{"id":42403,"date":"2019-02-01T18:03:11","date_gmt":"2019-02-01T18:03:11","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42403"},"modified":"2019-02-01T18:12:27","modified_gmt":"2019-02-01T18:12:27","slug":"ai-que-eu-caio-segurem-me-que-eu-caio-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42403","title":{"rendered":"Treta de Corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Pedro Moura<\/strong><\/span>, Vis\u00e3o online<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/silnciodafraude\/2019-01-31-Treta-de-corrupcao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/VisaoE524_Def.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>\u201cSe os portugueses s\u00e3o t\u00e3o civicamente corretos relativamente \u00e0 tem\u00e1tica da corrup\u00e7\u00e3o, como chegamos a um ponto em que esses mesmos portugueses acham que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema t\u00e3o relevante na nossa sociedade?\u201d<\/p>\n<div>...<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<p>Se h\u00e1 um valor prezado em Portugal, esse valor \u00e9 a coer\u00eancia. A coer\u00eancia de opini\u00f5es e atitudes sobretudo. A pior acusa\u00e7\u00e3o que se pode fazer a algu\u00e9m por lusas bandas \u00e9 a de ter feito uma afirma\u00e7\u00e3o em sentido contr\u00e1rio a uma opini\u00e3o expressa algures no passado ou de ter tido uma atitude contr\u00e1ria \u00e0 sua opini\u00e3o. Os portugueses s\u00e3o um povo de enorme confian\u00e7a: t\u00eam sempre as mesmas opini\u00f5es e atitudes. N\u00e3o mudam. Provavelmente devem ser exatamente as mesmas pessoas, com as mesmas opini\u00f5es e atitudes desde a nascen\u00e7a. N\u00e3o mudam, n\u00e3o aprendem nem desaprendem, n\u00e3o arriscam e n\u00e3o fazem erros, n\u00e3o pioram nem melhoram. S\u00e3o como s\u00e3o.<\/p>\n<p>Exagero, obviamente. Mas a coer\u00eancia levada ao exagero \u00e9 para mim pelo menos uma de duas coisas: algo definitivamente a evitar por raz\u00f5es \u00f3bvias de sa\u00fade mental e, geralmente, uma grande treta. \u00c9 pela parte da treta que eu enveredo hoje.<\/p>\n<p>Vem este pre\u00e2mbulo a prop\u00f3sito de um estudo muito curioso com que me deparei, e onde Portugal, para n\u00e3o ser incoerente, mantem a tradi\u00e7\u00e3o de me surpreender.<\/p>\n<p>O estudo que refiro \u00e9 o\u00a0\"Global Corruption Barometer\" de 2017, o maior inqu\u00e9rito feito \u00e0 escala mundial sobre a experi\u00eancia pessoal direta de cidad\u00e3os com corrup\u00e7\u00e3o no seu dia a dia, com especial enfoque nos Governos (pode ser consultado <a href=\"https:\/\/www.transparency.org\/news\/feature\/global_corruption_barometer_citizens_voices_from_around_the_world\">aqui<\/a>\u00a0*1). Elaborado pela Transpar\u00eancia Internacional, merece aten\u00e7\u00e3o pela relev\u00e2ncia que tem na cria\u00e7\u00e3o de melhores n\u00edveis de consci\u00eancia em redor do tema da corrup\u00e7\u00e3o nos v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Mas deixemos as considera\u00e7\u00f5es e subjetividades e avancemos numa linha de racioc\u00ednio baseada em dados mais concretos.<\/p>\n<p>O que apresento de seguida \u00e9 baseado nos dados quantitativos do estudo que refiro acima, e podem ser consultados <a href=\"https:\/\/www.transparency.org\/files\/content\/feature\/GCB_ECA_Regional_Results.xlsx\">aqui<\/a> *2). Dos pa\u00edses constantes no estudo, selecionei apenas um subconjunto de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Comecemos pela perce\u00e7\u00e3o que os portugueses t\u00eam relativamente \u00e0 import\u00e2ncia da corrup\u00e7\u00e3o: os portugueses acham que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema muito importante. Mais de 50% dos inquiridos acha que \u00e9 um dos tr\u00eas principais temas que o Governo devia endere\u00e7ar (ver quadro 1 abaixo). Um dos pa\u00edses da UE onde esta preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior, como se pode observar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-42409 aligncenter\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q1-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"321\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q1-269x300.jpg 269w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q1.jpg 515w\" sizes=\"auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 1 \u2013 Perce\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da corrup\u00e7\u00e3o em Portugal<\/p>\n<p>De seguida vejamos o que acham os inquiridos relativamente ao papel que o comum dos mortais pode ter na luta contra esse enorme problema que \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o. Do quadro 2 abaixo vemos com alguma surpresa que, de acordo com este inqu\u00e9rito, os inquiridos portugueses s\u00e3o aqueles que mais f\u00e9 t\u00eam no papel do cidad\u00e3o comum na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o. Animador.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-42411 aligncenter\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q2-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q2-300x300.jpg 300w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q2-150x150.jpg 150w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q2.jpg 455w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 2 \u2013 \u201cCidad\u00e3os comuns podem fazer a diferen\u00e7a na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>Vejamos agora o que dizer relativamente \u00e0 perce\u00e7\u00e3o dos inquiridos sobre a vis\u00e3o da sociedade sobre as den\u00fancias de atos de corrup\u00e7\u00e3o. Mais uma vez Portugal se destaca dos restantes cong\u00e9neres europeus. O quadro 3 diz-nos que ningu\u00e9m mais que n\u00f3s concorda ser altamente aceit\u00e1vel (recomend\u00e1vel?) a den\u00fancia da corrup\u00e7\u00e3o. Invej\u00e1vel sentido c\u00edvico, o dos nossos concidad\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-42412 aligncenter\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q3-298x300.jpg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q3-298x300.jpg 298w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q3-150x150.jpg 150w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q3.jpg 468w\" sizes=\"auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 3 \u2013 Aceitabilidade social de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>E agora chegamos \u00e0 minha parte preferida: os portugueses e a sua inclina\u00e7\u00e3o para a den\u00fancia de atos de corrup\u00e7\u00e3o. Do quadro 4 abaixo vemos que em nenhum outro pa\u00eds da lista h\u00e1 tanta vontade pessoal de denunciar casos de corrup\u00e7\u00e3o como em Portugal. Quem s\u00e3o os melhores cidad\u00e3os do mundo?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-42413 aligncenter\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q4-300x293.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q4-300x293.jpg 300w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q4.jpg 477w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 4 \u2013 Inclina\u00e7\u00e3o pessoal para den\u00fancia de atos de corrup\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por esta altura temos todos os motivos para estarmos satisfeitos. A acreditar na representatividade estat\u00edstica dos inquiridos portugueses que responderam a este estudo, o nosso pa\u00eds tem tudo o que necessita para enfrentar o problema da corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas... h\u00e1 aqui algo que me morde o c\u00e9rebro: se os portugueses s\u00e3o t\u00e3o civicamente corretos relativamente \u00e0 tem\u00e1tica da corrup\u00e7\u00e3o, como chegamos a um ponto em que esses mesmos portugueses acham que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema t\u00e3o relevante na nossa sociedade?<\/p>\n<p>Como \u00e9 que inclina\u00e7\u00f5es t\u00e3o moralmente corretas relativamente a esta tem\u00e1tica, que certamente gerar\u00e3o atitudes igualmente moralmente corretas quer na preven\u00e7\u00e3o quer na den\u00fancia da corrup\u00e7\u00e3o, fazem com que esta seja algo t\u00e3o grave para o nosso pa\u00eds?<\/p>\n<p>\u00c9 caso para dizer que a bota parece n\u00e3o bater com a perdigota.<\/p>\n<p>Por fim, ainda do mesmo estudo, h\u00e1 um dado que talvez nos ajude a perceber as d\u00favidas que coloco acima. No quadro 5 abaixo pode-se perceber a distribui\u00e7\u00e3o percentual das respostas \u00e0 quest\u00e3o \u201cPorque n\u00e3o denunciam as pessoas atos de corrup\u00e7\u00e3o?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-42414 aligncenter\" src=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q5-300x248.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q5-300x248.jpg 300w, https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Q5.jpg 457w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 5 \u2013 Raz\u00f5es para a n\u00e3o den\u00fancia da corrup\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Achando j\u00e1 ter excedido a minha quota de opini\u00f5es subjetivas neste artigo, deixo a interpreta\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo quadro aos leitores, acrescentando apenas um dado que o quadro acima n\u00e3o transmite: Portugal \u00e9 pa\u00eds (dos analisados por mim) onde a raz\u00e3o \u201cAs pessoas t\u00eam medo das consequ\u00eancias\u201d atinge maior expressividade percentual de inquiridos.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 devido \u00e0 coer\u00eancia? Ou devido \u00e0 treta<\/p>\n<p>*1 - Global Corruption Barometer: Citizen's voices from around the world (2017):\u00a0<a href=\"https:\/\/www.transparency.org\/news\/feature\/global_corruption_barometer_citizens_voices_from_around_the_world\">https:\/\/www.transparency.org\/news\/feature\/global_corruption_barometer_citizens_voices_from_around_the_world<\/a><\/p>\n<p>*2 - Global Corruption Barometer: Europe and Central Asia Regional Results:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.transparency.org\/files\/content\/feature\/GCB_ECA_Regional_Results.xlsx\">https:\/\/www.transparency.org\/files\/content\/feature\/GCB_ECA_Regional_Results.xlsx<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Moura, Vis\u00e3o online \u201cSe os portugueses s\u00e3o t\u00e3o civicamente corretos relativamente \u00e0 tem\u00e1tica da corrup\u00e7\u00e3o, como chegamos a um ponto em que esses mesmos portugueses acham que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema t\u00e3o relevante na nossa sociedade?\u201d &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-42403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=42403"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42465,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42403\/revisions\/42465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=42403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=42403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=42403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}