{"id":35782,"date":"2018-06-01T00:06:53","date_gmt":"2018-06-01T00:06:53","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35782"},"modified":"2018-06-01T09:05:52","modified_gmt":"2018-06-01T09:05:52","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2-3-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35782","title":{"rendered":"Vencedores e vencidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/20180529_2157_vencedores-e-vencidos?ref=Opini%C3%A3o_grupo1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No mesmo per\u00edodo, a Irlanda, nosso parceiro de crise, passou dos 147% da m\u00e9dia europeia para os 183%. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o perdeu posi\u00e7\u00f5es como as ganhou. Que a crise n\u00e3o seja desculpa para as m\u00e1s pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><!--more--><\/p>\n<article>\n<article>\n<section id=\"content\">\n<article>\n<section id=\"corpo\">A economia moderna \u00e9 uma verdadeira guerra entre os v\u00e1rios Estados \u2013 veja-se a disputa entre os Estados Unidos e a Europa\/Alemanha sobre o Ir\u00e3o, ou a recente posi\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia sobre as san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia.\u00c9 que os EUA lan\u00e7am sistematicamente campanhas de fortes san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas sobre pa\u00edses com os quais n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas no duplo sentido de as vir a ter no futuro e de eliminar os concorrentes que j\u00e1 se encontram instalados nesses pa\u00edses. Parecendo um diferendo com o Ir\u00e3o ou com a R\u00fassia \u00e9, na verdade, um ataque econ\u00f3mico a terceiros, nestes casos a alguns pa\u00edses europeus como a Alemanha, Fran\u00e7a ou It\u00e1lia.<\/p>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p>Esta atitude americana percebe-se se tivermos em conta o decl\u00ednio da sua economia, a afirma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do espa\u00e7o euro dominado pela Alemanha e a ascens\u00e3o chinesa. Recorde-se de que nos \u00faltimos 10 anos o PIB per capita dos EUA passou de 160% da m\u00e9dia europeia para os 145%\u00a0\u2013 uma perda muito acentuada num espa\u00e7o temporal relativamente curto.<\/p>\n<p>Na guerra econ\u00f3mica, os vencedores s\u00e3o os pa\u00edses que preservam a sua independ\u00eancia estrat\u00e9gica e que conseguem um crescimento que os solidifique nas posi\u00e7\u00f5es cimeiras.<\/p>\n<p>Portugal, por seu lado, tem vindo a perder peso econ\u00f3mico e a atrasar-se. De acordo com o Eurostat, em 2005 o PIB per capita portugu\u00eas situava-se em 82% da m\u00e9dia europeia e os mais recentes dados publicados em Abril deste ano e referentes a 2016 situavam o nosso pa\u00eds para o mesmo indicador nos 77%, isto \u00e9, uma forte queda e uma maior dist\u00e2ncia para a m\u00e9dia europeia e uma ainda maior para os pa\u00edses mais desenvolvidos.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a Irlanda, nosso parceiro de crise, passou dos 147% da m\u00e9dia europeia para os 183%. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o perdeu posi\u00e7\u00f5es como as ganhou. Que a crise n\u00e3o seja desculpa para as m\u00e1s pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Portugal atrasa-se sob o olhar complacente das nossas elites para quem tudo est\u00e1 sempre bem. Evitando a cr\u00edtica, escondendo a realidade n\u00e3o permitem a discuss\u00e3o s\u00e9ria de alternativas que nos possam tirar deste decl\u00ednio permanente que enfrentamos desde a entrada de Portugal no Euro.<\/p>\n<p>Veja-se o caso do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional que se encontra substancialmente abaixo do valor que foi fixado pela primeira vez logo a seguir ao 25 de Abril de 1974. Para ser equivalente situar-se-ia sensivelmente nos 1.000 euros.<\/p>\n<p>Esta estagna\u00e7\u00e3o salarial, o empobrecimento geral, a crescente precariza\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o populacional, a emigra\u00e7\u00e3o jovem, o aumento fict\u00edcio das habilita\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas (com cursos feitos por equival\u00eancias como se t\u00eam visto), tudo nos levaria a questionar se o caminho seguido tem sido o melhor e a imaginar caminhos alternativos que permitam ao nosso pa\u00eds afirmar-se na Europa e no mundo.<\/p>\n<p>Mas ao inv\u00e9s avan\u00e7amos cegamente \"cantando e rindo\" cada vez mais integrados no lote dos vencidos.<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/article>\n<div id=\"meioartigos\">\n<div id=\"sas_41137\" data-sas-siteid=\"101054\" data-sas-pageid=\"652403\" data-sas-formatid=\"41137\" data-pub=\"processed\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div id=\"disqus_thread\" class=\"\"><\/div>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Neg\u00f3cios No mesmo per\u00edodo, a Irlanda, nosso parceiro de crise, passou dos 147% da m\u00e9dia europeia para os 183%. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o perdeu posi\u00e7\u00f5es como as ganhou. 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