{"id":41481,"date":"2018-07-14T18:42:57","date_gmt":"2018-07-14T18:42:57","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41481"},"modified":"2018-07-14T18:42:57","modified_gmt":"2018-07-14T18:42:57","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41481","title":{"rendered":"Algo est\u00e1 podre no Reino da Dinamarca"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/algo-esta-podre-no-reino-da-dinamarca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os dinamarqueses, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros pa\u00edses n\u00f3rdicos, gostam de se gabar da sua alegada seriedade que contrasta com a corrup\u00e7\u00e3o que grassa nos pa\u00edses do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"content\">\n<article><\/article>\n<div id=\"meioartigos\">\n<div id=\"sas_41137\" data-sas-siteid=\"101054\" data-sas-pageid=\"652403\" data-sas-formatid=\"41137\" data-pub=\"processed\">\n<p>Esta \u00e9 frequentemente uma estrat\u00e9gia para intimidar e desanimar os pa\u00edses do Sul, nomeadamente quando se discute a d\u00edvida externa ou outros interesses econ\u00f3micos. A verdade, por\u00e9m, \u00e9 muito diversa.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Recentemente rebentou o esc\u00e2ndalo da lavagem de dinheiro de um dos principais bancos n\u00f3rdicos, o maior banco da Dinamarca, o Danske Bank. Dada a posi\u00e7\u00e3o do Danske no sistema financeiro n\u00f3rdico \u00e9 o sistema na sua totalidade que se encontra em causa.<\/p>\n<p>Os envolvidos s\u00e3o da ordem das dezenas de milhares de milh\u00f5es de euros e ter\u00e3o entrado pela sucursal da Est\u00f3nia e depois seguido um intrincado caminho de transfer\u00eancias internas entre contas de empresas de fachada sediadas noutras sucursais do Danske localizadas em v\u00e1rios pa\u00edses incluindo a Litu\u00e2nia, a Ucr\u00e2nia e a Let\u00f3nia. No final destas transfer\u00eancias o dinheiro desviado ressurgia \"limpo\" e legal nas m\u00e3os dos criminosos iniciais, como se de proventos legais e l\u00edcitos se tratassem.<\/p>\n<p>Esta \u00e9, pelos gigantescos valores envolvidos, a maior opera\u00e7\u00e3o de lavagem de dinheiro conhecida at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>As cota\u00e7\u00f5es do Danske Bank est\u00e3o naturalmente em queda, \u00e0 medida que o mercado se vai consciencializando das suas estranhas pr\u00e1ticas e que as a\u00e7\u00f5es v\u00e3o entrando nos tribunais dinamarqueses e de outros pa\u00edses, nomeadamente em Fran\u00e7a. Espera-se igualmente que as autoridades norte-americanas multem o Danske em v\u00e1rias dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares apesar de estas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o terem, pelo pouco que se sabe ainda, passado pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em resposta ao esc\u00e2ndalo a suavidade das autoridades reguladoras dinamarquesas, que se limitou a repreender o Danske Bank e a apelar para que aperte os controlos internos contra a lavagem de dinheiro, \u00e9 vista como mais um sinal de que \u00e9 o sistema financeiro como um todo que est\u00e1 em causa. Nenhum respons\u00e1vel do banco foi sancionado pelas autoridades locais.<\/p>\n<p>As semelhan\u00e7as com outras realidades s\u00e3o not\u00f3rias: inqu\u00e9ritos internos inconclusivos, autoridades reguladoras que nada suspeitam nem descobrem e que depois n\u00e3o punem, justi\u00e7a que n\u00e3o funciona, respons\u00e1veis m\u00e1ximos intoc\u00e1veis, oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica muito vocal, mas incapaz de alterar o que quer que seja.<\/p>\n<p>Muitas li\u00e7\u00f5es podemos retirar deste caso, uma das quais \u00e9 que j\u00e1 aprendemos com estes pa\u00edses tudo o que precis\u00e1mos sobre combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Eis, pois, uma \u00e1rea em que temos tido bons alunos. Sucessivos governos t\u00eam estabelecido a meta de aproximar o pa\u00eds da m\u00e9dia europeia. Em mat\u00e9ria de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o v\u00e1rios dos nossos banqueiros e reguladores est\u00e3o, seguramente, a par com o melhor que acontece na Dinamarca.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XVI o dramaturgo ingl\u00eas escreveu na sua aclamada pe\u00e7a Hamlet \"Algo est\u00e1 podre no Reino da Dinamarca\". Passados mais de 400 anos a frase mant\u00e9m toda a sua atualidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios Os dinamarqueses, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros pa\u00edses n\u00f3rdicos, gostam de se gabar da sua alegada seriedade que contrasta com a corrup\u00e7\u00e3o que grassa nos pa\u00edses do Sul.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-41481","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41481"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41481\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41482,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41481\/revisions\/41482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}