{"id":44787,"date":"2020-05-09T22:33:51","date_gmt":"2020-05-09T22:33:51","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44787"},"modified":"2020-05-09T22:33:54","modified_gmt":"2020-05-09T22:33:54","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44787","title":{"rendered":"China um exemplo no combate \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/china-um-exemplo-no-combate-a-pandemia?ref=Opini%C3%A3o_grupo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Agora que a primeira onda da pandemia est\u00e1 em decl\u00ednio na Europa e nos Estados Unidos \u00e9 talvez poss\u00edvel fazer algumas contas r\u00e1pidas para comparar o desempenho dos tr\u00eas grandes blocos: China, Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos. Usaremos apenas um indicador. O que tem mais relev\u00e2ncia: o n\u00famero de mortos por milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p>Naturalmente seria importante olhar tamb\u00e9m ao n\u00famero de infetados para perceber a rapidez e a efic\u00e1cia da resposta de cada pa\u00eds mas infelizmente a falta de testes impediu que essa contagem fosse fidedigna.<br \/><br \/>Os n\u00fameros a 4 de maio s\u00e3o os seguintes: Uni\u00e3o Europeia \u2013 108.121 mortos, EUA- 68.633 mortos, China 4.633 mortos. Considerando agora as popula\u00e7\u00f5es de cada bloco chegamos ao seguinte n\u00famero de mortos por milh\u00e3o de habitantes: Uni\u00e3o Europeia \u2013 242 Estados Unidos \u2013 207 e China \u2013 3 (isso mesmo tr\u00eas)! A Uni\u00e3o Europeia que tanto tem criticado, muitas vezes com raz\u00e3o Donald Trump pela sua gest\u00e3o criminosa da pandemia, tem, afinal, um desempenho muito pior que o dos Estados Unidos. Uma profunda autocr\u00edtica seria mais produtiva, agora que podemos ter de enfrentar uma segunda onda, do que uma critica a terceiros com melhores resultados.<br \/><br \/>Mas o que ressalta \u00e9 o extraordin\u00e1rio desempenho da China que conseguiu conter a pandemia na prov\u00edncia de Hubei, a\u00ed concentrar meios de combate, construir hospitais em tempo record, enviar apoio m\u00e9dico das outras prov\u00edncias, evitar o cont\u00e1gio e impedir centenas de milhares de mortos. Estudar a estrat\u00e9gia chinesa \u00e9 o que se imp\u00f5e.<br \/><br \/>Muitos clamam que estes resultados chineses est\u00e3o adulterados, que outros n\u00e3o podem fazer melhor do que os europeus, ou do que os ocidentais. Mas olhemos para os n\u00fameros dos pa\u00edses que basicamente seguiram a estrat\u00e9gia chinesa: Jap\u00e3o \u2013 4 mortos por milh\u00e3o de habitantes, Singapura \u2013 3 mortos por milh\u00e3o de habitantes, Coreia do Sul \u2013 5 mortos por milh\u00e3o de Habitantes. Estar\u00e3o todos a mentir? Os n\u00fameros chineses n\u00e3o diferem afinal de muitos outros pa\u00edses altamente cred\u00edveis como o Jap\u00e3o. At\u00e9 os rivais chineses de Taiwan t\u00eam n\u00fameros da mesma ordem e at\u00e9 bem melhores 0,3 mortos por milh\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1, pois, campo para duvidar dos n\u00fameros chineses autenticados pela OMS.<br \/><br \/>Com explicar ent\u00e3o a diferen\u00e7a abismal da mortalidade de 3 para 242 na Europa? A explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel \u00e9 a diferente gest\u00e3o pol\u00edtica que foi feita da crise.<br \/><br \/>A lentid\u00e3o em decretar a quarentena, a incapacidade de limitar as \u00e1reas afetadas, a recusa de deslocar meios de uns pa\u00edses para os outros explicam muito do que sucedeu. Uma resposta em que cada um temia que o parceiro tirasse proveito da paragem, em que as empresas receavam perder lucros, em que os empregados tinham medo de perder o seu emprego levou a que a resposta fosse tardia e de baixa qualidade.<br \/><br \/>Acrescem ainda sistemas de sa\u00fade depauperados por anos de austeridade, com falta de equipamentos e de pessoal.<br \/><br \/>E Portugal? Com 104 mortos por milh\u00e3o de habitantes o pa\u00eds fez melhor que a m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia, mas muito longe das melhores respostas que se verificaram na \u00c1ustria (67 mortos por milh\u00e3o), da Pol\u00f3nia (18 por milh\u00e3o), Rep\u00fablica Checa (23 mortos por milh\u00e3o), Hungria (36 mortos por milh\u00e3o), Gr\u00e9cia (14 mortos por milh\u00e3o), Cro\u00e1cia (19 mortos por milh\u00e3o), Eslov\u00e1quia (5 mortos por milh\u00e3o), Malta (9 mortos por milh\u00e3o) entre outros. N\u00e3o foi um desempenho desastroso como o da B\u00e9lgica (684 mortos por milh\u00e3o) ou da Espanha (544 mortos por milh\u00e3o de habitantes), mas mesmo assim ficou longe dos melhores.<br \/><br \/>N\u00e3o querer aprender com os melhores exemplos, recusar os bons concelhos, afastar por raz\u00f5es ideol\u00f3gicas as melhores pr\u00e1ticas pode levar, a existir uma segunda vaga ou outra pandemia, que se comentam os mesmos erros segunda vez, com as mesmas consequ\u00eancias humanas desastrosas. J\u00e1 hoje estamos a pagar esse macabro pre\u00e7o. \u00c9 importante assegurar que o n\u00e3o voltamos a pagar.<\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<p><em>Economista, MBA<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Dinheiro Vivo \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-44787","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44787","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44787"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44787\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44788,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44787\/revisions\/44788"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}