{"id":45133,"date":"2020-08-01T14:43:19","date_gmt":"2020-08-01T14:43:19","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45133"},"modified":"2020-08-05T07:18:53","modified_gmt":"2020-08-05T07:18:53","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-3-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45133","title":{"rendered":"E JESUS DESCEU \u00c0 TERRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><b style=\"color: #d8070f;\">Ant\u00f3nio Maia <\/b><\/span><b style=\"color: #d8070f;\"><\/b><\/span>, Vis\u00e3o online<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/ponto-de-vista\/silencio-da-fraude\/2020-07-23-e-jesus-desceu-a-terra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Visao-601-1.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>O mundo portugu\u00eas estava ali centrado. Preso, mesmo! O resto n\u00e3o existia e por isso n\u00e3o interessava.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Jesus desceu \u00e0 terra!<\/p>\n<p>Parece lit\u00fargico e, em certo sentido, foi (e continua a ser) lit\u00fargico! O ato, o regresso de Jorge Jesus para voltar a treinar o Benfica, conteve muitos dos elementos pr\u00f3prios de um ritual lit\u00fargico. Jesus, pois \u00e9 esse por coincid\u00eancia o seu nome, regressou a Portugal ao final da manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (21 de Julho) e uma verdadeira multid\u00e3o de adeptos do clube e de jornalistas l\u00e1 estavam, sobretudo os primeiros, coladinhos \u00e0 rede do aer\u00f3dromo de Tires com os seus adere\u00e7os club\u00edsticos devotamente a adorar o Senhor. Com sinais de total entrega espiritual, de alma e cora\u00e7\u00e3o, esperando dele um simples sorriso ou um aceno que fosse, como uma esp\u00e9cie de sinal divino do seu (renovado) Deus.<\/p>\n<p>Antes de continuar esta reflex\u00e3o devo deixar duas manifesta\u00e7\u00f5es de interesse. Uma na qualidade de adepto do mesmo clube (do Benfica) e outra na qualidade de cidad\u00e3o deste pa\u00eds. Por um lado, elas s\u00e3o as linhas mestras desta reflex\u00e3o e, por outro, como t\u00eam naturezas distintas \u2013 a primeira \u00e9 de cariz eminentemente emocional e a segunda, apesar de conter tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o emocional, apresenta uma componente importante de racionalidade \u2013 admito que possam influenciar-se entre si e retirar alguma objetividade e clarivid\u00eancia na an\u00e1lise que procurarei explanar nas pr\u00f3ximas linhas, e que de certa forma j\u00e1 abordei anteriormente, em 2014, em <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/I_073.pdf\">\"Meia bola e for\u00e7a\"<\/a>. (Agora, ao reler esse texto de h\u00e1 seis anos, confirmo uma certa perce\u00e7\u00e3o de que, enquanto sociedade, n\u00e3o mud\u00e1mos rigorosamente nada).<\/p>\n<p>Bom, mas continuemos com a reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Como disse, a meio da manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, um dia de teletrabalho igual a todos os outros que o antecederam neste designado \u201cnovo normal\u201d profissional, liguei a TV para saber not\u00edcias do pa\u00eds e do mundo, designadamente para saber da evolu\u00e7\u00e3o dos dados da pandemia e tamb\u00e9m para saber da evolu\u00e7\u00e3o e dos resultados, se j\u00e1 existissem, da cimeira europeia que se arrastava teimosamente h\u00e1 alguns dias no sentido de se definir qual o valor e as condi\u00e7\u00f5es dos apoios financeiros a conceder aos Estados-membros para fazerem face \u00e0 pandemia e para estimularem a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, algo que me parece verdadeiramente importante para o futuro do pa\u00eds e, por isso, tamb\u00e9m necessariamente importante para as nossas vidas individuais e familiares. Sabia ainda que, na mesma manh\u00e3, estava a ser apresentado publicamente o relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/pubs\/pdf\/visaorecuperacao20202030.pdf\">Vis\u00e3o Estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica de Portugal 2020-2030<\/a>, documento que, com mais ou menos nuances, acabar\u00e1 por ter uma import\u00e2ncia relevante para o futuro coletivo de menoriza\u00e7\u00e3o dos efeitos da crise que por a\u00ed vem. Por isso tamb\u00e9m procurava elementos do conte\u00fado da apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica deste documento.<\/p>\n<p>Bem sei que todos estes elementos s\u00e3o divulgados, explicados e at\u00e9 contraditados sob os mais diversos \u00e2ngulos, desde o pol\u00edtico, passando pelo social, at\u00e9 ao econ\u00f3mico, em diversas ocasi\u00f5es e f\u00f3runs e que, provavelmente, no final ficaremos a saber deles pouco mais do que nada. Porque eles n\u00e3o dizem tudo. Porque quem os conhece mais detalhadamente n\u00e3o nos diz tudo sobre eles. Porque t\u00eam conte\u00fados enfadonhos. Porque tecnicamente ultrapassam os conhecimentos da maioria de n\u00f3s. Porque simplesmente temos a no\u00e7\u00e3o que as decis\u00f5es que os nossos pol\u00edticos e governantes tomam lhes s\u00e3o de alguma forma impostas de fora, pelos poderes europeus. Porque se o dinheiro vem da Europa \u201cporque raio n\u00e3o h\u00e1-de a ser a Europa a decidir o que temos de fazer com ele\u201d. Porque, como diz o povo j\u00e1 em jeito de remate de conversa, \u201cd\u00eaem as voltas que quiserem, no fim vai parar sempre aos bolsos dos mesmos\u201d.<\/p>\n<p>E se calhar \u00e9 um pouco por tudo isto que muitos preferem o futebol, no exemplo de hoje o Benfica e Jesus, o renovado salvador, o Messias que traz o futuro. Porque neste plano a linguagem \u00e9 mais facilmente compreendida por todos. Porque todos sentem estar a participar nalguma coisa em que est\u00e3o emocionalmente envolvidos, como explica Desmond Morris em \u201cA tribo do futebol\u201d. Porque as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o fortes e est\u00e3o sempre l\u00e1, \u00e0 flor da pele. Porque afinal o sentido da vida se joga na bola que entra ou teima em n\u00e3o entrar. Porque, assim como assim, tudo o resto \u00e9 decidido longe, muito longe do cidad\u00e3o comum, ainda que tais decis\u00f5es tenham uma rela\u00e7\u00e3o muito direta com a vida de cada um.<\/p>\n<p>E se calhar \u00e9 tamb\u00e9m por isso que a comunica\u00e7\u00e3o social acaba por embarcar e fomentar toda esta din\u00e2mica. Porque afinal de contas o mais importante \u00e9 manter o \u201cshare\u201d e a audi\u00eancia. Porque se a audi\u00eancia se perde l\u00e1 se vai a publicidade e, com ela, as fontes de receita. Porque sem receitas o neg\u00f3cio tem de fechar as portas. Porque \u201cse o neg\u00f3cio fechar as portas vamos todos para o desemprego\u201d.<\/p>\n<p>Enfim \u00e9 o mundo que temos e foi nele que embati na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira quando liguei a TV e fui passando sucessivamente de canal. Dos mais aos menos generalistas, todos (sem exce\u00e7\u00e3o!) passavam as mesmas imagens, acompanhadas por coment\u00e1rios dispersos e por histerismos dos adeptos \u2013 \u201cagora com o Jesus \u00e9 que vai ser!!!\u201d \u2013 e ali ficaram (e ali fiquei, sem op\u00e7\u00e3o) uma boa meia hora ou talvez mais, a que se seguiu um outro tempo, tamb\u00e9m longo, de coment\u00e1rios em est\u00fadio, de comentadores encartados nestas coisas da bola, no af\u00e3 de procurar explica\u00e7\u00f5es mais ou menos rebuscadas para um facto que na realidade e em meu entender se explica de forma muito clara e simples com meia d\u00fazia de palavras. O Benfica tem um treinador novo, que retorna ao clube alguns anos depois de ter sa\u00eddo. (Agora, se me \u00e9 permitido, entro com o meu lado exclusivamente emocional para lhe desejar felicidades na medida em que isso significa resultados positivos para o \u201cmeu Benfica\u201d). Do meu ponto de vista n\u00e3o h\u00e1 aqui mais nada verdadeiramente importante a ser explorado e a justificar todo aquele aparato. Nada!<\/p>\n<p>Mas o mundo portugu\u00eas estava ali centrado. Preso, mesmo! O resto n\u00e3o existia e por isso n\u00e3o interessava. \u201cQueres saber se h\u00e1 mais ou menos casos de Covid? Se a cimeira europeia j\u00e1 chegou a resultados? Quanto dinheiro \u00e9 que Portugal ir\u00e1 receber para estimular a economia? Que propostas est\u00e3o a ser apresentadas para sustenta\u00e7\u00e3o futura da economia e da sociedade? Tens de esperar, que isso agora n\u00e3o interessa nada!\u201d<\/p>\n<p>Confesso alguma tristeza de alma relativamente a todo este enquadramento em que a nossa sociedade persiste mergulhada, sobretudo por n\u00e3o sentir sinais de mudan\u00e7a. Por n\u00e3o sentir a mais t\u00e9nue rea\u00e7\u00e3o. Por sentir que a sociedade civil, um elemento t\u00e3o importante para um desenvolvimento sustentado e equilibrado, como \u00e9 reconhecido pela OCDE na <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/gov\/ethics\/integrity-recommendation-brazilian-portuguese.pdf\">Recomenda\u00e7\u00e3o sobre integridade p\u00fablica<\/a>, est\u00e1 amorfa. Que n\u00e3o se envolve nem reage \u00e0s quest\u00f5es que verdadeiramente tocam e afetam a qualidade de vida de cada um.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a evolu\u00e7\u00e3o social \u00e9 um processo naturalmente lento que se constr\u00f3i e sedimenta a todo o tempo, com a participa\u00e7\u00e3o mais ou menos envolvida de todos. E que por isso todos (todos sem exce\u00e7\u00e3o!), mesmo os que se determinam consciente ou inconscientemente mais discretos, s\u00e3o pe\u00e7as integrantes e importantes dessa din\u00e2mica. Desse processo e dessa estrutura evolutiva. E que o papel e a capacidade interventiva da sociedade civil, dos cidad\u00e3os e da cidadania, decorre do envolvimento das pessoas nas quest\u00f5es que lhes dizem respeito. Das quest\u00f5es que as afetam e tamb\u00e9m daquelas que afetam a vida daqueles que as rodeiam. Este \u00e9 um processo em que ningu\u00e9m est\u00e1 de fora. Em que ningu\u00e9m pode nem deve autoexcluir-se.<\/p>\n<p>Nesta din\u00e2mica, a educa\u00e7\u00e3o revela-se um elemento fundamental no processo formativo do cidad\u00e3o e da cidadania, tendo em vista formar, dar ferramentas para discernir e avaliar em consci\u00eancia, para uma participa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel na vida coletiva. Para o envolvimento e participa\u00e7\u00e3o no debate positivo, colaborativo e respons\u00e1vel sobre os temas de interesse de todos. As estruturas do Estado t\u00eam responsabilidade neste \u00e2mbito! Devem ser elas, nomeadamente no \u00e2mbito das pol\u00edticas p\u00fablicas educativas, a dinamizar projetos, formas, modelos e instrumentos promotores de uma cidadania responsavelmente mais ativa, mais envolvida, mais comprometida com as quest\u00f5es de interesse comum.<\/p>\n<p>Infelizmente Portugal revela ainda sinais muito d\u00e9beis (anormalmente fracos, nomeadamente se comparados com outras sociedades europeias do s\u00e9c. XXI) quanto \u00e0 capacidade da sociedade civil em se envolver verdadeiramente, com paix\u00e3o, nas quest\u00f5es coletivas. Diversos estudos t\u00eam revelado essa fragilidade. Destacamos por exemplos os relat\u00f3rios do instituto V-Dem (<a href=\"https:\/\/www.v-dem.net\/media\/filer_public\/b0\/79\/b079aa5a-eb3b-4e27-abdb-604b11ecd3db\/v-dem_annualreport2017_v2.pdf\">Relat\u00f3rio V-DEM 2017<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.v-dem.net\/media\/filer_public\/68\/51\/685150f0-47e1-4d03-97bc-45609c3f158d\/v-dem_annual_dem_report_2018.pdf\">Relat\u00f3rio V-DEM 2018<\/a>, \u00a0<a href=\"https:\/\/www.v-dem.net\/media\/filer_public\/99\/de\/99dedd73-f8bc-484c-8b91-44ba601b6e6b\/v-dem_democracy_report_2019.pdf\">Relat\u00f3rio V-DEM 2019<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.v-dem.net\/media\/filer_public\/f0\/5d\/f05d46d8-626f-4b20-8e4e-53d4b134bfcb\/democracy_report_2020_low.pdf\">Relat\u00f3rio V-DEM 2020<\/a>), da Universidade de Gotemburgo ,que avaliam os \u00edndices de democraticidade das sociedades, onde se inclui precisamente, de entre outras, uma componente associada ao envolvimento e participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil nas quest\u00f5es de interesse coletivo, incluindo nos processos pol\u00edticos, relativamente \u00e0 qual Portugal surge com \u00edndices tendencialmente baixos e em queda, passando da posi\u00e7\u00e3o 37 em 2017 para a posi\u00e7\u00e3o 50 em 2020 no contexto dos diversos pa\u00edses estudados. Resultados semelhantes s\u00e3o revelados pelo recente Estudo <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/pdf\/10.1080\/13676261.2019.1636951\">Youth political participation in the EU: evidence from a cross-national analysis<\/a> que evidencia sinais de um menor envolvimento dos jovens nas aitividades pol\u00edticas, colocando Portugal no grupo de pa\u00edses com valores mais baixos. A pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o das taxas de absten\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es legislativas, a par do que sucede com os demais atos eleitorais, denota um afastamento, um desinteresse das pessoas relativamente ao processo de escolha das lideran\u00e7as pol\u00edticas, como atesta o quadro que deixamos abaixo.<\/p>\n<p>Temos todos de fazer mais por n\u00f3s pr\u00f3prios! De nos envolvermos mais nas quest\u00f5es de interesse de todos! \u00c9 do nosso interesse comum! De outro modo, como tem persistido, uns (poucos) decidem por todos e isso verdadeiramente fica aqu\u00e9m do que deve ser uma democracia plena e madura.<\/p>\n<p>Os portugueses (independentemente de serem ou n\u00e3o do Benfica) merecem uma democracia mais robustecida, participada e madura!<\/p>\n<p>por todos e isso verdadeiramente fica aqu\u00e9m do que deve ser uma democracia plena e madura.<\/p>\n<p>Os portugueses (independentemente de serem ou n\u00e3o do Benfica) merecem uma democracia mais robustecida, participada e madura!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Sem-T\u00edtulo-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-45134\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Sem-T\u00edtulo-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Sem-T\u00edtulo-300x169.jpg 300w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Sem-T\u00edtulo-768x432.jpg 768w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Sem-T\u00edtulo.jpg 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Maia , Vis\u00e3o online O mundo portugu\u00eas estava ali centrado. 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