{"id":41440,"date":"2018-07-05T22:35:57","date_gmt":"2018-07-05T22:35:57","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41440"},"modified":"2018-07-05T22:35:57","modified_gmt":"2018-07-05T22:35:57","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=41440","title":{"rendered":"O euro e o nosso futuro: estagna\u00e7\u00e3o ou recess\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/o-euro-e-o-nosso-futuro-estagnacao-ou-recessao?ref=Opini%C3%A3o_grupo1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na aus\u00eancia de capacidade de inova\u00e7\u00e3o e investimento em larga escala, o euro \u00e9 uma restri\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte \u00e0 nossa competitividade que nos impede de crescer de forma a melhorar os n\u00edveis de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"content\">\n<article><\/article>\n<div id=\"meioartigos\">\n<div id=\"sas_41137\" data-sas-siteid=\"101054\" data-sas-pageid=\"652403\" data-sas-formatid=\"41137\" data-pub=\"processed\">\n<p>De acordo com as previs\u00f5es anunciadas no in\u00edcio deste m\u00eas de julho pela FocusEconomics, uma das maiores e mais prestigiadas empresas de estudos de previs\u00e3o e an\u00e1lise macroecon\u00f3mica, confirma-se a tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento na Uni\u00e3o Europeia, embora os diversos pa\u00edses evoluam de forma diferenciada.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es para Portugal apontam para uma desacelera\u00e7\u00e3o acentuada do crescimento que poder\u00e1 evoluir de um crescimento de 2,2% do \u00faltimo trimestre de 2018 para 1,8% no mesmo per\u00edodo do pr\u00f3ximo ano. Relativamente a 2020, os n\u00fameros apontam para um crescimento de apenas 1,7% e em 2022 de somente 1,2%.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>O nosso pa\u00eds est\u00e1, pois, a entrar num novo longo per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o e de empobrecimento relativo aos nossos principais parceiros da Uni\u00e3o Europeia. Veja-se que Portugal desde a entrada no euro n\u00e3o conseguiu ter nenhum per\u00edodo de crescimento acima de 3% por mais de dois anos consecutivos e tem sofrido alternadamente recess\u00f5es seguidas de longos anos de estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a guerra aduaneira com os Estados Unidos, as novas san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3o, a continua\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia, a forma desastrosa como o Brexit est\u00e1 a ser gerido pela Uni\u00e3o Europeia, o rebentar da bolha imobili\u00e1ria em crescimento na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa, a reabertura mais r\u00e1pida dos mercados tur\u00edsticos do Norte de \u00c1frica, s\u00e3o fatores que poder\u00e3o influenciar negativamente a economia nacional e transformar a estagna\u00e7\u00e3o prevista numa recess\u00e3o n\u00e3o surpreendente.<\/p>\n<p>N\u00e3o tendo crescido o suficiente para diluir a d\u00edvida externa, continuando com n\u00edveis elevados de cr\u00e9dito malparado que fragilizam o sistema banc\u00e1rio, perdida para a emigra\u00e7\u00e3o parte significativa da gera\u00e7\u00e3o mais jovem e mais escolarizada, com uma popula\u00e7\u00e3o diminu\u00edda e os servi\u00e7os p\u00fablicos em s\u00e9rias dificuldades, com uma bolha imobili\u00e1ria em crescimento descontrolado, com os sal\u00e1rios estagnados, com uma enorme popula\u00e7\u00e3o pobre, Portugal enfrenta este novo per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o ou, eventualmente, de recess\u00e3o com dificuldades extremas.<\/p>\n<p>A entrada no euro foi um duro rev\u00e9s para as perspetivas anunciadas pelo primeiro-ministro Ant\u00f3nio Guterres de atingir a m\u00e9dia europeia numa d\u00e9cada. Dois dec\u00e9nios depois de esse objetivo ter sido formulado e assumido pela elite governante, o pa\u00eds encontra-se mais longe dessa meta (pouco ambiciosa) e, aparentemente, sem qualquer estrat\u00e9gia para a reassumir.<\/p>\n<p>Na aus\u00eancia de capacidade de inova\u00e7\u00e3o e investimento em larga escala, o euro \u00e9 uma restri\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte \u00e0 nossa competitividade que nos impede de crescer de forma a melhorar os n\u00edveis de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, num contexto em que as gera\u00e7\u00f5es mais novas antecipam rendimentos inferiores aos das gera\u00e7\u00f5es ativas associados a um aumento da precariedade laboral e a uma diminui\u00e7\u00e3o da qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos, a emigra\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 a fazer-se sentir e a popula\u00e7\u00e3o a diminuir, sendo j\u00e1 claro o risco de colapso institucional e econ\u00f3mico que tal comporta. Os grandes fogos do ano passado foram j\u00e1 disso um bom exemplo.<\/p>\n<p>Repensar a nossa presen\u00e7a no euro continua, apesar da aus\u00eancia de debate p\u00fablico, a ser a mais importante quest\u00e3o com que se confronta a sociedade portuguesa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios Na aus\u00eancia de capacidade de inova\u00e7\u00e3o e investimento em larga escala, o euro \u00e9 uma restri\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte \u00e0 nossa competitividade que nos impede de crescer de forma a melhorar os n\u00edveis de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,141],"tags":[],"class_list":["post-41440","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41441,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41440\/revisions\/41441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}