{"id":43342,"date":"2019-07-22T00:12:53","date_gmt":"2019-07-22T00:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43342"},"modified":"2019-07-22T00:12:56","modified_gmt":"2019-07-22T00:12:56","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43342","title":{"rendered":"Quem descobriu a Lua?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/quem-descobriu-a-lua?ref=Opini%C3%A3o_grupo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\"><span class=\"noticiaLead\">Rid\u00edculo seria defender que os americanos descobriram a Lua no final dos anos 60 do s\u00e9culo passado, quando tantos e tantas ao longo dos mil\u00e9nios anteriores a desenharam, a idealizaram, a observaram, a descreveram, a cantaram.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\"blocoNoticia\" class=\"startProgressBar\">\n<div class=\"newsContent \">\n<p>Seguramente o primeiro ser humano que emergiu em \u00c1frica h\u00e1 centenas de milhar de anos ao levantar a cabe\u00e7a \u00e0 noite viu no c\u00e9u o planeta sat\u00e9lite da Terra. Estava descoberta a Lua que como se sabe \u00e9 desabitada.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Rid\u00edculo seria defender que os americanos descobriram a Lua no final dos anos 60 do s\u00e9culo passado, quando tantos e tantas ao longo dos mil\u00e9nios anteriores a desenharam, a idealizaram, a observaram, a descreveram, a cantaram. Eu pr\u00f3prio quando crian\u00e7a pequena j\u00e1 conhecia a Lua antes de Armstrong a\u00ed ter posto o p\u00e9.<\/p>\n<p>Os portugueses t\u00eam uma express\u00e3o interessante para as pessoas que reclamam a descoberta do que h\u00e1 muito se sabe e conhece \u2013 \"descobrir a p\u00f3lvora\". Esta express\u00e3o remete para o ignorante que rejubila, plenamente convencido de ter chegado pela primeira vez a uma descoberta que, na verdade, outros j\u00e1 fizeram antes. \u00c9 uma suprema prova de ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os americanos planearam meticulosamente e executaram rigorosamente uma altamente dispendiosa ida \u00e0 Lua exatamente porque sabiam da sua exist\u00eancia, porque conheciam a sua localiza\u00e7\u00e3o, porque previam com seguran\u00e7a o que iam encontrar, porque anteviam as vantagens em termos tecnol\u00f3gicos e comerciais desta viagem. Sem nada disso n\u00e3o o fariam. Seria uma loucura irracional tal disp\u00eandio de recursos e risco de vidas humanas.<\/p>\n<p>Assim se passaram as inexatamente consideradas descobertas portuguesas que teimamos em celebrar em museus ser\u00f4dios, em manuais escolares err\u00f3neos, em livros pseudo-eruditos, em cerim\u00f3nias patrioteiras. Naturalmente s\u00f3 o conhecimento pr\u00e9vio do que se encontraria e do seu valor comercial justificou o empreendimento. O com\u00e9rcio europeu com a \u00c1sia e com \u00c1frica, era j\u00e1 enorme, os produtos asi\u00e1ticos e africanos conhecidos e apreciados, as rotas, se bem que outras, bem estabelecidas e funcionais.<\/p>\n<p>Os locais habitados por civiliza\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas, como os Maias e os Incas, as redes comerciais com \u00c1frica e com a \u00c1sia, ambas igualmente povoadas, a\u00ed est\u00e3o para atestar a verdadeira dimens\u00e3o das descobertas.<\/p>\n<p>Pouco ou nada havia ent\u00e3o para descobrir \u2013 sem ser no sentido da descoberta da p\u00f3lvora \u2013 pelo que persistir nesta mitologia parece uma megalomania injustificada ou um insulto deliberado.<\/p>\n<p>Einstein descobriu o encurvamento gravitacional da luz. Anos mais tarde Arthur Eddington observou pela primeira vez este fen\u00f3meno em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. N\u00e3o reclamou a sua descoberta. Teria sido completamente ridicularizado. Sensata e realisticamente apenas reivindicou ter validado o que j\u00e1 se sabia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios Rid\u00edculo seria defender que os americanos descobriram a Lua no final dos anos 60 do s\u00e9culo passado, quando tantos e tantas ao longo dos mil\u00e9nios anteriores a desenharam, a idealizaram, a observaram, a descreveram, a cantaram.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-43342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43342"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43343,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43342\/revisions\/43343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}