{"id":42033,"date":"2018-11-17T16:45:22","date_gmt":"2018-11-17T16:45:22","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42033"},"modified":"2019-01-10T18:44:23","modified_gmt":"2019-01-10T18:44:23","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=42033","title":{"rendered":"Risco de fraude ocupacional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/634246\/os-2690-casos-efectivos-de-fraude-estudados-levaram-a-uma-perda-empresarial-de-sete-mil-milhoes-de-dolares?seccao=Opiniao_i&amp;fbclid=IwAR2xrAVsXH6eUTjTI35ialgBO9L-dDltOIOfpLU1u_Cm46iyFIFEsNMQ1Tg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ji147.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>Os 2690 casos efectivos de fraude estudados levaram a uma perda empresarial de sete mil milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/p>\n<div><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>1. Em toda a actividade humana sempre houve possibilidade de surpresas. Umas ser\u00e3o agrad\u00e1veis, outras funestas \u00e0 vida individual ou grupal. Estas s\u00e3o os riscos que os indiv\u00edduos ou as institui\u00e7\u00f5es correm.<\/p>\n<p>\u00c0 inevitabilidade de tais situa\u00e7\u00f5es acresce um conjunto de factores que podem aumentar a sua import\u00e2ncia ou frequ\u00eancia: a maior densidade das rela\u00e7\u00f5es humanas, a mundializa\u00e7\u00e3o dos processos, o grau de import\u00e2ncia das institui\u00e7\u00f5es que vivem de provocar o risco alheio (ex. organiza\u00e7\u00f5es terroristas, m\u00e1fias) e a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, al\u00e9m de outras<\/p>\n<p>Perante a maior densidade do risco e conscientes que \u00abmais vale prevenir que remediar\u00bb tem vindo a ganhar terreno a an\u00e1lise de risco que passa pela considera\u00e7\u00e3o de algumas vertentes: (1) a explicita\u00e7\u00e3o de todas as situa\u00e7\u00f5es de risco, (2) a poss\u00edvel previs\u00e3o da sua import\u00e2ncia em termos de consequ\u00eancias e de probabilidade de acontecimento, (3) a selec\u00e7\u00e3o dos riscos que devem ser considerados e, para estes, (4) a forma de os prevenir ou tamb\u00e9m a identifica\u00e7\u00e3o de como proceder caso se venham a efectivar.<\/p>\n<p>Da import\u00e2ncia da actividade econ\u00f3mica no funcionamento da sociedade contempor\u00e2nea e da actual dimens\u00e3o de fraude econ\u00f3mico-financeira \u2012 pode-se perder rapidamente o que levou muitos anos a construir \u2012 resulta que a an\u00e1lise do risco de fraude assuma particular import\u00e2ncia nas institui\u00e7\u00f5es, com destaque para as empresas.<\/p>\n<p>Mal est\u00e3o as empresas (seja qual for a \u00e1rea de neg\u00f3cio, localiza\u00e7\u00e3o ou dimens\u00e3o) que considerem que n\u00e3o correm riscos de fraude, que tal s\u00f3 pode acontecer ao vizinho. Os defraudadores n\u00e3o t\u00eam um aspecto que os identifique, podem ser de qualquer parte do nosso planeta e a fraude \u00e9 encoberta. Parece n\u00e3o existir, mas existe, e pode surgir a qualquer momento (medeia cerca de 16 meses desde que uma fraude existe e \u00e9 detectada, e os custos m\u00e9dios da\u00ed resultantes aumentam mais que proporcionalmente com a amplia\u00e7\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o daquele hiato).<\/p>\n<p>2. Fazer a an\u00e1lise de risco de fraude depende do objecto de refer\u00eancia. Por exemplo, \u00e9 diferente se se aplica a um cidad\u00e3o-consumidor, aos poss\u00edveis ataques inform\u00e1ticos numa empresa ou \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica num partido. Porque estamos perante rela\u00e7\u00f5es sociais totalmente diferentes, porque o conhecimento do \u00abadvers\u00e1rio\u00bb exige a considera\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros espec\u00edficos e ainda porque os nossos elementos de refer\u00eancia (modelos de comportamento, informa\u00e7\u00e3o de acontecimentos passados, custos do poss\u00edvel risco e das formas de o prevenir, por exemplo) s\u00e3o diversos.<\/p>\n<p>A Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), associa\u00e7\u00e3o que congrega especialistas certificados na detec\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da fraude, com sede nos EUA, mas com \u00absucursais\u00bb e certificados em muitos pa\u00edses (em Portugal h\u00e1, neste momento, 24 membros mas n\u00e3o existe nenhuma sua institui\u00e7\u00e3o), tem dedicado a sua actividade \u00e0 fraude na empresa e contra ela, \u00e0 fraude ocupacional e abuso, nas palavras do seu fundador.<\/p>\n<p>Tendo em conta a generalidade das empresas, embora sabendo que cada caso apresenta especificidade e que a fraude \u00e9 frequentemente uma realidade complexa, elaborou uma sua tipifica\u00e7\u00e3o, normalmente designada por \u00c1rvore da Fraude. Esta tem tr\u00eas grandes ramos que se desdobram em subtipos.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Apropria\u00e7\u00e3o Indevida de Activos (com mais de quatro dezenas de subtipos)<\/li>\n<li>Corrup\u00e7\u00e3o (com uma dezena de subtipos)<\/li>\n<li>Relat\u00f3rios de contas fraudulentos (com mais de uma dezena de subtipos)<\/li>\n<\/ul>\n<p>3. De dois em dois anos a ACFE recolhe, por interm\u00e9dio dos seus associados, um vasto conjunto de informa\u00e7\u00f5es sobre as fraudes com que se defrontaram.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio de 2018, confirmando uma tend\u00eancia sistem\u00e1tica ao longo dos anos, a apropria\u00e7\u00e3o indevida de activos s\u00e3o o tipo de fraude mais frequente (com 89% dos casos) mas com a perda mediana mais baixa (mesmo assim US$114.000), seguindo-se a corrup\u00e7\u00e3o com 38% dos casos e uma perda mediana de US$250.000. Finalmente os relat\u00f3rios de contas fraudulentas s\u00e3o 10% dos casos mas com uma perda mediana para as empresas de US$800.000.<\/p>\n<p>Como os n\u00fameros indicam em 37% das fraudes est\u00e3o presentes mais do que um daqueles tipos de fraude.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese a an\u00e1lise de risco de fraude \u00e9 importante para as empresas, podendo atingir valores muito relevantes. No referido relat\u00f3rio contabilizam-se 2690 casos efectivos de fraude, levando a uma perda empresarial de sete mil milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m para contribuir no combater deste flagelo que o OBEGEF (<a href=\"http:\/\/www.obegef.pt\/\">www.obegef.pt<\/a>) existe.<\/p>\n<\/article>\n<div id=\"meioartigos\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Jornal i Os 2690 casos efectivos de fraude estudados levaram a uma perda empresarial de sete mil milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-42033","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=42033"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42298,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/42033\/revisions\/42298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=42033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=42033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=42033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}