{"id":43559,"date":"2019-09-14T10:33:37","date_gmt":"2019-09-14T10:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43559"},"modified":"2019-09-14T10:35:39","modified_gmt":"2019-09-14T10:35:39","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-47-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43559","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia das institui\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>Oscar Afonso<\/strong><\/span>, Dinheiro Vivo (JN \/ DN)<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/a-importancia-das-instituicoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\"><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Cr\u00f3nica-32_OA_11Setembro2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\"><\/a><\/p>\n<div>\n<p>As nossas institui\u00e7\u00f5es servem a elite e permitem escapar da pobreza, mas n\u00e3o permitem a ascens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 prosperidade m\u00e9dia da UE<\/p>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: left\"><!--more--><\/p>\n<p>A realidade revela que as mesmas pessoas podem viver em pobreza extrema num pa\u00eds e prosperar, emigrando para outro, pelo que as fronteiras fazem toda a diferen\u00e7a. Pa\u00edses diferentes, mesmo que vizinhos, possuem institui\u00e7\u00f5es diferentes \u2013 em particular, enquadramento legal e institucional, direitos de propriedade, manuten\u00e7\u00e3o da lei e da ordem, servi\u00e7os governamentais, aspetos culturais e geogr\u00e1ficos, condi\u00e7\u00f5es sociais \u2013 que impactam determinantemente no sucesso dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u00c9 usual dividir as institui\u00e7\u00f5es entre (i) as \u201cinclusivas e pluralistas\u201d e (ii) as \u201cextrativas\u201d. As primeiras, incluem a maioria da popula\u00e7\u00e3o na comunidade pol\u00edtica e econ\u00f3mica, incentivando quem investe no futuro. Todos t\u00eam garantia da apropria\u00e7\u00e3o dos \u201cfrutos\u201d do seu sucesso. As segundas restringem os ganhos econ\u00f3micos a uma elite que se apropria da riqueza criada, pelo que esta \u00e9 distribu\u00edda \u201cpara cima\u201d, tornando os pobres sempre pobres. Estas at\u00e9 podem permitir escapar da pobreza, mas n\u00e3o permitem a ascens\u00e3o at\u00e9 \u00e0 prosperidade moderna. Servem os interesses da elite que colidem e subjugam os de todos.<\/p>\n<p>A prosperidade e o desenvolvimento dependem da capacidade dos governantes tornarem as institui\u00e7\u00f5es inclusivas e pluralistas, proporcionando as mesmas oportunidades a todos. S\u00f3 assim se permite que o potencial criativo das pessoas e dos pa\u00edses seja libertado, se constr\u00f3i uma economia com vantagens competitivas, se cria mais riqueza para as empresas, para os seus trabalhadores e para o Estado, e se gera um c\u00edrculo virtuoso.<\/p>\n<p>Que li\u00e7\u00e3o decorre daqui para o Portugal atual, que, fazendo parte da Uni\u00e3o Europeia (UE), se apresenta como mais pobre e, ainda assim, contra o que sustenta a teoria econ\u00f3mica, tem tamb\u00e9m pior desempenho econ\u00f3mico?<\/p>\n<p>Em cada ato eleitoral, os eleitores s\u00e3o enganados com promessas falsas e meias verdades, que apenas garantem o para\u00edso no futuro! O incumbente no poder (a elite incumbente) pode usar recursos p\u00fablicos para ganhar elei\u00e7\u00f5es. Pr\u00f3ximo de atos eleitorais, as prefer\u00eancias v\u00e3o para o que \u00e9 imediatamente vis\u00edvel para o eleitor. A promessa de reforma inclusiva das institui\u00e7\u00f5es que assegura melhor sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, lei, ordem, natalidade, investimento, inova\u00e7\u00e3o, empreendedorismo e ordenamento \u00e9 promessa falsa que o tempo se encarregar\u00e1 de fazer esquecer!<\/p>\n<p>As decis\u00f5es sobre o \u201cimediatamente vis\u00edvel\u201d s\u00e3o casu\u00edsticas e discricion\u00e1rias, n\u00e3o distinguem o essencial do acess\u00f3rio e asseguram que a riqueza \u00e9 distribu\u00edda \u201cpara cima\u201d (\u00e0 elite) com algumas \u201cesmolas\u201d \u201cpara baixo\u201d (aos pobres). O poder pol\u00edtico n\u00e3o responde aos interesses de todos e n\u00e3o h\u00e1 vergonha na pr\u00e1tica de atos abusivos que antes se criticavam. Nem todos os portugueses t\u00eam as mesmas oportunidades. O compadrio, a cria\u00e7\u00e3o de intermedi\u00e1rios improdutivos e de parasitas originados pelos partidos pol\u00edticos \u00e9, de facto, a regra, desprezando-se a meritocracia em favor de interesses pessoais e\/ou pol\u00edticos. Deixo uma pergunta para reflex\u00e3o: quem s\u00e3o os governantes e deputados de sempre, e os seus assessores?<\/p>\n<p>Os cidad\u00e3os, compulsivamente afastados da vida coletiva, n\u00e3o desempenham as profiss\u00f5es pretendidas, a menos que emigrem, porque as oportunidades s\u00e3o diferentes, havendo, por isso, profiss\u00f5es a que s\u00f3 alguns acedem. O Estado atrapalha tudo, condiciona a liberdade (at\u00e9 de express\u00e3o) de todos, e n\u00e3o h\u00e1 uma aposta clara na livre iniciativa. Sem investimento, inova\u00e7\u00e3o e capital humano a competitividade depende do emprego de m\u00e3o-de-obra barata e j\u00e1 \u00e9 uma \u201cfesta\u201d ter emprego que gera pobres para quem n\u00e3o \u00e9 da elite. Neste contexto, a corrup\u00e7\u00e3o s\u00f3 podia, como \u00e9, ser generalizada, tendo aumentado com a democracia e com as defici\u00eancias da justi\u00e7a. Esta, sendo morosa e tamb\u00e9m cara, n\u00e3o assegura que todos tenham tratamento igual perante a lei. H\u00e1 cidad\u00e3os de primeira, de segunda, e de terceira.<\/p>\n<p>Em suma, as nossas institui\u00e7\u00f5es e a perten\u00e7a \u00e0 UE servem a elite e permitem escapar da pobreza, crescendo pouquinho, mas n\u00e3o permitem a ascens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral at\u00e9 \u00e0 prosperidade m\u00e9dia da UE. Tendo cada um de n\u00f3s colaborado, por ignor\u00e2ncia ou distra\u00e7\u00e3o, para a situa\u00e7\u00e3o atual cabe-nos perceber que nenhuma elite cede poder e benef\u00edcios voluntariamente, pelo que a prosperidade requer luta pol\u00edtica contra o(s) privil\u00e9gio(s).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Dinheiro Vivo (JN \/ DN) As nossas institui\u00e7\u00f5es servem a elite e permitem escapar da pobreza, mas n\u00e3o permitem a ascens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 prosperidade m\u00e9dia da UE &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-43559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/63"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43559"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43559\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43561,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43559\/revisions\/43561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}