{"id":42366,"date":"2019-01-20T00:15:20","date_gmt":"2019-01-20T00:15:20","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42366"},"modified":"2019-01-20T00:15:23","modified_gmt":"2019-01-20T00:15:23","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42366","title":{"rendered":"Proximus: crise nas telecomunica\u00e7\u00f5es europeias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/proximus-crise-nas-telecomunicacoes-europeias?ref=Opini%C3%A3o_grupo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a>As telecomunica\u00e7\u00f5es na Europa est\u00e3o em crise, vergadas pela concorr\u00eancia desenfreada, pela desregulamenta\u00e7\u00e3o e pela estagna\u00e7\u00e3o das receitas. A redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores parece ser a solu\u00e7\u00e3o que as grandes empresas encontraram para tentar manter a alta rentabilidade do setor.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>As a\u00e7\u00f5es da Proximus, a antiga Belgacom, o gigante das telecomunica\u00e7\u00f5es belgas, foram suspensas no dia 9 de janeiro \u00faltimo pela autoridade de mercado (FSMA) na sequ\u00eancia de rumores de que se preparava para despedir cerca de 15% dos seus empregados, cerca de 2.000 pessoas. Simultaneamente a FSMA chamou a presidente da empresa Dominique Leroy para explica\u00e7\u00f5es. Estas foram c\u00e9leres: a empresa vai por em pr\u00e1tica um plano de despedimento de 1.900 empregados (1 em cada 7 trabalhadores).<\/p>\n<p>A empresa justifica a sua a\u00e7\u00e3o pela press\u00e3o que a autoriza\u00e7\u00e3o do Governo de conceder uma quarta licen\u00e7a, isto \u00e9 autorizar mais um concorrente, vem colocar sobre a empresa. No mercado belga, pa\u00eds com 11 milh\u00f5es de habitantes, operam 3 empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es: a Proximus, l\u00edder do mercado, a Orange e a Telenet\/Base. A Free Mobile, subsidi\u00e1ria da Iliad, \u00e9 o quarto operador aprovado pelo Governo.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>A francesa Iliad, fundada por Xavier Niel, tem vindo a expandir-se com base numa pol\u00edtica agressiva de pre\u00e7os baixos em v\u00e1rios pa\u00edses, nomeadamente em It\u00e1lia em que oferece um pacote 4G+30 por apenas 5,99\u20ac e na Irlanda onde adquiriu recentemente a Eir.<\/p>\n<p>Recorde-se que o Governo belga, liderado por Charles Michel, que em dezembro apresentou a sua demiss\u00e3o na sequ\u00eancia do pacto das emigra\u00e7\u00f5es da ONU, \u00e9 uma coliga\u00e7\u00e3o de partidos liberais-conservadores de l\u00edngua francesa e holandesa. A decis\u00e3o de alargar o n\u00famero de operadores foi muito contestada pelos sindicatos que temiam despedimentos nas empresas atuais.<\/p>\n<p>Curiosamente, ou talvez n\u00e3o, a Proximus adotou regras sobre Direitos Humanos e Condi\u00e7\u00f5es de Trabalho. Ao n\u00edvel dos Direitos Humanos pode ler-se na declara\u00e7\u00e3o da empresa que \"As pessoas t\u00eam o direito de ser tratadas com respeito, solicitude e dignidade. As atividades comerciais da Proximus apenas ter\u00e3o sucesso se respeitarmos os Direitos Humanos e valorizarmos a diversidade, cultural e outra\".<\/p>\n<p>Em 2008 no in\u00edcio da crise a Proximus tinha mais de 17 mil trabalhadores e ao longo destes 10 anos reduziu a for\u00e7a de trabalho para pouco mais de 13 mil, lan\u00e7ando 4 mil pessoas no desemprego. Agora prepara-se para enviar mais 1.900 para a rua. \u00c9 assim que trata os seus empregados \"com respeito, solicitude e dignidade\". Naturalmente que o sucesso comercial da empresa est\u00e1 amea\u00e7ado.<\/p>\n<p>Mas a crise das telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o se restringe \u00e0 B\u00e9lgica. Na Holanda a KPN, a maior operadora de telecomunica\u00e7\u00f5es, anunciou tamb\u00e9m um plano de despedimento de 1.500 trabalhadores.<\/p>\n<p>Igualmente a Vodafone, o grupo brit\u00e2nico, tornou p\u00fablico na semana passada a inten\u00e7\u00e3o de avan\u00e7ar com o despedimento coletivo de 1.200 trabalhadores da sua filial em Espanha.<\/p>\n<p>E na Alemanha a Deutsche Telekom tem um plano de despedimento de 6.000 pessoas a executar entre este ano e 2021, i.e. 2.000 pessoas em m\u00e9dia por ano durante tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es na Europa est\u00e3o em crise, vergadas pela concorr\u00eancia desenfreada, pela desregulamenta\u00e7\u00e3o e pela estagna\u00e7\u00e3o das receitas. A redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores parece ser a solu\u00e7\u00e3o que as grandes empresas encontraram para tentar manter a alta rentabilidade do setor.<\/p>\n<p>Que esperar para Portugal? Fica o alerta.<\/p>\n<\/div>\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios As telecomunica\u00e7\u00f5es na Europa est\u00e3o em crise, vergadas pela concorr\u00eancia desenfreada, pela desregulamenta\u00e7\u00e3o e pela estagna\u00e7\u00e3o das receitas. 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