{"id":44682,"date":"2020-04-18T11:51:32","date_gmt":"2020-04-18T11:51:32","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44682"},"modified":"2020-04-18T11:51:34","modified_gmt":"2020-04-18T11:51:34","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44682","title":{"rendered":"O papel dos contabilistas na economia em &#8220;tempo de guerra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Ana Clara Borrego, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/693065\/o-papel-dos-contabilistas-na-economia-em-tempo-de-guerra-?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ana-Borrego-abr2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><i>N\u00e3o posso deixar de homenagear o trabalho \u00e1rduo (e invis\u00edvel, \u00e0 generalidade da sociedade) desenvolvido pelos contabilistas portugueses, nesta situa\u00e7\u00e3o de crise, junto de um tecido empresarial composto, essencialmente, por sociedades de pequena dimens\u00e3o e trabalhadores independentes, os quais dependem, integralmente, do trabalho destes profissionais, para interagir com a seguran\u00e7a social e a banca.<\/i><\/p>\n<p><i><\/i><i><\/i><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<p>Como tem sido, amplamente, referido, o novo coronav\u00edrus SARS-COV-2, para al\u00e9m da doen\u00e7a provocada nos humanos, compromete, de forma severa, a \u201csa\u00fade\u201d (em alguns casos j\u00e1 d\u00e9bil) da economia dos pa\u00edses afectados pela pandemia.<br \/>O encerramento compulsivo de muitas atividades econ\u00f3micas e o fecho (ou abrandamento) de outras, por inexist\u00eancia de clientes, de mat\u00e9rias-primas, de encomendas, entre outros motivos, prometem fazer cair a economia mundial numa recess\u00e3o sem precedentes, a qual s\u00f3 encontra alguma semelhan\u00e7a nas recess\u00f5es provocadas pelas guerras mundiais.<br \/>Portugal, quando comparado com outros pa\u00edses, tem sido poupado aos efeitos mais severos da doen\u00e7a e da mortalidade que lhe est\u00e1 associada. Por\u00e9m, do ponto de vista da \u201csa\u00fade\u201d da economia, n\u00e3o se espera que Portugal venha a ser poupado \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f3mica anunciada \u2013 pelo contr\u00e1rio, a fragilidade, de que j\u00e1 padecia a nossa economia, faz adivinhar tempos muito dif\u00edceis, numa recess\u00e3o econ\u00f3mica cuja dimens\u00e3o \u00e9, para j\u00e1, imposs\u00edvel de determinar. <br \/>Neste contexto tr\u00e1gico em que vivemos, de uma pandemia como nunca t\u00ednhamos vivenciado, a sociedade tem sabido agradecer e enaltecer o trabalho \u00e1rduo de m\u00e9dicos, enfermeiros e restante pessoal dos hospitais, no seu combate di\u00e1rio e heroico pela preserva\u00e7\u00e3o da vida e sa\u00fade humana da comunidade. Outros profissionais, devido \u00e0 visibilidade e exposi\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica dos seus esfor\u00e7os, t\u00eam recebido, tamb\u00e9m, o reconhecimento da sociedade, como os bombeiros, as for\u00e7as policiais, os militares, os funcion\u00e1rios de lares de terceira idade e todos aqueles que permitem que tenhamos bens aliment\u00edcios e de primeira necessidade \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o no pouco com\u00e9rcio que, ainda, se mant\u00e9m em funcionamento.<br \/>Sem pretender fazer compara\u00e7\u00f5es com o trabalho de risco daqueles que previamente referi, aos quais a sociedade nunca ter\u00e1 capacidade para agradecer o suficiente, \u00e9 de salientar que, enquanto sociedade, n\u00e3o podemos esquecer aqueles que, neste momento dif\u00edcil, procuram salvar o que \u00e9 poss\u00edvel da nossa d\u00e9bil economia: os contabilistas. Assim, n\u00e3o posso deixar de homenagear o trabalho \u00e1rduo (e invis\u00edvel, \u00e0 generalidade da sociedade) desenvolvido pelos contabilistas portugueses, nesta situa\u00e7\u00e3o de crise, junto de um tecido empresarial composto, essencialmente, por sociedades de pequena dimens\u00e3o e trabalhadores independentes, os quais dependem, integralmente, do trabalho destes profissionais, para interagir com a seguran\u00e7a social e a banca, bem como para compreenderem a legisla\u00e7\u00e3o que lhes passou a ser aplic\u00e1vel, a qual tem sido publicada em catadupa desde o in\u00edcio da epidemia. <br \/>Neste tempo em que vivemos, que, na minha opini\u00e3o, do ponto de vista econ\u00f3mico, j\u00e1 pode ser apelidado de \u201ceconomia de guerra\u201d, os contabilistas t\u00eam feito um not\u00e1vel trabalho de trincheira, sendo norteados por dois grandes objectivos: minimizar os estragos na economia e salvar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de postos de trabalho, lidando com a m\u00e1quina burocr\u00e1tica que n\u00e3o se adaptou convenientemente \u00e0 urg\u00eancia das medidas necess\u00e1rias. Com o intuito de atingir tais objectivos, estes profissionais t\u00eam de manter muitas empresas em \u201ccoma induzido\u201d, recorrendo a processos de lay-off, de apoio extraordin\u00e1rio \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f3mica, ou outras medidas excecionais no \u00e2mbito da crise do covid-19, processos estes, que na maioria das empresas portuguesas, s\u00e3o tratados e acompanhados pelos contabilistas.<br \/>Estes profissionais e a sua Ordem t\u00eam tido um outro papel de extrema relev\u00e2ncia no atual contexto: enquanto profundos conhecedores do tecido empresarial portugu\u00eas, t\u00eam alertado o governo para a desadequa\u00e7\u00e3o e complexidade de implementa\u00e7\u00e3o de algumas medidas tomadas no contexto econ\u00f3mico, bem como, procurado despertar as consci\u00eancias para a necessidade de alargar os apoios e torn\u00e1-los mais c\u00e9leres, uma vez que, muitos destes n\u00e3o est\u00e3o adequados \u00e0 realidade e dimens\u00e3o das nossas empresas, e que outros, devido \u00e0 burocracia que lhes est\u00e1 associada, n\u00e3o chegar\u00e3o \u00e0s empresas em tempo \u00fatil.<br \/>Por fim, os contabilistas t\u00eam vindo, tamb\u00e9m, a denunciar a postura de muitas entidades banc\u00e1rias, as quais, numa atitude de aparente alheamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade catastr\u00f3fica em que vivemos, continuam a burocratizar e a dificultar processos que deveriam estar simplificados e c\u00e9leres.<br \/>N\u00e3o tenhamos ilus\u00e3o caros leitores, no contexto atual, mais do que nunca, temos de ter no\u00e7\u00e3o que a sociedade \u00e9 um ecossistema, pelo que n\u00e3o podemos almejar retomar minimamente \u00e0 \u201cnormalidade\u201d a que nos habitu\u00e1mos, se a economia, para al\u00e9m de mais fr\u00e1gil, n\u00e3o estiver a funcionar, a produzir, a manter postos de trabalho, a movimentar dinheiro e a pagar impostos e seguran\u00e7a social. E a economia, caros leitores, faz-se, essencialmente, de empresas... se a maioria do tecido empresarial n\u00e3o sobreviver, vamos ter uma onda de desemprego sem precedentes.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Clara Borrego, Jornal i N\u00e3o posso deixar de homenagear o trabalho \u00e1rduo (e invis\u00edvel, \u00e0 generalidade da sociedade) desenvolvido pelos contabilistas portugueses, nesta situa\u00e7\u00e3o de crise, junto de um tecido empresarial composto, essencialmente, por sociedades de pequena dimens\u00e3o e trabalhadores independentes, os quais dependem, integralmente, do trabalho destes profissionais, para interagir com a seguran\u00e7a&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44682\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-44682","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44682"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44685,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44682\/revisions\/44685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}