{"id":41777,"date":"2018-09-28T23:34:30","date_gmt":"2018-09-28T23:34:30","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41777"},"modified":"2018-09-28T23:34:30","modified_gmt":"2018-09-28T23:34:30","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41777","title":{"rendered":"Prepara\u00e7\u00e3o para o Brexit"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/preparacao-para-o-brexit?ref=Opini%C3%A3o_outros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\"><span class=\"noticiaLead\">No dia 29 de mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano, daqui a apenas seis meses, o Reino Unido deixa a Uni\u00e3o Europeia e uma nova era come\u00e7ar\u00e1 nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e no com\u00e9rcio internacional.<\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>As empresas europeias preparam-se ativamente para este choque, enquanto em Portugal a letargia parece instalada. Alguma comunica\u00e7\u00e3o social com a insist\u00eancia num eventual, mas muito pouco prov\u00e1vel, recuo brit\u00e2nico n\u00e3o ajuda a criar o clima de urg\u00eancia que \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para dar um exemplo entre muitos, o porto de Roterd\u00e3o, um dos maiores e mais bem geridos da Europa, anunciou j\u00e1 o in\u00edcio da contrata\u00e7\u00e3o de mais 928 agentes aduaneiros e 145 inspetores veterin\u00e1rios para garantir a r\u00e1pida passagem dos bens vindos do Reino Unido que ser\u00e3o, mais tarde ou mais cedo, extracomunit\u00e1rios e, consequentemente, sujeitos a regras alfandeg\u00e1rias diferentes.<\/p>\n<p>Se avan\u00e7armos para o cen\u00e1rio da aus\u00eancia de acordo, o Reino Unido passa a ver-lhe aplicado o estatuto de extracomunit\u00e1rio no dia 29 de mar\u00e7o de 2019 e se um acordo for assinado, ent\u00e3o, durante mais 21 meses continuar\u00e3o em vigor as regras comunit\u00e1rias, mas no final o estatuto do Reino Unido mudar\u00e1. Neste momento n\u00e3o h\u00e1 acordo \u00e0 vista, permanecendo profundas diverg\u00eancias entre as partes. \u00c9 necess\u00e1rio estar preparado para o pior dos cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Que fazem os portos portugueses? Ser\u00e1 que o tr\u00e1fego de e para o Reino Unido migrar\u00e1 para outros portos, espanh\u00f3is, por exemplo, mais bem preparados e apetrechados? A culpa ser\u00e1 depois atribu\u00edda, como de costume, aos trabalhadores? Ou aos estivadores?<\/p>\n<p>Uma passagem pelo s\u00edtio da internet do porto de Lisboa revela que a atual administra\u00e7\u00e3o pensa que o quadro permanece \"est\u00e1vel e globalmente dimensionado \u00e0 luz da estrutura departamental vigente e de acordo com as respetivas atribui\u00e7\u00f5es funcionais\". Nem uma palavra sobre o Brexit. Termina com a seguinte indica\u00e7\u00e3o sobre recrutamento: \"Neste momento, n\u00e3o existem processos a decorrer.\" Uma visita ao s\u00edtio da Dire\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Tributa\u00e7\u00e3o Aduaneira revela a mesma in\u00e9rcia. Que contraste com Roterd\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os portos que precisam de estar preparados. Desde logo tamb\u00e9m os aeroportos. E muitas empresas que distribuem produtos oriundos do Reino Unido. Estas \u00faltimas com a sa\u00edda devem mudar o seu estatuto para importadores e para isso s\u00e3o necess\u00e1rias, de acordo com as regras europeias, diversas licen\u00e7as.<\/p>\n<p>Produtores que hoje vendem ou exportam bens com incorpora\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as ou mat\u00e9rias interm\u00e9dias provenientes do Reino Unido poder\u00e3o perder o estatuto de \"origin\u00e1rio da UE\" e passar a pagar taxas alfandeg\u00e1ria no interior da Uni\u00e3o Europeia, perdendo eventual competitividade.<\/p>\n<p>O turismo que repousa parcialmente na origem brit\u00e2nica tamb\u00e9m precisa de se preparar para que o n\u00edvel de turistas n\u00e3o diminua.<\/p>\n<p>Muito deste trabalho parece estar atrasado.<\/p>\n<p>\u00c9 ali\u00e1s curioso verificar que muitos estudos sobre o impacto do Brexit come\u00e7am por quantificar os danos ao n\u00edvel da Uni\u00e3o e deste ou daquele pa\u00eds em particular, desta ou daquela ind\u00fastria em espec\u00edfico, mas que quando se trata de nosso pa\u00eds dizem apenas que para \"Portugal e para as empresas portuguesas o impacto total ainda n\u00e3o \u00e9 claro\". Esta atitude revela uma dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o com a verdade ou uma preocupante ignor\u00e2ncia. Inclino-me para a segunda hip\u00f3tese. Quando se trata do quarto maior destino das nossas exporta\u00e7\u00f5es e da segunda mais importante fonte de investimento estrangeiro este tipo de ignor\u00e2ncia paga-se caro.<\/p>\n<p>Seria desastroso que Portugal, num momento em que nova crise financeira internacional se levanta, viesse a sofrer com o Brexit apenas porque as suas empresas e servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o se prepararam adequadamente para esta sa\u00edda anunciada com grande anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso por m\u00e3os \u00e0 obra com outro vigor.<\/p>\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios No dia 29 de mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano, daqui a apenas seis meses, o Reino Unido deixa a Uni\u00e3o Europeia e uma nova era come\u00e7ar\u00e1 nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e no com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-41777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41777"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41778,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41777\/revisions\/41778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}