{"id":35838,"date":"2018-06-08T00:12:44","date_gmt":"2018-06-08T00:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35838"},"modified":"2018-06-08T00:12:44","modified_gmt":"2018-06-08T00:12:44","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35838","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da Integridade na vida das pessoas e das organiza\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/614920\/a-import-ncia-da-integridade-na-vida-das-pessoas-e-das-organizacoes?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ji124.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>Os elementos mais novos nas organiza\u00e7\u00f5es \u2013 e nas sociedades \u2013 parecem estar mais predispostos a aceitar com \u201cnormalidade\u201d as pr\u00e1ticas de fraude e corrup\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"content\">\n<article>\n<section id=\"corpo\">\n<article>O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ey.com\/Publication\/vwLUAssets\/EY_Global_Fraud_Survey_2018_report\/$FILE\/EY%20GLOBAL%20FIDS%20FRAUD%20SURVEY%202018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u><strong>estudo<\/strong><\/u><\/a>\u00a0\u201cIntegrity in the spotlight\u201d recentemente publicado pela Ernst &amp; Young acerca da Integridade na vida das pessoas e das organiza\u00e7\u00f5es revela dados muito interessantes e pertinentes sobre o modo como a fraude e a corrup\u00e7\u00e3o s\u00e3o percebidas e assumidas pelas pessoas no contexto da a\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Alguns resultados deste estudo, que resultou de um question\u00e1rio realizado a mais de 2500 executivos das maiores companhias de 55 pa\u00edses de todo o mundo, incluindo Portugal, s\u00e3o merecedores de uma reflex\u00e3o atenta e cuidada.<\/p>\n<p>Um primeiro resultado a destacar, associado \u00e0s expectativas sobre a a\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, prende-se com o facto de praticamente todos os respondentes (97%) assumirem a necessidade de essa a\u00e7\u00e3o se fazer segundo crit\u00e9rios de Integridade. Deste ponto de vista das expectativas da a\u00e7\u00e3o, cremos que os resultados n\u00e3o poderiam ser melhores, na medida em que as pessoas assumem que a Integridade \u00e9 um elemento central no contexto em que as organiza\u00e7\u00f5es desenvolvem a sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando se olha para os resultados associados \u00e0 a\u00e7\u00e3o concreta que \u00e9 assumidamente realizada pelas mesmas organiza\u00e7\u00f5es, verificamos que o sentido das respostas revela uma realidade algo afastada daquela expectativa.<\/p>\n<p>De facto, 11% dos inquiridos assumem que as suas companhias foram objeto de fraude nos \u00faltimos 2 anos. Por outro lado, um r\u00e1cio semelhante de respondentes (11%) assume ser comum a ocorr\u00eancia de pr\u00e1ticas de suborno no \u00e2mbito de contratos realizados no setor onde as suas organiza\u00e7\u00f5es operam. E, o que parece ser um sinal pior, 13% dos inquiridos justificam mesmo a exist\u00eancia de subornos como modo de concretizar os neg\u00f3cios e manter a sobreviv\u00eancia econ\u00f3mica das suas organiza\u00e7\u00f5es. Estes resultados n\u00e3o nos dizem se as pessoas concordam com estas op\u00e7\u00f5es, mas revelam pelo menos que a sua exist\u00eancia \u00e9 assumida como uma esp\u00e9cie de \u201cregra do jogo\u201d.<\/p>\n<p>Um \u00faltimo dado revelado pelo estudo, relativamente \u00e0s a\u00e7\u00f5es realizadas pelas organiza\u00e7\u00f5es, mostra que para 38% dos entrevistados os neg\u00f3cios realizados nos seus pa\u00edses incluem pr\u00e1ticas de suborno.<\/p>\n<p>Mas o resultado que em nosso entender se afigura mais curioso \u2013 e porventura mais preocupante \u2013 deste estudo \u00e9 o que se prende com a aceita\u00e7\u00e3o, como uma esp\u00e9cie de normalidade, das situa\u00e7\u00f5es de suborno associadas \u00e0 a\u00e7\u00e3o das entidades. E os sinais de preocupa\u00e7\u00e3o derivam do facto de este (alegado) sentimento de normalidade relativamente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de suborno apresentar uma express\u00e3o maior entre os respondentes mais novos. Os resultados concretos revelam que 1 em cada 8 respondentes com 35 ou mais anos de idade considera justific\u00e1vel ou aceit\u00e1vel a exist\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es de suborno. Mas quando olhamos para as respostas dos indiv\u00edduos com idade inferir a 35 anos, os resultados mostram que o r\u00e1cio de aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1 em cada 5 dos respondentes. Por outras palavras, estes resultados suscitam a hip\u00f3tese de os elementos mais novos nas organiza\u00e7\u00f5es \u2013 e nas sociedades \u2013 estarem mais predispostos a aceitar com \u201cnormalidade\u201d as pr\u00e1ticas de fraude e corrup\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A ser razo\u00e1vel esta hip\u00f3tese, ela significar\u00e1 desde logo, que alguma coisa esteja a alterar-se no processo de educa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. A educa\u00e7\u00e3o em torno dos valores da \u00c9tica, da Cidadania e da Integridade carece de ajustes e de refor\u00e7o, quer em termos do papel e da fun\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia enquanto elemento central na transmiss\u00e3o dos valores culturais e sociais, quer em termos da a\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es do sistema formal de ensino, designadamente da escola e da universidade. Ou, hip\u00f3tese alternativa \u2013 que os mais renitentes, entre os quais me incluo, n\u00e3o conseguem ou se recusam a ver \u2013, a realidade est\u00e1 mesmo em muta\u00e7\u00e3o profunda e o quadro dos ditos valores coletivos est\u00e1 a dar lugar a um quadro de valores mais individuais e egoc\u00eantricos.<\/p>\n<p>Enfim o futuro, que depende das nossa vontade e interesse coletivo, mostrar\u00e1 que caminho seremos capazes de trilhar.<\/p>\n<p>\u00c9 pena que este estudo n\u00e3o mostre os resultados por pa\u00edses, para verificarmos, por um lado, se estas tend\u00eancias s\u00e3o uniformes, e, por outro lado, que resultados se registaram relativamente a Portugal.<\/p>\n<p>Uma leitura final que estes resultados nos suscitam \u00e9 a de que as boas a\u00e7\u00f5es \u2013 sejam elas quais forem \u2013 devem realizar-se simplesmente porque sejam sentidas e postas em pr\u00e1tica enquanto tal, e n\u00e3o apenas porque decorrem de um qualquer processo impositivo.<\/p>\n<p>\u00c9 que a \u00c9tica, a Cidadania e a Integridade resultam melhor se decorrerem de processos de ades\u00e3o natural dos sujeitos.<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/section>\n<div id=\"disqus_thread\" class=\"\"><\/div>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i Os elementos mais novos nas organiza\u00e7\u00f5es \u2013 e nas sociedades \u2013 parecem estar mais predispostos a aceitar com \u201cnormalidade\u201d as pr\u00e1ticas de fraude e corrup\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-35838","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35839,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35838\/revisions\/35839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}