><b style=\"color: #d8070f;\">Edgar Pimenta <\/b><\/span><b style=\"color: #d8070f;\"><\/b><\/span>, Vis\u00e3o online<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/ponto-de-vista\/silencio-da-fraude\/2020-07-30-gestao-de-riscos-pandemias-e-cisnes-negros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Visao-602-1.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>A pandemia trouxe desafios \u00fanicos e inesperados, como todos os eventos do tipo \u201ccisnes negros\u201d. Mas nem todas as organiza\u00e7\u00f5es sofreram os impactos da mesma forma, n\u00e3o s\u00f3 decorrentes obviamente do seu sector de atividade, mas tamb\u00e9m da forma como estavam preparadas (ou n\u00e3o) para lidar com situa\u00e7\u00f5es limites e inesperadas. Empresas com algum tipo de gest\u00e3o de risco ter\u00e3o lidado com o tema de uma forma diferente daquelas cujo termo ainda \u00e9 algo desconhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o pretendendo come\u00e7ar de forma pretensioso, diria que existe uma f\u00f3rmula para nos garantir uma gest\u00e3o com sucesso (seja de um projeto ou iniciativa espec\u00edfica, seja de uma empresa ou qualquer outro tema): termos os recursos que queremos, saber quais as dificuldades que vamos encontrar de antem\u00e3o e sabermos como lidar com essas mesmas dificuldades. Ou seja, de forma simples, dominar e controlar todas as vari\u00e1veis.<\/p>\n<p>Obviamente, este cen\u00e1rio est\u00e1 longe de ser real. Ningu\u00e9m tem todos os recursos que quer e precisa (e aqui entenda-se humanos, financeiros, tecnol\u00f3gicos e outros) e ningu\u00e9m \u00e9 capaz de antecipar todas as dificuldades e definir de antem\u00e3o as respetivas solu\u00e7\u00f5es. Pensar de outra forma \u00e9 cair numa utopia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o como lidar com essa situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma f\u00f3rmula simples nem um processo chave na m\u00e3o. No entanto, existe uma ferramenta que nos pode ajudar: a gest\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>Intuitivamente a gest\u00e3o de risco \u00e9 uma ferramenta que usamos frequentemente no nosso dia a dia, embora muitas vezes sem sequer nos apercebermos. Quantas vezes fazemos algo que podemos considerar mais arriscado ou \u201cfora da caixa\u201d e pensamos no benef\u00edcio de tal a\u00e7\u00e3o face ao que pode correr mal? Na pr\u00e1tica, estamos a fazer uma gest\u00e3o de risco. Curiosamente, algo que com a pandemia e neste per\u00edodo de f\u00e9rias se tornou um pouco mais frequente. Pensamentos como \u201cser\u00e1 que devo ir de f\u00e9rias para aquele s\u00edtio?\u201d tornou-se uma gest\u00e3o de risco pessoal\/familiar entre os benef\u00edcios da ida e os potenciais problemas que da\u00ed podem advir.<\/p>\n<p>Gerir riscos, e de uma forma simplicista, \u00e9 tentar antecipar o que pode correr mal para, ou evitar que tal aconte\u00e7a, ou ter um plano B caso corra mesmo mal. E vamos criando cen\u00e1rios diferentes de coisas distintas que podem correr mal, usando a probabilidade de ocorr\u00eancia e poss\u00edveis impacto como vari\u00e1veis que ajudam na decis\u00e3o dos cen\u00e1rios mais poss\u00edveis e dos cen\u00e1rios mais remotos. E assim ajudar a definir onde devemos aplicar os nossos recursos (e quais).<\/p>\n<p>Quem trabalha na \u00e1rea de seguran\u00e7a de informa\u00e7\u00e3o sabe que uma gest\u00e3o de riscos \u00e9 fundamental para permitir definir prioridades face \u00e0 impossibilidade de ter todos os recursos desejados dispon\u00edveis e de prever todas as situa\u00e7\u00f5es adversas que podem impedir, por exemplo, uma organiza\u00e7\u00e3o de cumprir com os seus objetivos de neg\u00f3cio (as chamadas amea\u00e7as).<\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 fundamental conhecer os objetivos da organiza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m conhecer e acompanhar o contexto onde a organiza\u00e7\u00e3o se insere. S\u00f3 dessa forma \u00e9 poss\u00edvel perceber as mudan\u00e7as desse mesmo contexto e qual o impacto que essas mudan\u00e7as podem trazer.<\/p>\n<p>Obviamente, ningu\u00e9m e nenhuma ferramenta nos pode preparar de forma definitiva para os chamados \u201ccisnes negros\u201d - eventos cuja probabilidade \u00e9 muito reduzida (ou s\u00e3o totalmente surpreendentes) e tem um impacto enorme. E esta pandemia \u00e9 o mais recente \u201ccisne negro\u201d.<\/p>\n<p>Mas mesmo quando ocorrem \u201ccisnes negros\u201d, a gest\u00e3o de riscos pode dar uma ajuda preciosa. E quando falamos de gest\u00e3o de riscos de seguran\u00e7a, existe um outro tema que n\u00e3o ser\u00e1 totalmente estranho a quem lida com estes temas: a continuidade de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A continuidade de neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 nada mais do que preparar a organiza\u00e7\u00e3o para eventos\/cen\u00e1rios disruptivos de v\u00e1rias dimens\u00f5es de forma a garantir a capacidade da empresa de operar. E esses cen\u00e1rios de falha podem ser t\u00e3o simples como a falha de um software de processamento de sal\u00e1rios no dia desse processamento, a cen\u00e1rios mais limite como um terramoto ou mesmo uma pandemia.<\/p>\n<p>Assim, as organiza\u00e7\u00f5es que no passado aprofundaram o tema de continuidade de neg\u00f3cio estar\u00e3o de certeza a lidar com a situa\u00e7\u00e3o da pandemia de forma mais estruturada do que as empresas que nunca antes pensaram no tema. Pela simples raz\u00e3o de j\u00e1 terem considerados v\u00e1rios cen\u00e1rios disruptivos, os impactos que os mesmos podem ter e como reduzir esses mesmos impactos. As empresas que nunca antes pensaram nesses temas v\u00eaem-se agora obrigadas a faz\u00ea-lo de forma mais ou menos sustentada. Mas fazendo-o, a verdade \u00e9 que ficar\u00e3o mais fortes para lidar com imprevistos no futuro.<\/p>\n<p>Para os que est\u00e3o a come\u00e7ar ou que ainda v\u00e3o come\u00e7ar a pensar no tema, existe imensa literatura sobre o tema e uma das boas pr\u00e1ticas de refer\u00eancia (e que \u00e9 tamb\u00e9m certific\u00e1vel) \u00e9 a ISO22301 \u2013 Sistema de Gest\u00e3o de Continuidade de Neg\u00f3cios. Sempre um excelente ponto de partida.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o? Est\u00e1 preparado para o pr\u00f3ximo \u201ccisne negro\u201d?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edgar Pimenta , Vis\u00e3o online A pandemia trouxe desafios \u00fanicos e inesperados, como todos os eventos do tipo \u201ccisnes negros\u201d. 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