{"id":42035,"date":"2018-11-17T16:52:38","date_gmt":"2018-11-17T16:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42035"},"modified":"2018-11-17T16:52:38","modified_gmt":"2018-11-17T16:52:38","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42035","title":{"rendered":"Independ\u00eancia da gest\u00e3o e codetermina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/independencia-da-gestao-e-codeterminacao?ref=Opini%C3%A3o_grupo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a>O aproveitamento da empresa por um acionista, mesmo que maiorit\u00e1rio, para os seus interesses exclusivos \u00e9 um perigo real que a literatura de gest\u00e3o tem vindo a real\u00e7ar.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\"><!--more--><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Em Portugal acredita-se que o conselho de administra\u00e7\u00e3o das grandes empresas deve estar ao servi\u00e7o dos seus acionistas principais. Esta vis\u00e3o leva a graves distor\u00e7\u00f5es das decis\u00f5es que, n\u00e3o poucas vezes, p\u00f5em em causa os interesses dos pequenos acionistas, dos acionistas minorit\u00e1rios e, principalmente, da pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n<div id=\"incontent\" class=\"jwplayer jw-reset jw-state-paused jw-stretch-uniform jw-flag-aspect-mode jw-flag-controls-hidden Aincontentdfp\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Video Player\">\n<div id=\"refpubincontent\"><span style=\"font-size: 16px;\">O aproveitamento da empresa por um acionista, mesmo que maiorit\u00e1rio, para os seus interesses exclusivos \u00e9 um perigo real que a literatura de gest\u00e3o tem vindo a real\u00e7ar. Desde logo porque prejudica os acionistas minorit\u00e1rios, depois porque mina a confian\u00e7a nos mercados de capitais.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Vimos em v\u00e1rios bancos portugueses como o cr\u00e9dito concedido preferencialmente aos principais acionistas levou a uma excessiva concentra\u00e7\u00e3o credit\u00edcia, que em contexto de crise agravou substancialmente a solidez das institui\u00e7\u00f5es desembocando na necessidade de interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica com custos para todos os portugueses.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Vimos como a concentra\u00e7\u00e3o dos ativos financeiros de uma grande empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es portuguesa em produtos de alto risco emitidos por um dos seus acionistas principais precipitou a sua fal\u00eancia e passagem para m\u00e3os estrangeiras. Os exemplos s\u00e3o numerosos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">As boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o apontam para duas solu\u00e7\u00f5es complementares na escolha dos membros dos conselhos de administra\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 a de escolher profissionais independentes dos acionistas e a segunda \u00e9 a inclus\u00e3o de representantes dos trabalhadores.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Na Alemanha, um pa\u00eds desenvolvido e que costuma ser citado com tendo um bom desempenho em termos econ\u00f3micos e dotado de grandes empresas bem geridas, a lei da codetermina\u00e7\u00e3o estabelece que nas empresas com mais de 2.000 trabalhadores metade dos membros do conselho de administra\u00e7\u00e3o\/conselho de supervis\u00e3o sejam representantes dos trabalhadores e nas empresas de m\u00e9dia dimens\u00e3o (entre de 500 a 2.000 trabalhadores) esse n\u00famero seja de um ter\u00e7o.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">\u00c9 um princ\u00edpio que permite assegurar o envolvimento de todos na gest\u00e3o e o primado do interesse da empresa sobre o de um ou outro acionista.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Nos pa\u00edses desenvolvidos do Norte da Europa, a codetermina\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma pr\u00e1tica generalizada.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Os empres\u00e1rios portugueses gostam de referir que est\u00e3o na linha da frente na ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas, alheias, de gest\u00e3o. Sugere-se ent\u00e3o que estudem o caso alem\u00e3o e que proponham formas de codetermina\u00e7\u00e3o que permitam \u00e0s empresas privadas portuguesas assegurar a independ\u00eancia de gest\u00e3o, o primado do interesse da empresa sobre o de acionistas espec\u00edficos e a partilha por todos os interessados (acionistas, trabalhadores, clientes, fornecedores e sociedade envolvente) dos benef\u00edcios da atividade.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Uma boa pr\u00e1tica de gest\u00e3o que teria evitado muitos custos sociais nos \u00faltimos anos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Este \u00e9 um tema que merece ser estudado e debatido pelos parceiros da concerta\u00e7\u00e3o social. Fica a sugest\u00e3o.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios O aproveitamento da empresa por um acionista, mesmo que maiorit\u00e1rio, para os seus interesses exclusivos \u00e9 um perigo real que a literatura de gest\u00e3o tem vindo a real\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-42035","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=42035"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42035\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42036,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42035\/revisions\/42036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=42035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=42035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=42035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}