{"id":44925,"date":"2020-06-07T17:04:02","date_gmt":"2020-06-07T17:04:02","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44925"},"modified":"2020-06-07T17:40:28","modified_gmt":"2020-06-07T17:40:28","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-3-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44925","title":{"rendered":"Lay-off e \u201cburloff\u201d: descubra as diferen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><b style=\"color: #d8070f;\">Jos\u00e9 Ferreira <\/b><\/span><b style=\"color: #d8070f;\"><\/b><\/span>, Vis\u00e3o online<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/ponto-de-vista\/silencio-da-fraude\/2020-06-04-lay-off-e-burloff-descubra-as-diferencas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Visao594.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>O \u201c<em>burloff<\/em>\u201d pode ter v\u00e1rias formas e diferentes facetas. O mais cl\u00e1ssico \u00e9 o da empresa que coloca os funcion\u00e1rios em lay-off, mas eles continuam a laborar, diariamente, nos mesmos hor\u00e1rios, por vezes em casa, e muitas vezes at\u00e9 nas instala\u00e7\u00f5es da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Vivemos tempos de exce\u00e7\u00e3o a todos os n\u00edveis, mas, sobretudo, econ\u00f3mica, social e politicamente.<\/p>\n<p>Tempos de exce\u00e7\u00e3o exigem solu\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o, por isso, congratulo aqueles que tiveram a coragem e a capacidade de decidir, embora nem sempre bem, mas, seguramente, com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, para evitar o mais do que iminente e evidente descalabro nacional.<\/p>\n<p>O recurso ao lay-off \u00e9 um exemplo paradigm\u00e1tico da capacidade criativa do tecido empresarial portugu\u00eas. Criado como mecanismo de exce\u00e7\u00e3o, para mitigar os efeitos da crise econ\u00f3mica, depressa foi aproveitado, de m\u00faltiplas formas, para o lud\u00edbrio das inst\u00e2ncias governamentais.<\/p>\n<p>No reino de Portugal, temos o lay-off, mecanismo de apoio \u00e0s empresas e que lhes permite sobreviver \u00e0 crise provocada pela Pandemia; e temos o primo mais novo, o \u201c<em>Burloff<\/em>\u201d, mecanismo inventado por alguns empres\u00e1rios, n\u00e3o para sobreviver \u00e0 crise, mas antes para prosperar (individualmente) e sacar mais algum dinheiro aos j\u00e1 depauperados cofres da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo regra, o \u201c<em>burloff<\/em>\u201d grassa de forma mais ou menos impune e vai permitindo a alguns empres\u00e1rios com poucos ou nenhuns escr\u00fapulos amealhar mais uns milhares de euros, para engrossar as contas pessoais, porque as da empresa est\u00e3o abaixo de zero. Foi a crise, dir\u00e3o por certo!<\/p>\n<p>O \u201c<em>burloff<\/em>\u201d pode ter v\u00e1rias formas e diferentes facetas. O mais cl\u00e1ssico \u00e9 o da empresa que coloca os funcion\u00e1rios em lay-off, mas eles continuam a laborar, diariamente, nos mesmos hor\u00e1rios, por vezes em casa, e muitas vezes at\u00e9 nas instala\u00e7\u00f5es da empresa.<\/p>\n<p>Por via de regra, este tipo de comportamento implica a pr\u00e1tica de outros il\u00edcitos criminais, nomeadamente intimida\u00e7\u00e3o, coa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios, amea\u00e7a de despedimento e algum ass\u00e9dio moral para que aceitem este comportamento por parte da entidade patronal, e culmina na assinatura de documentos falsos, tudo com um \u00fanico objetivo: burlar o Estado.<\/p>\n<p>O problema de fundo n\u00e3o reside no Estado, que aqui falha apenas na incapacidade (j\u00e1 cr\u00f3nica) de controlar e fiscalizar. N\u00e3o reside na Pandemia, que disseminou um v\u00edrus que nos colocou em quarentena. N\u00e3o reside nos trabalhadores, que com o ordenado reduzido e o temor do desemprego se sujeitam a estes abusos.<\/p>\n<p>O problema, caros leitores, reside na \u00e9tica nos neg\u00f3cios, ou, neste caso, na falta dela. O problema s\u00e3o alguns empres\u00e1rios, que \u00e0 \u00e9tica, \u00e0 moral e \u00e0 integridade devem muito e que, numa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica periclitante como a que vivemos, sem qualquer pejo ou escr\u00fapulo, grassam, como alarves, por entre a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A problem\u00e1tica das fraudes e das burlas empresariais n\u00e3o se resume apenas \u00e0 quest\u00e3o legal, que as define criminalmente: \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de oportunidade, e radica profundamente na forma\u00e7\u00e3o pessoal (\u00e9tica e moral) de quem as pratica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ferreira , Vis\u00e3o online O \u201cburloff\u201d pode ter v\u00e1rias formas e diferentes facetas. 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