{"id":35510,"date":"2018-04-19T22:22:26","date_gmt":"2018-04-19T22:22:26","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35510"},"modified":"2018-04-19T22:22:26","modified_gmt":"2018-04-19T22:22:26","slug":"a-anormalidade-da-fraude-3-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35510","title":{"rendered":"Um mercado perigosamente desregulado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jorge Fonseca de Almeida, Neg\u00f3cios<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/colunistas\/jorge-fonseca-de-almeida\/detalhe\/um-mercado-perigosamente-desregulado?ref=HP_DestaquesMenu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.gestaodefraude.eu\/wordpress\/?p=5878\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>Sem planeamento, sem previs\u00e3o, sem precau\u00e7\u00e3o, o ajustamento \u00e9 sempre desnecessariamente ca\u00f3tico, doloroso, an\u00e1rquico e de custos sociais e financeiros mais elevados. Porque insistimos em erros b\u00e1sicos?<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<article>Num pa\u00eds em que o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional que abrange uma franja de cerca de 20% dos trabalhadores se encontra fixado nos 580\u20ac, num pa\u00eds em que mais de 80% das pens\u00f5es s\u00e3o inferiores ao sal\u00e1rio m\u00ednimo, num pa\u00eds\u00a0onde o rendimento m\u00e9dio se fixa abaixo dos 1.000\u20ac, as rendas em Lisboa para casas de pequena dimens\u00e3o (50 a 60 m2) ascendem a valores superiores a 1.100\u20ac.<\/p>\n<p>A subida das rendas na capital por seu lado levou a uma alta nos concelhos vizinhos. Assim, e sempre para apartamentos das mesmas dimens\u00f5es reduzidas, vemos que as rendas s\u00e3o de 900\u20ac em Cascais, 850\u20ac em Oeiras, 730\u20ac em Loures, 700\u20ac na Amadora, 650\u20ac em Odivelas e Sintra. Valores sempre acima do sal\u00e1rio m\u00ednimo e das pens\u00f5es.<\/p>\n<div>Esta subida das rendas poderia levar quem n\u00e3o as pode suportar a optar pela compra. Infelizmente, os reformados pela sua idade n\u00e3o t\u00eam essa alternativa e os titulares de rendimentos reduzidos tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E, para complicar mas logicamente, o pre\u00e7o de venda de apartamentos tamb\u00e9m est\u00e1 em forte alta, atingindo valores de 2.100\u20ac por m2 em Lisboa, 1.500\u20ac\/m2 na Amadora e 1.140\/m2 em Sintra.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o \u00e9 preciso ser grande adivinho para antecipar, se nada for feito, uma crise imobili\u00e1ria de grande escala capaz de p\u00f4r em perigo a recupera\u00e7\u00e3o do sistema financeiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nestas condi\u00e7\u00f5es, a entrada em vigor da Lei Cristas significa um forte incentivo ao despejo de antigos moradores, que recebendo magras indemniza\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem a compra ou o arrendamento duradoiro noutras paragens<\/div>\n<div>\nAcresce uma explos\u00e3o desregulada do neg\u00f3cio do arrendamento local que est\u00e1 a descaracterizar zonas inteiras da cidade, matando a prazo o pr\u00f3prio neg\u00f3cio tur\u00edstico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Lisboa despovoa-se de portugueses e densifica-se de turistas e reformados estrangeiros, os concelhos lim\u00edtrofes num primeiro momento recebem os desalojados para de seguida experimentarem uma crise habitacional quando se esgotar o dinheiro das indemniza\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a suportar parcialmente o aumento das rendas.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Os idosos despejados enchem lares privados geridos por IPSS fortemente subsidiadas pelo Estado, pagando muito mais do que hoje suporta com as pens\u00f5es dessas pessoas.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">O desenraizamento e a falta de qualidade destes equipamentos podem vir a ser respons\u00e1veis por muitas mortes prematuras.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Os mais jovens atirados para periferias cada vez mais long\u00ednquas colocam press\u00e3o sobre os sistemas rodovi\u00e1rios, de transportes e ambientais.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Eis o resultado da desregula\u00e7\u00e3o n\u00e3o planeada da Lei das Rendas e do mercado imobili\u00e1rio: mortes prematuras, sofrimento dos mais desfavorecidos, press\u00e3o sobre as infraestruturas e o ambiente, despovoamento de portugueses da sua capital e sua entrega aos estrangeiros, residentes e turistas.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">O que fazer? No imediato, revogar ou suspender a Lei das Rendas, estancando os despejos de idosos e moradores pobres, modificar a Lei da Renda Apoiada, alargando os valores e os abrangidos para que nem senhorios nem moradores sejam lesados, moderar e regular a atividade do arrendamento local de fins tur\u00edsticos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Num segundo momento, \u00e9 preciso um forte plano de constru\u00e7\u00e3o, p\u00fablica e privada, de habita\u00e7\u00e3o na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa que permita responder \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os para o turismo, ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, \u00e0 reposi\u00e7\u00e3o de casas degradadas, ao uso menos intensivo dos transportes individuais e ao desej\u00e1vel aumento da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Sem planeamento, sem previs\u00e3o, sem precau\u00e7\u00e3o, o ajustamento \u00e9 sempre desnecessariamente ca\u00f3tico, doloroso, an\u00e1rquico e de custos sociais e financeiros mais elevados. Porque insistimos em erros b\u00e1sicos?<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em style=\"font-size: 16px;\">Economista<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 16px;\">Este artigo est\u00e1 em conformidade com o novo Acordo Ortogr\u00e1fico<\/span><\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Fonseca de Almeida, Neg\u00f3cios Sem planeamento, sem previs\u00e3o, sem precau\u00e7\u00e3o, o ajustamento \u00e9 sempre desnecessariamente ca\u00f3tico, doloroso, an\u00e1rquico e de custos sociais e financeiros mais elevados. 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