{"id":44250,"date":"2020-01-26T18:30:00","date_gmt":"2020-01-26T18:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44250"},"modified":"2020-01-26T18:30:03","modified_gmt":"2020-01-26T18:30:03","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-3-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=44250","title":{"rendered":"Portugal impedido de aumentar a produtividade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/portugal-impedido-de-aumentar-a-produtividade?ref=Opini%C3%A3o_grupo1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a>A \u00fanica conclus\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que com este tecido empresarial a produtividade n\u00e3o pode aumentar de forma sustent\u00e1vel e robusta nos pr\u00f3ximos anos. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aumentar de forma continuada a divis\u00e3o de trabalho quando s\u00f3 existem meia d\u00fazia de empregados na empresa.<\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Adam Smith escreveu que o aumento da produtividade advinha da cada vez maior e mais fina divis\u00e3o do trabalho. N\u00e3o de aumentar os hor\u00e1rios de trabalho, de reduzir ordenados, eliminar pausas ou de impedir os oper\u00e1rios de ir \u00e0 casa de banho mas sim de analisar um processo produtivo, subdividi-lo em fases aut\u00f3nomas e independentes. E claro, mecanizar todas as etapas que o possam ser. Hoje a mecaniza\u00e7\u00e3o passa pela robotiza\u00e7\u00e3o e pela digitaliza\u00e7\u00e3o e informatiza\u00e7\u00e3o. O economista morreu h\u00e1 mais de 200 anos mas o segredo permanece o mesmo: a simples divis\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do processo produtivo e a sua subdivis\u00e3o em fases cada vez mais atomizadas, mecanizadas e informatizadas \u00e9 pois o cerne da produtividade. S\u00f3 assim se \u00e9 capaz de incorporar mais trabalho, i.e. mais valor, no produto final. <br \/><br \/>Antigamente uma escola prim\u00e1ria tinha s\u00f3 um funcion\u00e1rio: o professor. Ele desempenhava todas as tarefas quer de ensino, vigil\u00e2ncia e manuten\u00e7\u00e3o da ordem dentro e fora da sala de aulas, inscri\u00e7\u00e3o dos alunos e demais obriga\u00e7\u00f5es administrativas. A escola da minha av\u00f3 era assim. Adultos, s\u00f3 ela. Material de apoio: uns quantos mapas e giz. Naturalmente que n\u00e3o podia ter muitos alunos. Por essa \u00e9poca, h\u00e1 cerca de 100 anos, a maioria da popula\u00e7\u00e3o era analfabeta em Portugal em contraciclo com toda a restante Europa. <br \/><br \/>Naturalmente que quando o trabalho foi subdividido entre o ensino (para o professor), o apoio, vigil\u00e2ncia e manuten\u00e7\u00e3o da ordem fora das salas de aulas (para os auxiliares), as inscri\u00e7\u00f5es, os lan\u00e7amentos de notas, etc. (para o pessoal administrativo) e a gest\u00e3o destas v\u00e1rias tarefas (a dire\u00e7\u00e3o) foi poss\u00edvel ter escolas maiores, aumentar o n\u00famero de alunos e diminuir fortemente o custo por aluno. <br \/><br \/>O mesmo se passa na produ\u00e7\u00e3o industrial ou nos servi\u00e7os. Ora quando olhamos para o tecido empresarial portugu\u00eas \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil encontrar uma empresa industrial ou de servi\u00e7os portuguesa que n\u00e3o seja uma micro ou pequena empresa. Segundo o Pordata em 2017 existiam 1.259.234 PME e apenas 1.202 grandes. Estas grandes por sua vez s\u00e3o na sua esmagadora maioria empresas estrangeiras. <br \/><br \/>A \u00fanica conclus\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que com este tecido empresarial a produtividade n\u00e3o pode aumentar de forma sustent\u00e1vel e robusta nos pr\u00f3ximos anos. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aumentar de forma continuada a divis\u00e3o de trabalho quando s\u00f3 existem meia d\u00fazia de empregados na empresa. <br \/><br \/>A mecaniza\u00e7\u00e3o, informatiza\u00e7\u00e3o ou digitaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Ser\u00e1 rent\u00e1vel informatizar uma tarefa que demora meio-dia por semana? Ou digitalizar um processo que ocorre dez vezes por m\u00eas. Ou fazer outscoucing do servi\u00e7o ao cliente de uma empresa com 20 clientes? E grandes investimentos para poupar energia? Apostamos que n\u00e3o. <br \/><br \/>Por defini\u00e7\u00e3o numa empresa de uma pessoa \u2013 o dono\/empregado faz tudo. \u00c9 a maior inefici\u00eancia e a menor produtividade poss\u00edvel. Essa pessoa distribui o seu tempo por tarefas de alto valor acrescentado mas tamb\u00e9m executa as de baixo ou muito baixo valor. S\u00f3 o crescimento do n\u00famero de empregados lhe permitiria melhorar a produtividade atrav\u00e9s da divis\u00e3o de trabalho e da especializa\u00e7\u00e3o. Mas a verdade \u00e9 que estas empresas n\u00e3o disp\u00f5em dos recursos nem dos mercados para tal expans\u00e3o. <br \/><br \/>A realidade pouco ou nada se altera se em vez de um forem meia d\u00fazia de empregados na empresa. Fica claro que a produtividade, sem mexer na estrutura empresarial, n\u00e3o pode ser a via para a melhoria da riqueza nacional, antes a estrada que nos tem levado ao empobrecimento e ru\u00edna. <br \/><br \/>Perdemos tanto tempo a discutir o desastroso deficit zero mas nem um segundo a perceber como mudar radicalmente esta ruinosa estrutura do tecido empresarial. <br \/><br \/>E, contudo, o segredo da produtividade descoberto por Adam Smith, \u00e9 bem conhecido: divis\u00e3o do trabalho. E a produtividade \u00e9 uma das principais chaves para o aumento da riqueza nacional, da sustentabilidade das reformas, a prosperidade das gera\u00e7\u00f5es futuras e a perenidade do nosso pa\u00eds. <br \/><br \/>Porque n\u00e3o consegue o Governo concentrar-se no que verdadeiramente \u00e9 importante?<\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios A \u00fanica conclus\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que com este tecido empresarial a produtividade n\u00e3o pode aumentar de forma sustent\u00e1vel e robusta nos pr\u00f3ximos anos. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aumentar de forma continuada a divis\u00e3o de trabalho quando s\u00f3 existem meia d\u00fazia de empregados na empresa. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-44250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44251,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44250\/revisions\/44251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}