{"id":35642,"date":"2018-05-03T23:33:00","date_gmt":"2018-05-03T23:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35642"},"modified":"2018-05-07T21:25:28","modified_gmt":"2018-05-07T21:25:28","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3-2-2-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35642","title":{"rendered":"Fundadores e compradores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca Almeida, Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/fundadores-e-compradores?ref=Opini%C3%A3o_grupo1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/JN.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><br \/>\n<!--more--><span style=\"font-size: 16px;\">Todas as grandes empresas t\u00eam uma gera\u00e7\u00e3o fundadora, aquela que lan\u00e7ou o projeto, criou do nada um empreendimento, mobilizou vontades, canalizou vontades e construiu uma obra duradoira.<\/span><\/p>\n<article>\n<article>\n<section>Este trabalho coletivo fecundo plasma-se com o tempo numa cultura forte de tra\u00e7os bem definidos que saudavelmente passa para as vagas posteriores de gestores e colaboradores, sendo muitas vezes referida como o tra\u00e7o identificativo da empresa o seu ADN.O problema surge quando as empresas n\u00e3o sabem ou n\u00e3o conseguem preservar essa heran\u00e7a e se entregam a exerc\u00edcios de mudan\u00e7as culturais sem sentido ou l\u00f3gica. Muitas de multinacionais din\u00e2micas, com interesses nas v\u00e1rias partidas do mundo, transformam-se em meras sucursais de grupos estrangeiros, engolidas por corpora\u00e7\u00f5es maiores.<span style=\"font-size: 16px;\">Perdido o rumo estrat\u00e9gico, e o querer aut\u00f3nomo, a empresa procura abrigar-se no manto de acionistas poderosos que lhe transmitam a sua orienta\u00e7\u00e3o e a sua vontade. De polo de decis\u00e3o transforma-se em polo de execu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Vem isto a prop\u00f3sito da sa\u00edda na pr\u00f3xima Assembleia Geral dos \u00faltimos representantes da gera\u00e7\u00e3o fundadora do BCP da administra\u00e7\u00e3o deste banco e a formaliza\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio do conglomerado chin\u00eas Fosun, com sede em Shangai e com interesses nas \u00e1reas da sa\u00fade, do entretenimento e da finan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">A Fosun foi fundada pelo vision\u00e1rio Guo Guangchang, hoje um dos homens mais ricos do mundo, listado entre os 500 mais abastados do planeta, apesar da sua proximidade com o poder pol\u00edtico de cariz socialista da Rep\u00fablica Popular da China. Nascido em 1967, tem 50 anos, mas ocupa apenas o lugar de chairman deixando o cargo de CEO para Wang Qunbin outro dos fundadores da Fosun.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Estamos ent\u00e3o perante uma empresa que ainda se encontra na fase em que os fundadores prosseguem a sua obra, procurando os mais experientes abrir caminho aos mais novos, por forma a manter os valores e as pr\u00e1ticas que geraram o sucesso. A relativa juventude de Guo Guangchang assegura que essa transi\u00e7\u00e3o se far\u00e1 com suavidade e sem sobressaltos. S\u00e3o boas m\u00e3os para dirigir o antigo grupo financeiro portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Os trajetos diferenciados das duas empresas explicam, em grande medida, porque \u00e9 que uma n\u00e3o sobreviveu \u00e0 gera\u00e7\u00e3o fundadora e a outra prossegue a sua expans\u00e3o internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Admir\u00e1veis as empresas que persistem no tempo. N\u00e3o resisto a citar \u00c9ric Vuilard na sua obra \"A Ordem do Dia\", vencedora do Pr\u00e9mio Goncourt de 2017, sobre uma empresa que soube resistir a muitas tormentas \"a companhia Opel \u00e9 j\u00e1 uma velha senhora. Hoje, n\u00e3o passa de um imp\u00e9rio incorporado noutro imp\u00e9rio e tem uma rela\u00e7\u00e3o apenas muito long\u00ednqua com as m\u00e1quinas de coser do velho Adam. E, se a companhia Opel \u00e9 uma anci\u00e3 muito rica, ela \u00e9, contudo, t\u00e3o velha que quase j\u00e1 n\u00e3o reparam nela, tornou-se parte da paisagem. \u00c9 que agora a companhia Opel \u00e9 mais velha do que numeroso Estados, mais velha que o L\u00edbano, mais velha que a pr\u00f3pria Alemanha, mais velha do que a maioria dos Estados africanos, mais velha do que o Bot\u00e3o, onde, no entanto, os deuses se eclipsaram nas nuvens\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Estas tr\u00eas diferentes hist\u00f3rias constituem, ali\u00e1s, excelentes case-studies para outras empresas portuguesas em que a gera\u00e7\u00e3o fundadora se confronte com a inevit\u00e1vel sucess\u00e3o. Para que possamos tamb\u00e9m ter empresas, p\u00fablicas ou privadas, que atravessem gera\u00e7\u00f5es e n\u00e3o colapsem \u00e0 mais pequena crise.<\/span><\/p>\n<\/section>\n<section>\n<div class=\"showLerMais\">\n<p><em>Economista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca Almeida, Neg\u00f3cios<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-35642","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35642"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35642\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35662,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35642\/revisions\/35662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}