{"id":35169,"date":"2018-02-03T19:42:54","date_gmt":"2018-02-03T19:42:54","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35169"},"modified":"2018-02-03T19:42:54","modified_gmt":"2018-02-03T19:42:54","slug":"isolados-somos-menos-capazes-2-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35169","title":{"rendered":"Vestu\u00e1rio e cal\u00e7ado: nova crise eminente?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/vestuario-e-calcado-nova-crise-iminente-9094411.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Cronica-JN-13-OBEGEF.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde h\u00e1 alguns meses, em particular no p\u00f3s-ver\u00e3o, muitas empresas dos sectores industriais intensivos em trabalho do vestu\u00e1rio e do cal\u00e7ado, localizadas maioritariamente nos concelhos de Felgueiras, S. Jo\u00e3o da Madeira, Santo Tirso, Trofa e Vizela, enfrentam uma quebra muito acentuada de encomendas \u2013 sabe-se informalmente da deslocaliza\u00e7\u00e3o para pa\u00edses de m\u00e3o-de-obra barata do leste europeu e norte de \u00c1frica.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Muitas das respectivas empresas j\u00e1 atribu\u00edram as f\u00e9rias do ano aos seus trabalhadores. H\u00e1 mesmo trabalhadores que j\u00e1 \u201cdevem\u201d horas \u00e0s empresas (horas em casa sem produzir, mas pagas). Com este \u201cclima\u201d instalado, os preju\u00edzos e as dificuldades v\u00e3o-se avolumando. A reflectir este cen\u00e1rio est\u00e1 o recurso, por parte de algumas empresas, ao <em>Programa<\/em> Especial de Revitaliza\u00e7\u00e3o (<em>PER<\/em>), vocacionado para as empresas recuper\u00e1veis, mas em situa\u00e7\u00e3o <em>econ\u00f3mica <\/em>dif\u00edcil; isto \u00e9, em insolv\u00eancia iminente.<\/p>\n<p>Apesar deste programa, se nos pr\u00f3ximos meses persistir a situa\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de encomendas, iremos certamente assistir a uma mar\u00e9 de fal\u00eancias e de desemprego nos concelhos referidos. Trata-se de sectores com empresas fortemente integradas em redes, que produzem em Portugal em subcontrata\u00e7\u00e3o por marcas internacionais \u2013 a Inditex \u00e9 o exemplo de refer\u00eancia, mas parece n\u00e3o ser o \u00fanico.<\/p>\n<p>Salientam-se ainda dois aspetos que poder\u00e3o ser paradoxais face a esta realidade. Por um lado, o longo sil\u00eancio das respectivas associa\u00e7\u00f5es empresariais. Ser\u00e1 caso para questionar se se inibem de trazer not\u00edcias indesejadas por dependerem quase integralmente de fundos estatais e, portanto, do poder pol\u00edtico para a sua exist\u00eancia. Por outro lado, as exporta\u00e7\u00f5es podem continuar a crescer apesar desta situa\u00e7\u00e3o. Observando os valores de Janeiro a Novembro de 2017 do Instituto Nacional de Estat\u00edstica regista-se que a taxa de varia\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga nominal foi de 3,3% no vestu\u00e1rio e de 3,5% no cal\u00e7ado. No entanto, e aqui \u00e9 que est\u00e1 o problema, esse aumento das exporta\u00e7\u00f5es est\u00e1 sustentado por importa\u00e7\u00f5es, sendo a transforma\u00e7\u00e3o local apenas marginal \u2013 acabamentos e embalagem! Efectivamente, naquele per\u00edodo, a taxa de varia\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es foi bem mais significativa, registando 5,5% no vestu\u00e1rio e 6,0% no cal\u00e7ado.<\/p>\n<p>Apesar da frac\u00e7\u00e3o de empresas que evolu\u00edram substancialmente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em ambos os sectores, com melhoria nas suas compet\u00eancias e nos modelos de neg\u00f3cio, subsiste ainda um elevado n\u00famero de empresas cuja competitividade depende do pre\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00d3scar Afonso \u2013 Presidente do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias &nbsp; Desde h\u00e1 alguns meses, em particular no p\u00f3s-ver\u00e3o, muitas empresas dos sectores industriais intensivos em trabalho do vestu\u00e1rio e do cal\u00e7ado, localizadas maioritariamente nos concelhos de Felgueiras, S. 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