{"id":35854,"date":"2018-06-16T11:18:11","date_gmt":"2018-06-16T11:18:11","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35854"},"modified":"2018-06-16T11:18:11","modified_gmt":"2018-06-16T11:18:11","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35854","title":{"rendered":"Engenharia Social \u2013 Fraude e Compliance"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Nuno Guita, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/615613\/engenharia-social-fraude-e-compliance?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ji125.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>Continua-se a considerar o Compliance como um custo \u201cinc\u00f3modo\u201d em vez de o considerar contributo importante para uma mudan\u00e7a cultural necess\u00e1ria ao desenvolvimento sustent\u00e1vel dos neg\u00f3cios<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"content\">\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>Em face dos esc\u00e2ndalos de non-Compliance (fraude e corrup\u00e7\u00e3o) que h\u00e1 anos nos chegam, crescente e continuadamente e que t\u00eam destru\u00eddo valor de grandes empresas portuguesas, tal sugere que a auto-percep\u00e7\u00e3o deste grupo se mant\u00e9m afastado da realidade.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio de nega\u00e7\u00e3o a que as administra\u00e7\u00f5es se continuam a dedicar, por conta de suspeitas de suborno, fraude e manipula\u00e7\u00e3o diversas, quer na banca, na energia e ind\u00fastria entre outros, contrasta com os processos, investiga\u00e7\u00f5es e penas que v\u00eam sendo aplicadas. Mas tamb\u00e9m as m\u00e9dias e pequenas empresas, julgando que est\u00e3o \u201climpas\u201d e por isso dispensando maiores preocupa\u00e7\u00f5es de Compliance, insistem em ignorar os riscos, como se estivessem longe deste triste cen\u00e1rio empresarial.<\/p>\n<p>Continua-se a considerar o Compliance como um custo \u201cinc\u00f3modo\u201d em vez de o considerar contributo importante para uma mudan\u00e7a cultural necess\u00e1ria ao desenvolvimento sustent\u00e1vel dos neg\u00f3cios. Assim, para perplexidade tanto de consultores externos como dos profissionais internos, continua-se a assistir \u00e0 poupan\u00e7a em medidas de preven\u00e7\u00e3o de riscos, para depois se esva\u00edrem recursos sem limites em remedia\u00e7\u00f5es funestas onde san\u00e7\u00f5es, reputa\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de valor j\u00e1 n\u00e3o limitam custos.<\/p>\n<p>Por outro lado, verifica-se um crescente desenvolvimento de actividades fraudulentas com origem no estrangeiro que causam danos avultados. \u00c9 triste assistir como as empresas, sobretudo institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas n\u00e3o s\u00f3, em face de preju\u00edzos decorrentes de fraude, se remetem a um irrespons\u00e1vel sil\u00eancio diante da, j\u00e1 muito conhecida, inac\u00e7\u00e3o do regulador e a sonol\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os fiscais.<\/p>\n<p>A altern\u00e2ncia das modas continua ora com a apatia total, ora com a loucura na corrida da protec\u00e7\u00e3o de dados. Mas sempre com a consistente incompet\u00eancia para definir a gest\u00e3o de risco como ve\u00edculo para neg\u00f3cios mais sustent\u00e1veis. Com efeito poder-se-ia pensar que a vitimiza\u00e7\u00e3o empresarial pudesse desbloquear a entorpecida e entorpecente discuss\u00e3o do Compliance, que em muitas institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 se tornou num obst\u00e1culo \u00e1 actividade econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Trata-se de nada menos do que uma concreta mitiga\u00e7\u00e3o de riscos, o que para qualquer gestor deveria ser percet\u00edvel e quantific\u00e1vel. N\u00e3o se trata \u201capenas\u201d de um risco pecuni\u00e1rio, muitas vezes apenas percebido como \u201cte\u00f3rico\u201d, por viola\u00e7\u00f5es internas de deveres prudenciais,mas de investidas delituosas do exterior sobre os activos de uma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre ambas as perspectivas \u00e9 particularmente evidente nas burlas cometidas por meio inform\u00e1tico, em que os autores emulam um correio eletr\u00f3nico de altos quadros da empresa e manipulam algu\u00e9m na contabilidade ou RH para disponibilizar informa\u00e7\u00f5es confidenciais ou proceder a pagamentos indevidos (CEO Fraud). Nestes casos \u00e9 evidente como os autores se aproveitam de fragilidades org\u00e2nicas nomeadamente da imprud\u00eancia e vaidade pessoais de altos quadros, para, com m\u00e9todos muito rudimentares, infligirem danos grav\u00edssimos \u00e0s empresas que ficam inibidas de reagir com receio de se exporem a si pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Sobretudo as pequenas e m\u00e9dias empresas tornam-se alvos apetec\u00edveis para os delinquentes. Pois, na maioria das vezes, falta-lhes a disponibilidade para investir em medidas preventivas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os criminosos v\u00e3o constantemente aprimorando as suas t\u00e9cnicas de engenharia social. Ao mesmo tempo os empres\u00e1rios perdem tempo precioso at\u00e9 encontrarem aux\u00edlio especializado, sobretudo devido \u00e0 inexist\u00eancia de processos adequados. As autoridades p\u00fablicas, a quem poderiam recorrer, tamb\u00e9m n\u00e3o se encontram em condi\u00e7\u00f5es de verdadeiramente oferecer uma resposta adequada, na medida em que o seu objectivo \u00e9 sobretudo repressivo e n\u00e3o visa propriamente mitigar riscos ou recuperar danos empresariais.<\/p>\n<p>Portanto, nada deveria ser mais f\u00e1cil do que juntar os respons\u00e1veis do Compliance com os seus colegas das \u00e1reas de Risco, Auditoria e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas para uma abordagem conjunta ao cl\u00e1ssico da \u201cFraude\u201d. Deveriam ser capazes de contactar profissionais especializados, investigadores experientes (sim, eles existem!) bem como especialistas nas \u00e1reas de pagamentos internacionais, e que sabem como tentar \"recuperar\" uma transfer\u00eancia fraudulenta. J\u00e1 \u00e9 tempo de os empres\u00e1rios tomarem em suas m\u00e3os a protec\u00e7\u00e3o dos seus neg\u00f3cios de fraudes e vigaristas. Pois \u00e9 sempre mais dif\u00edcil e desagrad\u00e1vel ter de explicar aos acionistas como \u00e9 que se caiu num esquema que s\u00f3 deveria apanhar os incautos.<\/p>\n<p>Mas ainda assim, onde \u00e9 que tudo pode falhar? Pois\u2026. como j\u00e1 podemos adivinhar\u2026. condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para todas estas medidas serem eficazes \u00e9 uma vez mais, uma saud\u00e1vel cultura organizacional de Compliance. Colaboradores ref\u00e9ns de um pensamento estritamente hierarquizado, que temam atrair aten\u00e7\u00f5es e por isso, evitam perguntas cr\u00edticas preferindo guardar para si quaisquer perturba\u00e7\u00f5es, s\u00e3o presas f\u00e1ceis a qualquer fraude baseada na engenharia social.<\/p>\n<p>Esperemos que os gestores fa\u00e7am contas \u00e0 vida e percebam que os danos potenciais se sobrep\u00f5em v\u00e1rias vezes aos custos de investimento em gest\u00e3o de qualidade, sen\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel que estes riscos se continuem a materializar.<br \/>\nCEO Fraud: http:\/\/businessadvice.co.uk\/tax-and-admin\/invoicing\/what-is-ceo-fraud-and-how-can-i-identify-it\/)<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuno Guita, Jornal i Continua-se a considerar o Compliance como um custo \u201cinc\u00f3modo\u201d em vez de o considerar contributo importante para uma mudan\u00e7a cultural necess\u00e1ria ao desenvolvimento sustent\u00e1vel dos neg\u00f3cios<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-35854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35854"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35854\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35856,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35854\/revisions\/35856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}