{"id":43258,"date":"2019-07-06T10:47:19","date_gmt":"2019-07-06T10:47:19","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43258"},"modified":"2019-07-11T17:25:24","modified_gmt":"2019-07-11T17:25:24","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-43-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=43258","title":{"rendered":"Crescimento an\u00e9mico sem melhorias de produtividade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso<\/strong><\/span>, Dinheiro Vivo (JN \/ DN)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/opiniao\/crescimento-anemico-sem-melhorias-de-produtividade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\"><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Cr\u00f3nica-27_OA_03Julho2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\"><\/a><\/p>\n<div>\n<p>O emprego cresceu mais do que a economia, maioritariamente com trabalho tempor\u00e1rio, em sectores mal remunerados: o emprego com maior risco de pobreza<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvir o governo e a maioria dos comentadores pol\u00edticos \u201cespecialistas\u201d defender o desempenho \u201cnot\u00e1vel\u201d da economia portuguesa. Mas h\u00e1 imensas raz\u00f5es para duvidar de tal notabilidade e, nesta cr\u00f3nica, saliento apenas duas: a aus\u00eancia de converg\u00eancia de um pa\u00eds atrasado com a Uni\u00e3o Europeia e a aus\u00eancia de melhorias de produtividade.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de converg\u00eancia assenta na premissa de que o Produto Interno Bruto per capita (PIBpc) das economias pobres cresce a taxas superiores. Estes pa\u00edses t\u00eam potencial para crescer a um ritmo mais r\u00e1pido porque os retornos decrescentes n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o fortes, dado que podem replicar m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o, tecnologias e organiza\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es de pa\u00edses ricos. Em condi\u00e7\u00f5es normais, espera-se, pois, converg\u00eancia das economias pobres para os n\u00edveis do PIBpc das economias ricas.<\/p>\n<p>No contexto da Uni\u00e3o Europeia a economia portuguesa \u00e9 claramente pobre, pelo que, de acordo com a literatura econ\u00f3mica, seria de esperar que crescesse muito mais que a m\u00e9dia. Mas, infelizmente, tal n\u00e3o acontece! Nos quatro \u00faltimos anos, 2015, 2016, 2017 e 2018, Portugal cresceu, respectivamente, 1,82%, 1,93%, 2,8% e 2,16% e a UE cresceu 2,3%, 2,0%, 2,4% e 1,9%; ou seja, a taxa de crescimento m\u00e9dia anual foi de 2,18% em Portugal e na UE. Daqueles tr\u00eas anos, 2017 foi o de melhor desempenho. Ainda assim o crescimento portugu\u00eas foi apenas o 18\u00ba mais alto e, portanto, o 11\u00ba mais baixo!<\/p>\n<p>Governando para sondagens sobre as inten\u00e7\u00f5es de voto do cada vez menor n\u00famero de votantes, os pol\u00edticos s\u00e3o anti-reformadores e s\u00e3o respons\u00e1veis por \u201cincapacidades\u201d que impedem a converg\u00eancia. Pelas \u201cincapacidades\u201d para absorver novas tecnologias, atrair capitais, promover o investimento, e participar em mercados globais. Dos pol\u00edticos seria de esperar que: alterassem o quadro institucional, favorecendo o funcionamento dos mercados; desburocratizassem; incentivassem o ajustamento das qualifica\u00e7\u00e3o dos recursos humanos \u00e0s necessidades; promovessem o empreendedorismo; melhorassem o sistema judicial e, assim, ajudassem no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, \u00e0 fraude fiscal e ao crime econ\u00f3mico-financeiro; contribu\u00edssem para reduzir a depend\u00eancia energ\u00e9tica do exterior; n\u00e3o endividassem o pa\u00eds; combatessem a economia paralela, que j\u00e1 corresponde a um quarto da economia, desvirtua a concorr\u00eancia e a confian\u00e7a, e diminui os recursos dispon\u00edveis para investimento e redistribui\u00e7\u00e3o, apesar do aumento da carga fiscal; patrocinassem a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 UE, agravada pela maior penetra\u00e7\u00e3o na europa de pa\u00edses low-cost (China, por exemplo).<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo assim compreende-se a inesperada aus\u00eancia de converg\u00eancia da economia portuguesa com a m\u00e9dia da UE e a manuten\u00e7\u00e3o da baixa produtividade. Em 2017, recorde-se, a economia cresceu 2,8%, mas o emprego cresceu 3,26%, pelo que a economia continua a crescer em sectores de produtividade mais baixa, mantendo-se o padr\u00e3o de especializa\u00e7\u00e3o. Ou seja, como o emprego cresceu mais que a economia, os novos empregos s\u00e3o maioritariamente de trabalho tempor\u00e1rio, de trabalho a tempo parcial, de auto-emprego em sectores tradicionais mal remunerados: os tipos de emprego que apresentam riscos mais elevados de pobreza no trabalho!<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Dinheiro Vivo (JN \/ DN) O emprego cresceu mais do que a economia, maioritariamente com trabalho tempor\u00e1rio, em sectores mal remunerados: o emprego com maior risco de pobreza<\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,279],"tags":[],"class_list":["post-43258","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-dinheiro-vivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/63"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43258"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43291,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43258\/revisions\/43291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}