{"id":35005,"date":"2018-01-06T23:45:54","date_gmt":"2018-01-06T23:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35005"},"modified":"2018-01-06T23:45:54","modified_gmt":"2018-01-06T23:45:54","slug":"isolados-somos-menos-capazes-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=35005","title":{"rendered":"Mudar o paradigma na abordagem da corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>Manuel Carlos Nogueira, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/mudar-o-paradigma-na-abordagem-da-corrupcao-9027898.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Cronica-JN-12-OBEGEF.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 amplamente reconhecido que a corrup\u00e7\u00e3o afeta negativamente a maioria dos indicadores macroecon\u00f3micos de um pa\u00eds a longo prazo, nomeadamente ao n\u00edvel do crescimento econ\u00f3mico e de taxa de investimento, quer nacional, quer estrangeira. At\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de oitenta do s\u00e9culo passado, a corrup\u00e7\u00e3o era apenas considerada como o uso de bens, servi\u00e7os e de informa\u00e7\u00f5es privilegiadas do setor p\u00fablico para ganhos privados.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Contudo, de acordo com desenvolvimentos mais recentes \u00e9 insuficiente definir a corrup\u00e7\u00e3o apenas como um abuso de cargo p\u00fablico para obter proveitos indevidos. O escopo da corrup\u00e7\u00e3o hoje em dia \u00e9 mais abrangente. Consiste na transfer\u00eancia de benef\u00edcios entre v\u00e1rias partes e no retorno oferecido. Suborno, desfalque, desonestidade, m\u00e1 conduta e favoritismo, entre outros s\u00e3o consideradas pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 vista como uma doen\u00e7a econ\u00f3mica, porque provoca um desperd\u00edcio de recursos. Prejudica a salutar competi\u00e7\u00e3o entre pessoas e organiza\u00e7\u00f5es e contribui para a desestrutura\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f3mica. Em situa\u00e7\u00f5es extremas pode at\u00e9 elevar a taxa de infla\u00e7\u00e3o. Pobreza, baixos sal\u00e1rios, limita\u00e7\u00f5es comerciais e aumento da economia informal, s\u00e3o outras das consequ\u00eancias da corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em termos mundiais, muitas organiza\u00e7\u00f5es dedicam-se a medir a corrup\u00e7\u00e3o nos diversos pa\u00edses. Mas algo continua a falhar, pois o tema geralmente s\u00f3 \u00e9 abordado pelas suas consequ\u00eancias e n\u00e3o pelas suas causas. A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um sintoma de que algo est\u00e1 errado. Precisamos de uma vez por todas mudar o paradigma na abordagem deste tema.<\/p>\n<p>Se nos concentrarmos na intensifica\u00e7\u00e3o das penalidades para os prevaricadores e na investiga\u00e7\u00e3o exaustiva da corrup\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o desaparecer, pelo menos ser\u00e1 mitigada. Todos os esfor\u00e7os bem-sucedidos neste sentido far\u00e3o reduzir este flagelo.<\/p>\n<p>A primeira mudan\u00e7a a promover \u00e9 fundamental. As regras devem deixar de ser vistas como resultado de processos menos claros e que se destinam a beneficiar um grupo em particular. Encorajar a transpar\u00eancia, promover e premiar a integridade, diminuir o tempo das acusa\u00e7\u00f5es e dos julgamentos, apostar na forma\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o bem como continuar a reduzir burocracias, ser\u00e3o outros procedimentos eficazes que devem ser implementados.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s tem a responsabilidade de fazer com que a corrup\u00e7\u00e3o se reduza para deixarmos um futuro melhor \u00e0s pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Vale a pena pensarmos nisto.<\/p>\n<p>Manuel Carlos Nogueira \u2013 Associado do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Carlos Nogueira, Jornal de Not\u00edcias &nbsp; \u00c9 amplamente reconhecido que a corrup\u00e7\u00e3o afeta negativamente a maioria dos indicadores macroecon\u00f3micos de um pa\u00eds a longo prazo, nomeadamente ao n\u00edvel do crescimento econ\u00f3mico e de taxa de investimento, quer nacional, quer estrangeira. 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