{"id":42861,"date":"2019-04-20T23:36:54","date_gmt":"2019-04-20T23:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42861"},"modified":"2019-04-20T23:36:57","modified_gmt":"2019-04-20T23:36:57","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42861","title":{"rendered":"A l\u00f3gica da batata e ser s\u00e1bio em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/a-logica-da-batata-e-ser-sabio-em-portugal?ref=HP_DestaquesOpiniao3Noticias2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\"><span class=\"noticiaLead\">O que prop\u00f5em n\u00e3o sustenta as pens\u00f5es no sentido de as garantir por maior montante e maior prazo, bem pelo contr\u00e1rio. Propor a extin\u00e7\u00e3o ou a diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das pens\u00f5es em montantes e prazos \u00e9 exatamente o inverso de sustentabilidade.<\/span><!--more--><\/div>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Depois de longa reflex\u00e3o um conjunto de s\u00e1bios, especialistas, e famosos catedr\u00e1ticos portugueses, muito parecidos com o famoso conselheiro Ac\u00e1cio celebrado por E\u00e7a de Queiroz, pagos por uma das raras multinacionais do burgo, conclu\u00edram que a melhor forma de sustentar as pens\u00f5es de reforma era acabar com elas. Simplesmente brilhante! Resolvia-se o problema, as empresas poupavam muito dinheiro e o Estado muitas dores de cabe\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Assim prop\u00f5em aumentar a idade da reforma para pouco antes da esperan\u00e7a de vida da maioria dos portugueses, privar uma percentagem significativa de portugueses de alguma vez a receber (porque morrer\u00e3o primeiro) e assegurar que os que a venham a arrecadar cair\u00e3o na pobreza. Um trabalho excecional qualidade.\u00a0<\/p>\n<p>T\u00e3o perspicaz sistema pode com vantagem ser aplicado a muitos outros problemas que a humanidade enfrenta. \u00c9 preciso sustentar a biodiversidade, simples extermine-se 70% ou 80% dessa multitude de formas de vida e preserve-se o que resta; \u00e9 necess\u00e1rio sustentar um pulm\u00e3o verde no planeta, f\u00e1cil derrubem-se 90% das florestas e proteja-se os 10% sobrantes; pretende-se sustentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos vegetais, sem problema queimem-se metade das sementes, e assim por diante. M\u00e9todo absolutamente eficaz este o de cortar o mal pela raiz.<\/p>\n<p>Noutro pa\u00eds s\u00e9rio algu\u00e9m lembraria a estes iluminados que a quest\u00e3o de pol\u00edticas de sustentabilidade s\u00f3 se coloca quando se pretende manter uma dada pr\u00e1tica. Por exemplo as pol\u00edticas de sustentabilidade energ\u00e9tica pretendem assegurar a manuten\u00e7\u00e3o ou mesmo o aumento do consumo de energia ao mesmo tempo que se diminui a emiss\u00e3o de gases de estufa. Quando se fala em sustentar a biodiversidade o que se quer \u00e9 manter toda a variedade de formas de vida existente. Quando se fala em sustentar um pulm\u00e3o verde o objetivo \u00e9 manter e\/ou aumentar os espa\u00e7os verdes.<\/p>\n<p>No caso da sustentabilidade energ\u00e9tica essa meta consegue-se utilizando outras fontes de energia mais abundantes e mais limpas como o g\u00e1s ou as energias renov\u00e1veis ou at\u00e9 mesmo a energia nuclear. O que se n\u00e3o se pretende \u00e9 deixar de usar energia ou passar a usar menos, pelo contr\u00e1rio pretende-se garantir um crescente n\u00edvel de consumo por muitos e longos anos.<\/p>\n<p>Da mesma forma com a sustentabilidade das pens\u00f5es o que pretende \u00e9 assegurar o mesmo, ou mais elevado, montante de pens\u00f5es por mais anos, face a extens\u00e3o da vida humana. Reduzir o tempo e o valor das pens\u00f5es n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica de sustentabilidade \u00e9 uma pol\u00edtica de derrota perante uma dificuldade.<\/p>\n<p>Com este simples argumento percebe-se que face \u00e0s grandes conclus\u00f5es dos s\u00e1bios o riso seria a \u00fanica rea\u00e7\u00e3o inteligente, pois na verdade apesar de ufanos e inchados acenarem com as suas doutas conclus\u00f5es, n\u00e3o encontraram uma solu\u00e7\u00e3o limitaram-se, depois de tanto cogitar, a reconhecer que a n\u00e3o t\u00eam e que se d\u00e3o por incapazes no seu prop\u00f3sito de sugerir uma simples medida que contribua para uma pol\u00edtica de sustentabilidade das pens\u00f5es.<\/p>\n<p>O que prop\u00f5em n\u00e3o sustenta as pens\u00f5es no sentido de as garantir por maior montante e maior prazo, bem pelo contr\u00e1rio. Propor a extin\u00e7\u00e3o ou a diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das pens\u00f5es em montantes e prazos \u00e9 exatamente o inverso de sustentabilidade.<\/p>\n<p>E, no entanto, existem tantas alternativas dispon\u00edveis para essa sustentabilidade desde a cria\u00e7\u00e3o de imposto sobre os grandes rendimentos, ao aumento dos descontos, passando por v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p>Essas alternativas, tal como as pol\u00edticas verdes que visam assegurar a sustentabilidade do nosso planeta, t\u00eam um custo. Como todos sabemos n\u00e3o h\u00e1 almo\u00e7os gr\u00e1tis. O que \u00e9 preciso \u00e9 coragem para o assumir. O que \u00e9 necess\u00e1rio e urgente \u00e9 discutir como distribuir equitativamente esse custo.<\/p>\n<p>E, j\u00e1 agora, n\u00e3o pretender fazer dos outros parvos. \u00c9 que n\u00e3o contribui para a discuss\u00e3o de um tema s\u00e9rio como este.<\/p>\n<\/div>\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios O que prop\u00f5em n\u00e3o sustenta as pens\u00f5es no sentido de as garantir por maior montante e maior prazo, bem pelo contr\u00e1rio. 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