{"id":45081,"date":"2020-07-19T16:29:15","date_gmt":"2020-07-19T16:29:15","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45081"},"modified":"2020-07-19T16:29:18","modified_gmt":"2020-07-19T16:29:18","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-28","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=45081","title":{"rendered":"Comportamentos indesejados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/702966\/comportamentos-indesejados?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/JAMoreirajul2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><i>Se a procura por parte de estrangeiros dos bens e servi\u00e7os produzidos em Portugal se reduziu, seria desej\u00e1vel que uma parte dessa procura fosse assegurada pelas fam\u00edlias portuguesas.<\/i><\/p>\n<p><i><\/i><i><\/i><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<p>O caso Wirecard quase n\u00e3o tem merecido aten\u00e7\u00e3o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o nacionais. Dada a dimens\u00e3o desta fraude, que levou ao colapso, quase do dia para a noite, da empresa financeira do mesmo nome, estrela da bolsa de Frankfurt, justificava-se maior aten\u00e7\u00e3o, pelas li\u00e7\u00f5es que dele se poderiam retirar. Esse sil\u00eancio deixa sem questionamento o papel dos auditores no acompanhamento da atividade da empresa e, de modo particular, na certifica\u00e7\u00e3o da qualidade da respetiva informa\u00e7\u00e3o financeira; e o papel do conselho de administra\u00e7\u00e3o que, pesem os c\u00f3digos de \u201cgovernance\u201d que ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas foram sendo aplicados, pareceu funcionar como mero grupo de pessoas que, mais ou menos bem remuneradas, existe para cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o legal e ou estatut\u00e1ria. <br \/>Pode encontrar-se justifica\u00e7\u00e3o para tal alheamento, pelo menos em parte, no per\u00edodo especial que se vive no pa\u00eds, em que ao \u201csucesso portugu\u00eas\u201d no combate \u00e0 pandemia se seguiu, e est\u00e1 em curso, a incapacidade para fazer decrescer a curva de infetados e o que da\u00ed resulta em termos de internados e mortos. Situa\u00e7\u00e3o muito complicada.<br \/>O cidad\u00e3o olha \u00e0 volta e tudo parece normal, excetuando as m\u00e1scaras. Mas n\u00e3o est\u00e1. Longe disso. Os sinais do \u201ctsunami\u201d que se aproxima come\u00e7am a ser por demais evidentes, mesmo para os mais distra\u00eddos. Dois exemplos: as rea\u00e7\u00f5es quase hist\u00e9ricas do Presidente da Rep\u00fablica e do Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros \u00e0 decis\u00e3o da Inglaterra de colocar Portugal na \u201clista negra\u201d dos destinospara cidad\u00e3os ingleses; a entrevista a um jornal dada pelo vice-governador do Banco de Portugal, em que diz temer que as fam\u00edlias estejam a poupar em demasia e fala do perigo de se vir a defrontar o \u201cparadoxo da poupan\u00e7a\u201d. <br \/>Pese o seu tom suave, esta entrevista \u00e9, nas entrelinhas, mais um grito de alerta para o que a\u00ed vem. Se nas \u00faltimas d\u00e9cadas Portugal se caraterizou por ter uma das taxas de poupan\u00e7a mais baixas do mundo, agora o receio das fam\u00edlias quanto ao futuro leva-as a reduzir o consumo e a aforrar maior propor\u00e7\u00e3o do respetivo rendimento. O que num passado recente teria sido ben\u00e9fico, \u00e9 agora um comportamento indesejado. Se a procura por parte de estrangeiros dos bens e servi\u00e7os produzidos em Portugal se reduziu, e muito \u2013 pense-se, por exemplo, nas multid\u00f5es de turistas que deixaram de visitar o pa\u00eds \u2013, seria desej\u00e1vel que uma parte dessa procura fosse assegurada pelas fam\u00edlias portuguesas, o que implicaria que, no m\u00ednimo, mantivessem o padr\u00e3o de consumo anterior. Se os sinais atuais v\u00e3o no sentido contr\u00e1rio, a retra\u00e7\u00e3o do consumo \u00e9 \u201cdeitar gasolina no fogo\u201d. No limite, poder\u00e1 vir a defrontar-se o denominado \u201cparadoxo da poupan\u00e7a\u201d, quando o n\u00edvel desta condicionar o escoamento da produ\u00e7\u00e3o nacional, levando a que as empresas n\u00e3o gerem rendimento para distribuir sob a forma de sal\u00e1rios, criando um c\u00edrculo vicioso, em que menos rendimento distribu\u00eddo \u00e9 sintoma de mais desemprego, de menor n\u00edvel de consumo, de mais receio quanto ao futuro por parte das fam\u00edlias, de aumento da poupan\u00e7a \u2026<br \/>Ouve-se por vezes dizer que a situa\u00e7\u00e3o que estamos a viver e o desastre econ\u00f3mico (e social) que j\u00e1 se vislumbra no horizonte \u00e9 um \u201cproblema deles\u201d (os governantes). Nada mais errado. \u00c9 um problema de todos e de cada um. E os comportamentos individuais afetam, necessariamente, o presente e o futuro do pa\u00eds. Seja quando algu\u00e9m toma decis\u00f5es (inoportunas) de consumo e afeta\u00e7\u00e3o do rendimento; seja quando descura as regras b\u00e1sicas de higiene e de distanciamento. Est\u00e1 nas m\u00e3os de cada um escolher ser parte do problema ou parte da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i Se a procura por parte de estrangeiros dos bens e servi\u00e7os produzidos em Portugal se reduziu, seria desej\u00e1vel que uma parte dessa procura fosse assegurada pelas fam\u00edlias portuguesas.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-45081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45081"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45082,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45081\/revisions\/45082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}