{"id":35792,"date":"2018-06-02T14:55:31","date_gmt":"2018-06-02T14:55:31","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35792"},"modified":"2018-06-02T14:55:31","modified_gmt":"2018-06-02T14:55:31","slug":"isolados-somos-menos-capazes-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35792","title":{"rendered":"Crescimento sem melhorias de produtividade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/crescimento-sem-melhorias-de-produtividade-9401736.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Cronica-JN-17-OBEGEF.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvir pol\u00edticos e \u201cespecialistas\u201d defender o <em>desempenho<\/em> \u201cnot\u00e1vel\u201d da <em>economia portuguesa. Mas ser\u00e1 assim t\u00e3o \u201cnot\u00e1vel\u201d? H\u00e1 imensas raz\u00f5es para duvidar e, nesta cr\u00f3nica, saliento apenas duas: a aus\u00eancia de converg\u00eancia e de melhorias de produtividade.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de converg\u00eancia assenta na premissa de que o Produto Interno Bruto per capita (PIBpc) das economias pobres cresce a taxas superiores. Estes pa\u00edses t\u00eam potencial para crescer a um ritmo mais r\u00e1pido porque os retornos decrescentes n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o fortes, dado que podem replicar m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o, tecnologias e institui\u00e7\u00f5es de pa\u00edses ricos. Em condi\u00e7\u00f5es normais, espera-se, pois, converg\u00eancia das economias em termos de PIBpc.<\/p>\n<p>No contexto da Uni\u00e3o Europeia (UE) a economia portuguesa \u00e9 claramente pobre, pelo que, de acordo com a literatura econ\u00f3mica, seria de esperar que crescesse mais. Mas, infelizmente, tal n\u00e3o acontece! Nos tr\u00eas \u00faltimos anos, 2015, 2016 e 2017, Portugal cresceu, respectivamente, 1,82%, 1,62% e 2,64% enquanto a UE cresceu 2,2%, 2,0% e 2,4%; ou seja, a taxa de crescimento m\u00e9dia anual foi de 2,03% em Portugal e de 2,20% na UE. Daqueles tr\u00eas anos, 2017 foi o de melhor desempenho. Ainda assim o crescimento portugu\u00eas foi apenas o 18\u00ba mais alto e, portanto, o 11\u00ba mais baixo.<\/p>\n<p>Governando para sondagens, os pol\u00edticos s\u00e3o respons\u00e1veis pelas \u201cincapacidades\u201d que impedem a converg\u00eancia. Pelas \u201cincapacidades\u201d para absorver novas tecnologias, atrair capitais, promover o investimento, e participar em mercados globais. Dos pol\u00edticos seria de esperar que: alterassem o quadro institucional, favorecendo o funcionamento dos mercados; desburocratizassem; incentivassem o ajustamento das qualifica\u00e7\u00e3o dos recursos humanos \u00e0s necessidades; promovessem o empreendedorismo; melhorassem o sistema judicial e, assim, ajudassem no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, \u00e0 fraude fiscal e ao crime econ\u00f3mico-financeiro; contribu\u00edssem para reduzir a depend\u00eancia energ\u00e9tica do exterior; n\u00e3o endividassem o pa\u00eds; combatessem a economia paralela, que j\u00e1 corresponde a um quarto da economia, desvirtua a concorr\u00eancia e a confian\u00e7a, e diminui os recursos dispon\u00edveis para investimento e redistribui\u00e7\u00e3o, apesar do aumento da carga fiscal; patrocinassem a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 UE, agravada pela maior penetra\u00e7\u00e3o na Europa de pa\u00edses <em>low-cost<\/em> (China, por exemplo).<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo assim compreende-se a inesperada diverg\u00eancia da economia portuguesa com a m\u00e9dia da UE e a manuten\u00e7\u00e3o da baixa produtividade. Em 2017, recorde-se, a economia cresceu 2,64%, mas o emprego cresceu 3,23%, pelo que a economia continua a crescer em sectores de produtividade mais baixa, mantendo-se o padr\u00e3o de especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Oxal\u00e1 que a sorte nos continue a proteger e que o abrandamento externo n\u00e3o se confirme, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo n\u00e3o continue a subir, e as crises pol\u00edticas em Espanha e It\u00e1lia n\u00e3o afetem as taxas de juro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00d3scar Afonso \u2013 Presidente do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias &nbsp; \u00c9 comum ouvir pol\u00edticos e \u201cespecialistas\u201d defender o desempenho \u201cnot\u00e1vel\u201d da economia portuguesa. Mas ser\u00e1 assim t\u00e3o \u201cnot\u00e1vel\u201d? 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