{"id":44928,"date":"2020-06-07T23:04:01","date_gmt":"2020-06-07T23:04:01","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44928"},"modified":"2020-06-07T23:04:17","modified_gmt":"2020-06-07T23:04:17","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-2-31-9-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44928","title":{"rendered":"Cen\u00e1rios para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso<\/strong><\/span>, Expresso online (068 22\/04\/2020)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><del><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/opiniao\/2020-04-22-Cenarios-para-a-recuperacao-economica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/del><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/68-Oscar-Afonso-abr2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n\n\n<p>Perante a exist\u00eancia de duas crises: uma sanit\u00e1ria, de emerg\u00eancia, e outra lateral, que \u00e9 a econ\u00f3mica, vivemos no contexto de imensa incerteza e, nesta cr\u00f3nica, procuro detalhar os cen\u00e1rios mais previs\u00edveis para a evolu\u00e7\u00e3o da Economia Portuguesa nos pr\u00f3ximos dois anos. A ocorr\u00eancia de um dos cen\u00e1rios, em particular, decorre das medidas que foram tomadas desde o in\u00edcio da fase de forte cont\u00e1gio e das que ir\u00e3o ainda ser implementadas \u2013 testar ou n\u00e3o, que tipo de teste, usar sempre m\u00e1scara ou n\u00e3o, quem deve fazer testes, e que medidas de pol\u00edtica econ\u00f3mica ainda ir\u00e3o ser conduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 mais ou menos consensualque, em termos econ\u00f3micos, pode ocorrer um de quatro cen\u00e1rios, sendo que, como sempre acontece nestes casos, para um determinado n\u00edvel de quebra, dois s\u00e3o mais moderados (recupera\u00e7\u00e3o em \u201cV\u201d ou em \u201cU\u201d) e dois s\u00e3o mais extremos (recupera\u00e7\u00e3o em \u201cW\u201d ou em \u201cL\u201d). Seja qual for o contexto, os otimistas apontam para uma recupera\u00e7\u00e3o em \u201cV\u201d, significando que a retoma \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pida quanto a quebra, ou para uma trajet\u00f3ria em \u201cU\u201d implicando algum tempo de recess\u00e3o seguido de recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, embora mais tardia. Os mais pessimistas acreditam que o crescimento global pode seguir um caminho em \u201cW\u201d ou \u201cL\u201d, ou at\u00e9 outro mais distorcido com pouca semelhan\u00e7a com estas quatro letras. Para al\u00e9m de descrever, informando os leitores, sobre o que est\u00e1 em causa em cada caso, acredito, como justificarei, que o formato que melhor ir\u00e1 descrever o processo portugu\u00eas ser\u00e1 o do \u201clog\u00f3tipo da Nike\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto da pandemia Covid19, quanto mais se investir em medidas de conten\u00e7\u00e3o que eliminem rapidamente o v\u00edrus, menor ser\u00e1 o custo econ\u00f3mico associado \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o geral da atividade econ\u00f3mica e mais prov\u00e1vel \u00e9 o cen\u00e1rio em \u201cV\u201d. Na descri\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios atende-se ao facto de que mais tempo de confinamento provoca maior redu\u00e7\u00e3o das horas trabalhadas, maiores custos associados \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o de cadeias de produ\u00e7\u00e3o e, por conseguinte, maiores custos de produ\u00e7\u00e3o e maior probabilidade de fal\u00eancias e desemprego. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 maior redu\u00e7\u00e3o do consumo, sobretudo nos servi\u00e7os e por adiamento de decis\u00f5es de investimento das fam\u00edlias, bem como maior redu\u00e7\u00e3o do investimento das empresas. Paralelamente, sup\u00f5e-se que haver\u00e1 maior prud\u00eancia do setor financeiro na atribui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. Ao n\u00edvel das contas p\u00fablicas haver\u00e1 um maior agravamento do d\u00e9fice or\u00e7amental e, portanto, da d\u00edvida p\u00fablica face \u00e0s despesas para combater a pandemia, ao aumento do desemprego, ao apoio p\u00fablico na recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f3mica e \u00e0 menor receita arrecadada com impostos. Acresce que, devido \u00e0 interconex\u00e3o global da atividade econ\u00f3mica a n\u00edvel mundial, um maior confinamento nos nossos parceiros comerciais provoca ainda maior redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, maior rutura de processos produtivos dependentes de importa\u00e7\u00f5es de produtos interm\u00e9dios e, claro, h\u00e1 que atender tamb\u00e9m \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do turismo pelo confinamento interno e externo.<\/p>\n\n\n\n<p>Detalhando agora os cen\u00e1rios, o cen\u00e1rio em \u201cV\u201d assume que s\u00e3o seguidos os passos da China, pondo fim aos bloqueios assim que a curva de novas infe\u00e7\u00f5es \u00e9 achatada. Neste caso, pressup\u00f5e-se que um r\u00e1pido regresso \u00e0 normalidade se concretize at\u00e9 aos primeiros dias de maio. Este cen\u00e1rio pressup\u00f5e tamb\u00e9m que o v\u00edrus n\u00e3o regressa no inverno, ou porque uma propor\u00e7\u00e3o maior do que a esperada de pessoas j\u00e1 teve o v\u00edrus e adquiriu imunidade, ou porque as medidas de controlo se tornam muito mais eficazes. Seja como for, haver\u00e1 perdas econ\u00f3micas que n\u00e3o ser\u00e3o imediatamente compensadas. Mas, com medidas de pol\u00edticas or\u00e7amentais e monet\u00e1rias de sustenta\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o apropriadas pode promover-se uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e forte. Trata-se efetivamente de um cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, ainda que os estrangulamentos ao n\u00edvel de oferta de trabalho, coordena\u00e7\u00e3o das cadeias de produ\u00e7\u00e3o e transportes n\u00e3o se ultrapassem imediatamente. Assim, a procura reprimida dispara, impulsionada pelos est\u00edmulos or\u00e7amentais e monet\u00e1rios implementados. F\u00e1bricas e servi\u00e7os retomam as opera\u00e7\u00f5es sem problemas, porque os esfor\u00e7os de governos para impedir que as empresas despe\u00e7am trabalhadores s\u00e3o bem-sucedidos. As expectativas dos investidores, dos empres\u00e1rios e dos consumidores conseguiram resistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Face ao cen\u00e1rio anterior, o cen\u00e1rio em \u201cU\u201d implica mais tempo na invers\u00e3o a caminho da recupera\u00e7\u00e3o, assente no pressuposto de que o governo decide flexibilizar as medidas de recolhimento social muito lenta e progressivamente. O regresso \u00e0 normalidade \u00e9, pois, gradual e o distanciamento social continua pelo menos durante todo o ver\u00e3o. Uma parte dos que podem trabalhar a partir de casa continuar\u00e3o a faz\u00ea-lo num futuro previs\u00edvel. Entretanto, os locais onde se pode socializar (caf\u00e9s, bares, cinemas, etc.) come\u00e7am a abrir com regras estritas de distanciamento e as viagens globais continuam a ser restritivas. Uma combina\u00e7\u00e3o da capacidade de teste mais alargada e uma maior capacidade dos servi\u00e7os de sa\u00fade cr\u00edticos, com a experi\u00eancia acumulada, permitir\u00e1 evitar o eventual bloqueio total se o v\u00edrus voltar a propagar-se \u00e0 medida que nos aproximamos do inverno. Assim, embora a procura reprimida seja libertada, em parte pelo est\u00edmulo do governo e bancos centrais, pressup\u00f5e-se que os consumidores demoram algum tempo para voltar \u00e0s lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. As f\u00e1bricas e outras empresas demoram a retomar a capacidade total e nem todos os empregos perdidos na crise s\u00e3o recuperados. O com\u00e9rcio internacional tamb\u00e9m permanece fraco, pois os parceiros comerciais tamb\u00e9m levam tempo a recuperar.<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o no caso do cen\u00e1rio \u201cW\u201d baseia-se no pressuposto de que haver\u00e1 regresso ao recolhimento social no inverno. Assume-se que, por esta altura, haver\u00e1 uma flexibiliza\u00e7\u00e3o gradual e muito progressiva das medidas de encerramento, mas o v\u00edrus regressa em for\u00e7a no outono e, apesar dos esfor\u00e7os de teste e de rastreio de contactos mais generalizados, a nova propaga\u00e7\u00e3o empurra a economia de novo para o confinamento. Tal significaria a reintrodu\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es, o retorno da incerteza e o encerramento de locais de trabalho e empresas de servi\u00e7os. O resultado ser\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o seguida por nova recess\u00e3o. A gest\u00e3o da crise de inverno ser\u00e1naturalmente mais experiente do que na primavera eas medidas de conten\u00e7\u00e3o poder\u00e3o, por isso, ser mais espec\u00edficas, mantendo algumas regi\u00f5es e setores em funcionamento. A t\u00edtulo indicativo, a ocorrer este cen\u00e1rio, pode acontecer que seja necess\u00e1rio esperar at\u00e9 mar\u00e7o de 2021 para que o v\u00edrus volte a estar sob controlo e a economia comece a regressar \u00e0 normalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o em \u201cL\u201d considera que as medidas de encerramento flexibilizadas entre finais de abril e princ\u00edpios de maio se revelaram desastrosas e que o confinamento acaba por durar at\u00e9 ao final do ano s\u00f3 voltando ao normal a partir de mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano. Nesse cen\u00e1rio, os consumidores continuam a reduzir gastos com servi\u00e7os, as d\u00edvidas acumuladas antes ou durante a crise tornam-se dif\u00edceis de pagar, desencadeando uma espiral de incumprimento e recupera\u00e7\u00f5es judiciais que poderiam levar a uma crise de cr\u00e9dito. O longo tempo de confinamento provoca enorme redu\u00e7\u00e3o das horas trabalhadas, dos custos associados \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o de cadeias de produ\u00e7\u00e3o e a in\u00fameras fal\u00eancias, fazendo disparar o desemprego.A recupera\u00e7\u00e3o muito tardia pode, depois, ser um pouco mais r\u00e1pida e forte do que nos outros cen\u00e1rios, assumindo-se que o v\u00edrus ficar\u00e1 completamente sob controlo. Escusado ser\u00e1 dizer que se trata de um cen\u00e1rio extremo, com muita agita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, social e pol\u00edtica, e que, por isso, parece bastante improv\u00e1vel nesta fase. A economia sofreria uma contra\u00e7\u00e3o sem precedentes e quase inimagin\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em face das medidas tomadas para conter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, da estrutura produtiva e das medidas de pol\u00edtica econ\u00f3mica para aliviar e acelerar o processo de recupera\u00e7\u00e3o, acredito que a recupera\u00e7\u00e3o portuguesa possa resultar num formato diferente dos tradicionalmente descritos. Acredito na ocorr\u00eancia de um cen\u00e1rio em \u201clog\u00f3tipo da Nike\u201d, com uma quebra inicial muit\u00edssimo abrupta porque o confinamento foi, e bem, severo e porque a estrutura produtiva portuguesa \u00e9 fr\u00e1gil e muito dependente do exterior \u2013 em particular, do desaparecido turismo. Este caso aponta para que a queda abrupta inicial seja recuperada muito lentamente e para que o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica permane\u00e7aabaixo do n\u00edvel da tend\u00eancia pr\u00e9-crise pelo menos at\u00e9 2022\/2023. Sei que muitos permanecem em nega\u00e7\u00e3o e que outros tantos acham ter sido feito o devido. Interrogo-me se um pa\u00eds com uma estrutura produtiva t\u00e3o fr\u00e1gil, assente em micro e pequenas empresas, com uma taxa de poupan\u00e7a t\u00e3o reduzida e d\u00edvidas p\u00fablica, privada e externa colossais devia ter optado pela solu\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil de colocar todos em casa at\u00e9 maio. N\u00e3o deveria ter conduzido medidas mais espec\u00edficas de prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a dos idosos e dos mais vulner\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 restante popula\u00e7\u00e3o e ter atendido \u00e0 incid\u00eancia regional da pandemia? \u00c9 certo que poder\u00e1 ter achatado a curva de contamina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o colocando em causa o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, mas tal n\u00e3o poderia ter sido igualmente poss\u00edvel com menores custos?<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo que se vislumbra vir a ser a ajuda da Uni\u00e3o Europeia e a (in)capacidade do governo nacional face \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica existente e \u00e0 press\u00e3o dos mercados, muitas empresas nunca mais retomar\u00e3o a sua atividade e a incerteza ser\u00e1 permanente com consumidores e investidores muito cautelosos, especialmente se tiverem que pagar d\u00edvidas. Podem dizer-nos que n\u00e3o haver\u00e1 austeridade se isso significar uma eventual aus\u00eancia de cortes nos sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, mas o que interessa o conceito havendo incapacidade do Estado para ajudar os mais penalizados pela paragem econ\u00f3mica? A queda abrupta que a decis\u00e3o seguida determinou, a posi\u00e7\u00e3o de partida e as (insuficientes) medidas de est\u00edmulo econ\u00f3mico determinar\u00e3ouma recupera\u00e7\u00e3o muito mais lenta que a que ir\u00e1 ocorrer, por exemplo, na Alemanha, Holanda ou Finl\u00e2ndia. Estes pa\u00edses, onde a quebra n\u00e3o ter\u00e1 sido certamente t\u00e3o acentuada \u2013 possuem estruturas produtivas mais fortes, n\u00e3o dependem do turismo, a d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 menor e n\u00e3o h\u00e1 risco de press\u00e3o pelos mercados \u2013 est\u00e3o a anunciar medidas com um impacto or\u00e7amental direto impens\u00e1veis em Portugal: 4,4% na Alemanha, 2,7% na Holanda e 1,7% na Finl\u00e2ndia. Podem, pois, fazer-nos crer que n\u00e3o haver\u00e1 austeridade, mas haver\u00e1 ent\u00e3o um enorme \u201caperto do cinto\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Expresso online (068 22\/04\/2020)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,282],"tags":[],"class_list":["post-44928","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-expresso-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44928"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44929,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44928\/revisions\/44929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}