{"id":44919,"date":"2020-06-06T12:30:29","date_gmt":"2020-06-06T12:30:29","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44919"},"modified":"2020-06-06T12:30:32","modified_gmt":"2020-06-06T12:30:32","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-22","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44919","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es cr\u00edticas sobre o medo e a esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Pedro Moura, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/698798\/reflexoes-criticas-sobre-o-medo-e-a-esperanca?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Pedro-Moura-JUN2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><i>\"Nada mata como a falta de esperan\u00e7a, a perda de sentido.\"<\/i><\/p>\n<p><i><\/i><i><\/i><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<p>Ao cen\u00e1rio da anomia sem fim o ser humano responde com a resigna\u00e7\u00e3o \u00e0 parca sobreviv\u00eancia em que os meios passam a justificar os fins.<br \/>Qualquer solidariedade ou sentido social se vai quando deixamos de nos sentirmos como indiv\u00edduos em meios a outros indiv\u00edduos. O altru\u00edsmo s\u00f3 pode existir quando h\u00e1 a possibilidade do Outro.<br \/>A grande fal\u00eancia das belas utopias totalitaristas adv\u00e9m precisamente da desindividualiza\u00e7\u00e3o, da dissolu\u00e7\u00e3o da pessoa no todo, da desvaloriza\u00e7\u00e3o completa da \u00e9tica pessoal trocada pelos falsos consensos da harmoniza\u00e7\u00e3o e do igualitarismo. A sociedade paradoxalmente desaparece quando desaparecem os indiv\u00edduos e passa a haver s\u00f3 sociedade.<br \/>Os sinais que recebemos de todo o lado s\u00e3o de confus\u00e3o, de standardiza\u00e7\u00e3o das preocupa\u00e7\u00f5es, sobretudo dos medos. Unimo-nos no receio, no que devemos evitar. Deixamos de olhar para o nosso pr\u00f3prio futuro, seguimos o canto do apocalipse comunit\u00e1rio. Deixamo-nos absorver de corpo e alma na mat\u00e9ria esponjosa do medo.<br \/>E ficamos vulner\u00e1veis ao mal. A esse mal que tantos j\u00e1 cantaram vir mais da ignor\u00e2ncia e do conformismo que de um qualquer pecado ou falha primordial. Ao mal do bom cidad\u00e3o que pacatamente ia para o seu trabalho, abria as torneiras de g\u00e1s, e voltava de boa consci\u00eancia para beijar os seus amados filhos no final do dia, com o sentido de simplesmente ter feito o seu trabalho. Como todos os \u2018outros\u2019 tamb\u00e9m faziam.<br \/>Nada mata como a falta de esperan\u00e7a, a perda de sentido. <br \/>Do sentido individual de cada um, constru\u00eddo no conflito de uma sociedade verdadeiramente aberta, plural, informada, cr\u00edtica. Da luta das voli\u00e7\u00f5es interiores, dos desejos secretos, das vontades partilhadas, da luta interior entre o que se quer e o que se precisa, dos constrangimentos e conquistas sentidos e conseguidos em meio aos pares. Sobretudo, do sentido constru\u00eddo no caso da incerteza que s\u00f3 a liberdade de pensamento e express\u00e3o permitem. Incerto, muitas vezes errado, mas sempre pass\u00edvel de melhoria.<br \/>O humano desesperado, sem sentido, permite-se ao melhor e ao pior. Infelizmente na maior parte das vezes ao pior. O ego\u00edsmo e os comportamentos destruidores da sociedade (por neglig\u00eancia ou actividades prejudiciais) surgem sobretudo com o isolamento em rela\u00e7\u00e3o ao Outro, quando a conveni\u00eancia do falso correto substituiu a verdadeira comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>A esperan\u00e7a nunca \u00e9 um dado adquirido. Mas a desesperan\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o o pode ser.<br \/>J\u00e1 vivi o suficiente para observar o medo a mudar a minha sociedade para pior no passado (que em si j\u00e1 foi um futuro). N\u00e3o quero que seja o medo a moldar o que vai ser o resto da minha vida, da vida de cada um de v\u00f3s, da nossa vida conjunta.<br \/>Opto pela tentativa, pelo erro, por escolher tentar ter esperan\u00e7a e arriscar num futuro em que, mesmo sabendo que acabamos de novo na terra, algo melhor que eu ficar\u00e1.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Moura, Jornal i &#8220;Nada mata como a falta de esperan\u00e7a, a perda de sentido.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-44919","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44919"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44920,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44919\/revisions\/44920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}