{"id":44665,"date":"2020-04-11T22:01:25","date_gmt":"2020-04-11T22:01:25","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44665"},"modified":"2020-04-11T22:01:27","modified_gmt":"2020-04-11T22:01:27","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-4-2-2-2-2-2-2-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44665","title":{"rendered":"Criminalidade Pand\u00e9mica &#8211; os abutres do costume"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><b><span style=\"color: #005500;\"><span style=\"color: #ff0000;\">M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i<\/span><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b><\/b><b><\/b><b><\/b><b><\/b><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/692219\/criminalidade-pandemica-os-abutres-do-costume?seccao=Opiniao_i\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/M\u00e1rio-Tavares-da-Silva-abr2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"17\" height=\"17\" \/><\/a><\/p>\n<p><i>A internet \u00e9, doravante, o palco privilegiado onde a nova criminalidade pand\u00e9mica toma lugar de destaque, irradiando na sociedade, na economia e nas pessoas, todo o seu potencial de danosidade.<\/i><\/p>\n<p><i><\/i><i><\/i><i><\/i><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<p>A atual crise pand\u00e9mica n\u00e3o tem precedentes na hist\u00f3ria da humanidade, quer pelos efeitos diretos e indiretos que j\u00e1 provocou (e que continuar\u00e1 a provocar) quer pela exigente interpela\u00e7\u00e3o que faz a todos e a cada um de n\u00f3s, quanto ao que verdadeiramente pretendemos para o nosso futuro. <br \/>\u00c9, sem d\u00favida, um momento \u00edmpar, para que a Europa em particular e o mundo em geral, avaliem o seu passado, ponderem o presente e, sobretudo, delineiem uma vis\u00e3o de futuro, de esperan\u00e7a, mobilizadora e capaz de cerzir uma genu\u00edna, solid\u00e1ria e fraterna uni\u00e3o entre todos povos. <br \/>Enquanto tudo isso n\u00e3o acontece, n\u00e3o podemos ficar parados, pois h\u00e1 sempre por a\u00ed uns quantos \u201cabutres\u201d que, no meio da desgra\u00e7a alheia, alimentados pelo quadro pand\u00e9mico, se aproveitam de forma despudorada, imoral, il\u00edcita e verdadeiramente criminosa, de todos os artif\u00edcios poss\u00edveis e imagin\u00e1rios para aumentarem pornograficamente os seus lucros. <br \/>Num tempo dif\u00edcil e de m\u00faltiplas incertezas em que os diferentes governos nacionais se preocupam em aprovar medidas tendentes a limitar a propaga\u00e7\u00e3o do surto, apoiar os sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade, salvaguardar a economia e garantir a ordem e a seguran\u00e7a p\u00fablicas em sufocantes ecossistemas de confinamento, mas absolutamente necess\u00e1rios refira-se, uns quantos predadores sofisticam o seu modus operandi e atacam, impiedosamente, sobretudo, as franjas populacionais mais vulner\u00e1veis. <br \/>Confinadas e limitadas no seu dia-a-dia a uma divis\u00e3o de quatro paredes e a um computador, por vezes sem o m\u00ednimo de prote\u00e7\u00e3o exigida, as pessoas tornam-se mais ansiosas, quase irracionais, teletrabalhando continuamente de manh\u00e3 \u00e0 noite e, em tudo, dependendo do online.<br \/>A internet \u00e9, doravante, o palco privilegiado onde a nova criminalidade pand\u00e9mica assume o papel principal, irradiando na sociedade, na economia e nas pessoas, todo o seu potencial de danosidade.<br \/>Dependentes do online e da voragem de mais e mais informa\u00e7\u00e3o (ou diria mesmo de desinforma\u00e7\u00e3o) as pessoas exp\u00f5em-se a perigos que se acobertam numa sinistra dark web, qual sombra imperscrut\u00e1vel em que muitos \u201cabutres\u201d arquitetam os mais imprevis\u00edveis ataques de engenharia social, seja atrav\u00e9s do envio de e-mails de phishing, spam ou mesmo correio eletr\u00f3nico visando o comprometimento criminoso de emails comerciais dos pr\u00f3prios agentes econ\u00f3micos.<br \/>Existe, ali\u00e1s, uma intermin\u00e1vel lista de ataques cibern\u00e9ticos contra organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos, sobretudo atrav\u00e9s de campanhas de phishing que distribuem malware e ransomware por meio de links maliciosos e de anexos execut\u00e1veis, dessa forma aproveitando as preocupa\u00e7\u00f5es duma popula\u00e7\u00e3o excessivamente focada na prote\u00e7\u00e3o da sua sa\u00fade, e que, sem que disso se apercebam, se enleiam em caminhos virtuais de dif\u00edcil retorno. <br \/>Por fim, uma outra preocupa\u00e7\u00e3o que devemos ter tamb\u00e9m presente \u00e9 com as nossas crian\u00e7as.<br \/>N\u00e3o podemos olvidar que a sua vulnerabilidade aumenta na direta propor\u00e7\u00e3o do isolamento a que est\u00e3o sujeitas, facto agravado ainda com a menor supervis\u00e3o parental (sobretudo porque tamb\u00e9m os pais est\u00e3o sequestrados pelo teletrabalho), o que as coloca, no limite, a uma maior exposi\u00e7\u00e3o ao online, com todos os perigos que da\u00ed emergem.<br \/>Se me permitem, e se nada mais existisse, esta constata\u00e7\u00e3o deve, por si s\u00f3, constituir para todos, sem exce\u00e7\u00e3o, um motivo s\u00e9rio e de grande preocupa\u00e7\u00e3o, sobretudo no contexto particular em que nos encontramos. <br \/>Por tudo o que espreita por detr\u00e1s do nosso monitor e, sobretudo, pelos perigos indicados (que, ali\u00e1s, s\u00e3o apenas alguns dos muitos com os quais teremos que saber lidar at\u00e9 ao final desta pandemia e, em abono da verdade, depois dela), estejamos atentos, muito atentos, aos \u201cabutres\u201d do costume, que por a\u00ed sempre proliferam e cujo m\u00f3bil principal foi, \u00e9, e ser\u00e1 sempre, viver da desgra\u00e7a alheia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<article><\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n<\/article>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Tavares da Silva, Jornal i A internet \u00e9, doravante, o palco privilegiado onde a nova criminalidade pand\u00e9mica toma lugar de destaque, irradiando na sociedade, na 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