{"id":34095,"date":"2017-11-04T23:19:46","date_gmt":"2017-11-04T23:19:46","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=34095"},"modified":"2017-11-04T23:19:46","modified_gmt":"2017-11-04T23:19:46","slug":"isolados-somos-menos-capazes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=34095","title":{"rendered":"Isolados somos menos capazes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>Carlos Pimenta, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/isolados-somos-menos-capazes-8893649.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Cronica-JN-10-OBEGEF.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Foram publicados v\u00e1rios livros sobre os intervenientes em fraudes, o que demonstra dois aspectos recentes no nosso pa\u00eds, s\u00f3 poss\u00edvel em democracia: (1) Os \u00abricos e poderosos\u00bb deixaram de estar exclu\u00eddos das investiga\u00e7\u00f5es criminais; (2) A \u00absociedade civil\u00bb vai percepcionando como as fraudes dos outros atingem perniciosamente as suas vidas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 nessa linha editorial que se situa <em>Apanhados<\/em>, de Ant\u00f3nio Vilela, publicado este ano. Este livro permite-nos compreender como funcionam muitas das elites econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas do nosso pa\u00eds na pr\u00e1tica da fraude fiscal, branqueamento de capitais e outros crimes e, tamb\u00e9m como o Minist\u00e9rio P\u00fablico, as pol\u00edcias, a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria e os Tribunais operam. \u00c9 um trabalho minucioso de consulta dos processos de investiga\u00e7\u00e3o e de contextualiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Da leitura apercebemo-nos da tenacidade de quantos se colocam para al\u00e9m dos conflitos de interesse e das press\u00f5es sociais para dignificarem o cumprimento da Lei. De uma Lei que coexiste com os caminhos legais para ampliar as ilegalidades, como \u00e9 o caso dos <em>offshores<\/em>, jurisdi\u00e7\u00f5es de sigilo e facilitadores da fraude fiscal e do encontro das elites com o crime organizado transnacional. Uma Lei fiscalizada por institui\u00e7\u00f5es com car\u00eancias humanas e financeiras brutais, exigindo a omnipresen\u00e7a de muito poucos em m\u00faltiplas actividades.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Os valores de fraude envolvidos confirmam os obscenos valores da economia n\u00e3o registada apresentados anualmente pelo OBEGEF (27% do PIB oficial em 2015) e revelam a imperiosidade de n\u00e3o desperdi\u00e7armos recursos com algumas pequenas fraudes, eventualmente constitutivas da economia informal de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Contudo o livro tamb\u00e9m revela a face menos adequada de muitas investiga\u00e7\u00f5es judiciais: mais do que criminalizar os defraudadores e espelhar para a sociedade quem s\u00e3o os infractores, visa-se garantir o pagamento de uma parte da d\u00edvida ao Estado, embora seja de admitir que outras se forjar\u00e3o futuramente. Se aderiu a um perd\u00e3o fiscal ou paga o solicitado poder\u00e1 eventualmente ter o processo arquivado.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Os processos arrastam-se anos, o acaso tamb\u00e9m potencia resultados, muitas pistas s\u00e3o abandonadas por escassez de recursos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Muitas investiga\u00e7\u00f5es poderiam ser mais c\u00e9leres e prof\u00edcuas se o Minist\u00e9rio P\u00fablico soubesse encontrar parceiros que possibilitassem o planeamento da investiga\u00e7\u00e3o criminal e o seu mais integral aproveitamento. O isolacionismo e a desconfian\u00e7a s\u00f3 beneficiam as elites criminosas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carlos Pimenta \u2013 Associado do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Jornal de Not\u00edcias &nbsp; 1. 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