{"id":41685,"date":"2018-09-06T23:18:38","date_gmt":"2018-09-06T23:18:38","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41685"},"modified":"2018-09-06T23:18:38","modified_gmt":"2018-09-06T23:18:38","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41685","title":{"rendered":"A gig economy ou a economia dos biscastes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/a-gig-economy-ou-a-economia-dos-biscastes?ref=Opini%C3%A3o_grupo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\">\n<div class=\"noticiaTitle\"><span class=\"noticiaLead\">A gig economy, a economia dos biscates, alastra hoje para ind\u00fastrias que at\u00e9 h\u00e1 pouco estavam ao abrigo da precariza\u00e7\u00e3o. Paradoxalmente o n\u00edvel crescente de escolariza\u00e7\u00e3o contribui decisivamente para a precariza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>O maior n\u00edvel educacional facilita a aprendizagem e reduz substancialmente o tempo de est\u00e1gio necess\u00e1rio a que um trabalhador possa levar a cabo com efici\u00eancia as suas tarefas. Ao reduzir o tempo e, consequentemente, o custo de treino dos empregados, a educa\u00e7\u00e3o, permite uma maior rota\u00e7\u00e3o de pessoal.<\/p>\n<p>Simultaneamente uma divis\u00e3o do trabalho cada vez mais minuciosa, precisa e detalhada apoiada numa organiza\u00e7\u00e3o, muitas vezes multinacional em que cada fase da produ\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os se realiza num pa\u00eds diferente, refor\u00e7a o car\u00e1cter m\u00f3vel das atividades e a precariza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Acresce o quadro em que tudo se processa, regido nas grandes empresas, por um sistema inform\u00e1tico que serve de espinha dorsal simultaneamente organizativa e produtiva, torna cada vez mais trabalhadores fung\u00edveis, isto \u00e9, substitu\u00edveis por outros, dispensando a experi\u00eancia, o conhecimento da tarefa, da empresa ou dos mercados. As institui\u00e7\u00f5es aprenderam a reter, incorporar e institucionalizar a experi\u00eancia, os falhan\u00e7os e sucessos, dispensando a mem\u00f3ria humana.<\/p>\n<p>Finalmente a explos\u00e3o dos algoritmos que substituem o melhor especialista humano em trabalhos t\u00e3o complexos como a an\u00e1lise de um complexo ac\u00f3rd\u00e3o judicial ou o diagn\u00f3stico de uma doen\u00e7a rara. H\u00e1 muito que os algoritmos batem sistematicamente os melhores humanos ao xadrez, um jogo de grande complexidade estrat\u00e9gica e t\u00e1tica. Em breve conseguir\u00e3o gerir organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>N\u00e3o surpreende assim que se encontrem valores elevados de precariedade transversalmente em praticamente todos os n\u00edveis educacionais, ao contr\u00e1rio do que no passado em que a precariedade se concentrava entre os menos qualificados.<\/p>\n<p>Este desenvolvimento vem colocar desafios importantes na organiza\u00e7\u00e3o social, nas regras de acesso e financiamento aos direitos e presta\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>O velho modelo est\u00e1 em decad\u00eancia, mas n\u00e3o existe uma alternativa socialmente justa para o novo que a\u00ed se apresenta e que nos mostra a velha cara feia do capitalismo selvagem do s\u00e9culo XIX em que os trabalhadores n\u00e3o possu\u00edam direitos laborais, as conven\u00e7\u00f5es coletivas inexistentes, a sa\u00fade uma miragem e a reforma um sonho.<\/p>\n<p>O novo modelo social da precariedade tem-se afirmado \u00e0 custa de uma pobreza cada vez mais generalizada, sobrevivendo muito com o suporte de fam\u00edlias que ainda se mant\u00e9m no sistema anterior.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a do trabalho n\u00e3o deixa de ser uma reivindica\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de todos os que trabalham por conta de outrem, mas teremos de encontrar novas f\u00f3rmulas, que n\u00e3o a famigerada flexi-seguran\u00e7a que falhou rotundamente, de organiza\u00e7\u00e3o social que acomodem os anseios da maioria.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios A gig economy, a economia dos biscates, alastra hoje para ind\u00fastrias que at\u00e9 h\u00e1 pouco estavam ao abrigo da precariza\u00e7\u00e3o. Paradoxalmente o n\u00edvel crescente de escolariza\u00e7\u00e3o contribui decisivamente para a precariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-41685","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41685"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41686,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41685\/revisions\/41686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}