{"id":44799,"date":"2020-05-14T20:40:25","date_gmt":"2020-05-14T20:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44799"},"modified":"2020-05-14T20:44:35","modified_gmt":"2020-05-14T20:44:35","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-7-2-2-2-3-2-4-3-3-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44799","title":{"rendered":"Maio de 2020 e est\u00e1 quase tudo na mesma\u2026"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><b style=\"color: #d8070f;\">Lu\u00edsa Fontes Neves <\/b><\/span><b style=\"color: #d8070f;\"><\/b><\/span>, Vis\u00e3o online<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/ponto-de-vista\/silencio-da-fraude\/2020-05-14-maio-de-2020-e-esta-quase-tudo-na-mesma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Visao591.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o benef\u00edcio destas extraordin\u00e1rias campanhas, parece ser evidente que os portugueses s\u00e3o mais felizes a autopromover-se dos seus ditos atos altru\u00edstas do que em produzir, desenvolver-se, enriquecer, instruir-se e, assim, promover o desenvolvimento do Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Acab\u00e1mos de sair do decreto do Estado de Emerg\u00eancia para o decreto do Estado de Calamidade. Vivemos mais de 40 dias em regime de confinamento obrigat\u00f3rio, v\u00edtimas de um v\u00edrus muitas vezes fatal, totalmente desconhecido. Temos medo de nos tocar, beijar, de visitar familiares e amigos.<\/p>\n<p>Viver em maio de 2020, em qualquer local do mundo \u00e9 ouvir, respirar, suspirar, trabalhar e escrever sobre Covid-19\u2026 Se Jos\u00e9 Saramago fosse vivo, certamente n\u00e3o escreveria sobre o tema, afirmaria tratar-se apenas um \u201cdej\u00e1 vu\u201d. Mas para n\u00f3s, mortais desprovidos de imagina\u00e7\u00e3o dantesca, ainda nos custa a acreditar que n\u00e3o estamos perante um qualquer filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Neste contexto, parece fazer parte do \u201cser portugu\u00eas\u201d que sempre que h\u00e1 uma crise grave, ou um apelo mais tocante (uma crian\u00e7a, um idoso, um animal, uma popula\u00e7\u00e3o), que se levanta um qualquer super poder Tuga, uma \u00e2nsia de ajudar, uma vontade de ser \u201co melhor da generosidade e voluntariado\u201d, iniciando-se a \u201cbatalha do quem \u00e9 o mais generoso\u201d e do \u201cvolunt\u00e1rio do m\u00eas\u201d\u2026 tal \u00e9 a vontade de aparecer e afirmar na tv e redes sociais \u201ceu fiz\u201d, \u201ceu dei\u201d, \u201ceu fui volunt\u00e1rio\u201d, eu deixei a minha fam\u00edlia para ajudar\u2026 (nem que sirva apenas para se livrar das horas de confinamento com a fam\u00edlia !!!)<\/p>\n<p>S\u00e3o programas de tv, not\u00edcias de telejornal com a generosidade dos portugueses em alta, j\u00e1 que o n\u00famero de v\u00edtimas do Covid em Portugal (felizmente!) n\u00e3o acompanha os n\u00fameros astron\u00f3micos vividos por outros pa\u00edses e temos que encher as not\u00edcias com o que nos resta\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00ednhamos d\u00favidas que, aos primeiros sinais de uma crise pand\u00e9mica totalmente desconhecida, o Tuga arrega\u00e7asse as mangas! Desde costurar milhares de batas, cogulas, tapa botas, m\u00e1scaras para oferecer aos profissionais de sa\u00fade; organizar e cozinhar milhares de refei\u00e7\u00f5es para os que ficaram sem meios; ofertas de alojamento para aqueles que sentiram necessidade de se isolar, evitando n\u00e3o infetar as pr\u00f3prias fam\u00edlias; reencontrar o esp\u00edrito empreendedor e alterar instala\u00e7\u00f5es fabris para desenvolver projetos de constru\u00e7\u00e3o de ventiladores e viseiras para os hospitais\u2026 e conseguir inclusivamente, em poucos dias, angariar fundos suficientes para os comprar; distribuir alimentos em caixas solid\u00e1rias espalhadas por dezenas de localidades do pa\u00eds; e mais uma boa centena de ideias que se desenvolveram em atos de voluntariado, em Portugal.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o benef\u00edcio destas extraordin\u00e1rias campanhas, parece ser evidente que os portugueses s\u00e3o mais felizes a autopromover-se dos seus ditos atos altru\u00edstas do que em produzir, desenvolver-se, enriquecer, instruir-se e, assim, promover o desenvolvimento do Pa\u00eds, que, potencialmente, reduziria a necessidade de tantos atos individuais de voluntariado \u2026<\/p>\n<p>Mas parece tamb\u00e9m, que somos volunt\u00e1rios n\u00e3o por sermos um povo verdadeiramente altru\u00edsta e filantropo, mas por uma imensid\u00e3o de motivos que em nada se relacionam com o \u201camor ao pr\u00f3ximo\u201d.<\/p>\n<p>Nesta aterradora crise pand\u00e9mica surgiram novos volunt\u00e1rios de todos os lados\u2026 volunt\u00e1rios que nunca tinham tido qualquer \u201capelo\u201d para nenhuma esp\u00e9cie de causa, volunt\u00e1rios que se auto promovem, volunt\u00e1rios oportunistas, volunt\u00e1rios p\u00f3s-traum\u00e1ticos, religiosos, desocupados e, os mais recentemente fundados, volunt\u00e1rios anti-confinamento\u2026<\/p>\n<p>Sempre nos depar\u00e1mos com aquele que denomino como \u201c<strong>volunt\u00e1rio oportunista<\/strong>\u201d. AC (antes Covid) eram aqueles que apenas participavam uma vez por ano em a\u00e7\u00f5es de voluntariado social promovidas por empresas onde, curiosamente, centenas de funcion\u00e1rios se voluntariam para, num \u00fanico dia, n\u00e3o terem que ir trabalhar para o escrit\u00f3rio, ou para mostrar \u00e0 sua chefia a sua veia de caridade\u2026 Na verdade, n\u00e3o t\u00eam vontade nenhuma de passar o dia a aturar criancinhas, ou de pintar paredes, mas \u00e9 s\u00f3 uma vez por ano e \u201cfica sempre bem\u201d; como aqueles que se voluntariam por ser vantajoso para o seu <em>curriculum<\/em> acad\u00e9mico; o que apenas pretende uma contrapartida dessa a\u00e7\u00e3o de voluntariado, obtendo recomenda\u00e7\u00f5es dessa institui\u00e7\u00e3o para um futuro empregador; etc..<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m usual, e AC, era encontrarmos o \u201c<strong>volunt\u00e1rio for\u00e7ado<\/strong>\u201d sempre muito presente nas campanhas do Banco Alimentar, essencialmente formado por crian\u00e7as e jovens que, fruto da press\u00e3o de Pais, familiares, amigos, namorados(as) s\u00e3o praticamente empurrados para a\u00e7\u00f5es de voluntariado pelas quais n\u00e3o sentem qualquer empatia ou interesse (alguns destes ir\u00e3o conseguir atingir o patamar do \u201cvolunt\u00e1rio oportunista\u201d quando perceberem as vantagens do seu ato de voluntariedade).<\/p>\n<p>J\u00e1 o \u201c<strong>volunt\u00e1rio p\u00f3s-traum\u00e1tico<\/strong>\u201d, atribuo \u00e0queles que, fruto de uma experi\u00eancia pessoal traum\u00e1tica, se tornam volunt\u00e1rios em causas relacionadas com esses mesmos traumas, como p\u00f3s acidentes de via\u00e7\u00e3o, falecimento ou doen\u00e7a de um familiar (como Alzheimer, Lupus, Liga Portuguesa contra o Cancro, etc.). Muito, provavelmente, ser\u00e3o os futuros <strong>volunt\u00e1rios<\/strong> no sentido estrito da palavra.<\/p>\n<p>Descobrimos tamb\u00e9m o \u201c<strong>volunt\u00e1rio desocupado<\/strong>\u201d, fort\u00edssimo nas idades mais avan\u00e7adas, constitu\u00eddo por pessoas reformadas, mas ainda saud\u00e1veis f\u00edsica e mentalmente, e que apenas pretendem manter-se ocupadas. Lamentavelmente esta tipologia \u00e9 bastante fraca em idades mais jovens, como por exemplo, no grupo dos jovens desempregados que, apesar de estarem verdadeiramente desocupados e fisicamente mais capazes, n\u00e3o sentem motiva\u00e7\u00e3o suficiente para ocupar o seu tempo em a\u00e7\u00f5es de voluntariado, exceto, claro, que isso lhes traga determinada vantagem e, portanto, enquadram-se melhor nos \u201cvolunt\u00e1rios oportunistas\u201d.<\/p>\n<p>Coloco o \u201c<strong>volunt\u00e1rio religioso\u201d,<\/strong> intimamente relacionado com a\u00e7\u00f5es ligadas aos v\u00e1rios credos religiosos, na esperan\u00e7a que, ap\u00f3s a sua morte, encontrem o tal \u201clugar no c\u00e9u\u201d\u2026 Neste <em>sector<\/em> encontramos tamb\u00e9m alguns \u201cvolunt\u00e1rios oportunistas\u201d, mas principalmente \u201cvolunt\u00e1rios desocupados\u201d.<\/p>\n<p>No decurso desta pandemia surgiu uma nova tipologia de volunt\u00e1rio, o \u201c<strong>volunt\u00e1rio anti-confinamento\u201d<\/strong>, ou \u201c<strong>volunt\u00e1rio anti-stress familiar<\/strong>\u201d. Parece ser fortemente preenchido por membros do sexo masculino, comparativamente com os anteriores, e caracteriza-se por uma pan\u00f3plia de a\u00e7\u00f5es de voluntariado em espa\u00e7os fora de casa! Estes volunt\u00e1rios parecem n\u00e3o estar especialmente preocupados com o ato em si, desde que a dita a\u00e7\u00e3o os possa manter fora do ambiente familiar e, portanto, aceitam qualquer ato de voluntariado fora de casa e, se n\u00e3o encontrarem, inventam! Esta nova forma de voluntariado, \u00e9 consequ\u00eancia direta do confinamento obrigat\u00f3rio instaurado com o decreto do Estado de Emerg\u00eancia\u2026 Desde ofertas para fazer compras para todos os vizinhos do bairro e qui\u00e7\u00e1 da cidade inteira, passear os c\u00e3es, visitar idosos, alimentar os sem abrigo, cantar os Parab\u00e9ns \u00e0s criancinhas, limpar \u00e1reas florestais, pintar a casa do vizinho \u2026 Em resumo, tudo serviu de justifica\u00e7\u00e3o para sair de casa em Estado de Emerg\u00eancia\u2026<\/p>\n<p>Mas o pior, aquele que parece ser verdadeiramente dispens\u00e1vel, aquele que na verdade pouco ou nada contribui durante toda a sua vida activa de dito \u201cvolunt\u00e1rio\u201d, \u00e9 o <strong>\u201cvolunt\u00e1rio medi\u00e1tico\u201d<\/strong>. Sempre existiu mas est\u00e1 agora no auge do seu desenvolvimento por se sentir pressionado pelos seus pares sociais (leia-se do <em>facebook<\/em> e do <em>instagram<\/em>) e reinventou-se DC (depois Covid). Este tipo de \u201cvolunt\u00e1rio\u201d pouco ou nada produz. Aparece exclusivamente em situa\u00e7\u00f5es de crise medi\u00e1tica, seja qual for a dita crise, faz um grande alarido \u00e0 sua rede de amigos <em>facebookianos<\/em> e <em>instagramers<\/em> para autopromover a sua colossal a\u00e7\u00e3o de \u201cvoluntariado\u201d que n\u00e3o \u00e9 mais do que ir visitar um vizinho com mais idade, com o qual nunca tinham falado, fazendo quest\u00e3o de <em>postar<\/em> 20 fotos desde a porta de sua casa at\u00e9 \u00e0 porta do vizinho (no apartamento ao fundo do corredor), mostrando n\u00e3o s\u00f3 o caminho para l\u00e1 chegar, como o pre\u00e7o da farinha e dos ovos que usaram para fazer aquele bolo sem qualquer gra\u00e7a e a tamanha generosidade que os levou a cozinhar para o dito vizinho, que por acaso at\u00e9 \u00e9 diab\u00e9tico e n\u00e3o pode comer bolos, mas como at\u00e9 \u00e0quela data nunca tinham falado com o senhor, n\u00e3o sabiam da sua doen\u00e7a, nem que tinha acabado de lhe falecer a mulher e que os filhos n\u00e3o o iam visitar por causa do Covid-19. N\u00e3o obstante o comportamento rid\u00edculo perante o vizinho, n\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o livres da cr\u00edtica das redes sociais que desconhecem os pormenores ocultados entre a cozinha e o fundo do corredor, como esperam grandes elogios. E ent\u00e3o trazem o bolo de volta o qual devoram at\u00e9 \u00e0 \u00faltima migalha e publicam o drama do vizinho de forma minuciosa nas redes sociais, mas sem denunciar a vergonha de nunca o terem conhecido antes, apesar de morar na porta ao lado, e de tantas vezes terem passado por ele sem sequer dizer bom dia, ou boa tarde, durante anos.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a tipologia mais desorganizada, mais in\u00fatil e menos trabalhosa.<\/p>\n<p>De acordo com a 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Diccion\u00e1rio de L\u00edngua Portuguesa da Porto Editora (volumoso alfarr\u00e1bio mas ao qual ainda recorro, pouco convencida das defini\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no Google) define o adjetivo <strong>volunt\u00e1rio<\/strong>, <em>adj. que se faz de livre vontade; sem constrangimento; que procede espontaneamente<\/em>. A meu ver, apenas a conjuga\u00e7\u00e3o destes 3 atos deveriam compor a defini\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rio, acrescida de um adicional: <strong>filantropo<\/strong>, <em>adj. e n.m.que <\/em><em>ou aquele que se esfor\u00e7a por melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos outros<\/em><em>; <\/em><em>que ou aquele que tem preocupa\u00e7\u00f5es <\/em><em>humanit\u00e1rias.<\/em><\/p>\n<p>Ser\u00e1 ent\u00e3o, assim t\u00e3o raro o volunt\u00e1rio recorrente (independentemente da situa\u00e7\u00e3o de crise), verdadeiramente altru\u00edsta e sem qualquer esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o social, econ\u00f3mica ou at\u00e9 pessoal? Parece que sim, apesar de, sem estes n\u00e3o existirem todos os outros, pois estes s\u00e3o os que promovem, motivam, mant\u00eam todos os projectos, e que, inclusivamente contribuem para o PIB nacional pela necessidade de recorrerem \u00e0 economia paralela.<\/p>\n<p>Ser volunt\u00e1rio requer, efetivamente, muito esfor\u00e7o, empenho pessoal e, essencialmente, muito trabalho. E quando refiro empenho pessoal, n\u00e3o me refiro ao tempo que vamos retirar ao gin\u00e1sio, ao trabalho, ou aos filhos, mas \u00e9 um facto que ser\u00e1 tempo retirado \u00e0s in\u00fameras horas que passamos nas redes sociais, \u00e0quele lugar cativo no sof\u00e1, ao Netflix, enfim, ao t\u00e3o maravilhoso mundo do sedentarismo\u2026<\/p>\n<p>Na verdade, o voluntariado definido na 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Dicion\u00e1rio de L\u00edngua Portuguesa da Porto Editora \u00e9 raro, duro e extremamente solit\u00e1rio\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00edsa Fontes Neves , Vis\u00e3o online N\u00e3o obstante o benef\u00edcio destas extraordin\u00e1rias campanhas, parece ser evidente que os portugueses s\u00e3o mais felizes a autopromover-se dos seus ditos atos altru\u00edstas do que em produzir, desenvolver-se, enriquecer, instruir-se e, assim, promover o desenvolvimento do Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":53,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-44799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/53"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44799"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44799\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44802,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44799\/revisions\/44802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}