{"id":32581,"date":"2017-09-14T16:27:13","date_gmt":"2017-09-14T16:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32581"},"modified":"2017-09-14T16:27:13","modified_gmt":"2017-09-14T16:27:13","slug":"esta-oficialmente-aberta-a-epoca-de-incendios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32581","title":{"rendered":"Est\u00e1 oficialmente aberta a \u00e9poca de inc\u00eandios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Paulo Vasconcelos<\/strong><\/span>, Vis\u00e3o online,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/silnciodafraude\/2017-09-14-Esta-oficialmente-aberta-a-epoca-de-incendios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/VisaoE452.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>Os tontos e os espertos s\u00e3o a outra parte do conflito. Haja ou n\u00e3o interesses econ\u00f3micos, seja ou n\u00e3o apenas estupidez ou malvadez humana, estes s\u00e3o os inimigos de Portugal.<br \/>\n...<\/div>\n<div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Tal como a \u00e9poca de saldos e rebaixas, a \u00e9poca dos inc\u00eandios est\u00e1 bem definida e dura metade de um ano. Em 2017 a \u00e9poca oficial de inc\u00eandios florestais come\u00e7ou a 15 de maio mas, j\u00e1 antes o n\u00famero de fogos ascendia aos seis mil, a que corresponderam cerca de 11 mil hectares de \u00e1rea ardida. S\u00e3o as promo\u00e7\u00f5es que antecipam os saldos.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 um servi\u00e7o dispon\u00edvel para aplica\u00e7\u00f5es m\u00f3veis, que exp\u00f5e e mostra, em tempo real, os inc\u00eandios ativos em Portugal. \u00c9 a consagra\u00e7\u00e3o do fogo!<\/p>\n<p>A \u00e9poca s\u00f3 termina a 15 de outubro mas, mesmo depois, dependendo de um per\u00edodo mais ou menos seco, n\u00e3o h\u00e1 nada que impe\u00e7a uns foguitos de ocorrerem por aqui e por ali.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca dos inc\u00eandios, num s\u00f3 dia, 12 de agosto de 2017, deflagraram 220 inc\u00eandios em Portugal. E \u2026 provavelmente muitos, felizmente, n\u00e3o foram bem-sucedidos. Parece ningu\u00e9m ter d\u00favidas, nem o governo, que s\u00e3o muitas as m\u00e3os criminosas que planeiam e executam estes atos de barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>A Prote\u00e7\u00e3o Civil revelou, em 16 de agosto, que os inc\u00eandios florestais tinham consumido mais de 140 mil hectares. Durante todo o m\u00eas de agosto Portugal esteve a arder. Bens que representam muitas vezes o esfor\u00e7o de uma vida, o abrigo do dia-a-dia, s\u00e3o roubados sem d\u00f3 nem piedade. Todos os anos h\u00e1 Bombeiros, Mulheres e Homens, que exp\u00f5em as suas vidas para combater este flagelo. Muitos, na sua nobre miss\u00e3o, ficam permanentemente marcados, quer f\u00edsica quer psicologicamente. Este ano ent\u00e3o foi terr\u00edvel, com a perda de dezenas de vidas humanas.<\/p>\n<p>E quem \u00e9 respons\u00e1vel? Quem responsabiliza?<\/p>\n<p>T\u00eam sido detidos homens e \u2026 mulheres, a igualdade de g\u00e9nero tamb\u00e9m se imp\u00f5e nestas andan\u00e7as. Julgados, constata-se que muitos ficam em liberdade condicional. Haver\u00e1 interesses econ\u00f3micos por tr\u00e1s destes inc\u00eandios provocados? Estudos realizados revelam o chamado perfil do incendi\u00e1rio: inculto, solteiro e com perturba\u00e7\u00f5es do foro psicol\u00f3gico! Muitos com hist\u00f3rias de alcoolismo. S\u00e3o no entanto capazes de concretizar, de forma deliberada, inc\u00eandios provocados por chama direta, atrav\u00e9s de f\u00f3sforo ou isqueiro. Tal atua\u00e7\u00e3o em geral deixa provas que permite a sua identifica\u00e7\u00e3o e muitos dos palermas detidos s\u00e3o reincidentes. O perfil \u00e9 tra\u00e7ado tendo por base os tolos que se deixam apanhar. H\u00e1 inc\u00eandios mais elaborados, estrategicamente localizados, temporizados e sequenciados. Estes s\u00e3o acionados por cr\u00e1pulas nojentos que n\u00e3o se deixam apanhar e n\u00e3o contribu\u00edram, portanto, para o perfil do incendi\u00e1rio. No ano passado, a distribui\u00e7\u00e3o das penas foi: pris\u00e3o preventiva 28%, obriga\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica 23%, pris\u00e3o domicili\u00e1ria 12%, termo de Identidade e Resid\u00eancia 12%, institucionalizados 6%. A justi\u00e7a faz alguma coisa \u2026<\/p>\n<p>As pol\u00edcias portuguesas detiveram na primeira metade deste ano seis vezes mais presum\u00edveis incendi\u00e1rios do que em per\u00edodo hom\u00f3logo de 2016. As pol\u00edcias v\u00e3o fazendo o seu trabalho \u2026<\/p>\n<p>As nossas For\u00e7as Armadas t\u00eam colaborado nas opera\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, patrulhamento e rescaldo dos fogos florestais cumprindo com a sua miss\u00e3o fundamental: a de garantir a defesa militar da Rep\u00fablica. Militares dos tr\u00eas ramos das For\u00e7as Armadas, coordenados pela Autoridade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o Civil, est\u00e3o a ajudar neste combate \u2026<\/p>\n<p>As florestas v\u00e3o passar a ser vigiadas durante a noite por avi\u00f5es da For\u00e7a A\u00e9rea equipados com sensores de calor, numa pol\u00edtica mais preventiva. Com uma proposta de altera\u00e7\u00e3o legislativa recente, todo o indiv\u00edduo declarado de incendi\u00e1rio pode vir a ficar em pris\u00e3o domicili\u00e1ria durante os meses de Ver\u00e3o. O Estado Portugu\u00eas tem contado com a ajuda externa, principalmente de Espanha, que colocou em Portugal militares para al\u00e9m de bombeiros e de membros de unidades de prote\u00e7\u00e3o civil. Tamb\u00e9m recebemos apoio a\u00e9reo de It\u00e1lia e Marrocos. As penas s\u00e3o pesadas: pena de pris\u00e3o de um a oito anos, com agravamento at\u00e9 12 anos em casos de perigo para a integridade f\u00edsica ou risco de vida, perda de patrim\u00f3nio de valor elevado, ou perante prova de obten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio econ\u00f3mico intencional. Existem Planos Regionais de Ordenamento Florestal, com v\u00e1rias revis\u00f5es, e uma Estrat\u00e9gia Nacional para as Florestas. Certamente a precisar de constante renova\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se pode dizer que o Estado n\u00e3o tem vindo a desenvolver medidas para tentar mitigar este flagelo \u2026<\/p>\n<p>Mas se o problema continua e em crescendo, que importa fazer?<\/p>\n<p>\u00d3bvio que \u00e9 na vigil\u00e2ncia que se pode e deve atacar a situa\u00e7\u00e3o. A floresta estar quase na sua totalidadde em m\u00e3os privadas n\u00e3o pode servir de escusa. A recupera\u00e7\u00e3o dos guardas florestais, a participa\u00e7\u00e3o dos corpos de bombeiros na defini\u00e7\u00e3o e planeamento de zonas de prote\u00e7\u00e3o para favorecer o combate a um poss\u00edvel inc\u00eandio t\u00eam vindo a ser discutidas. Tamb\u00e9m se questiona a op\u00e7\u00e3o por ter retirado das for\u00e7as armadas a capacidade de combate a inc\u00eandios, nomeadamente atrav\u00e9s de \u201ckits\u201d de combate a inc\u00eandios que podem equipar certas aeronaves. O custo \u00e9 caro, assim como o da manuten\u00e7\u00e3o de mais aeronaves, mas o pre\u00e7o a pagar para ter acesso a meios a\u00e9reos privados no combate aos inc\u00eandios n\u00e3o \u00e9 menor certamente!<\/p>\n<p>Mas sobretudo, e j\u00e1 que as For\u00e7as Armadas t\u00eam sido chamadas a este combate em segunda linha para apoio ao combate aos inc\u00eandios e sem meios adequados, dever-se-ia declarar um tipo de \u201cestado de guerra\u201d, na \u00e9poca de fogos, e colocar tropas em exerc\u00edcios militares nas florestas. As For\u00e7as Armadas cumpririam melhor a sua miss\u00e3o de defesa da Rep\u00fablica ao mesmo tempo que exercitariam as suas capacidades militares t\u00e3o necess\u00e1rias \u00e0 nossa seguran\u00e7a e defesa. Gaste-se dinheiro a prevenir reequipando as nossas For\u00e7as Armadas e certamente os custos a suportar ser\u00e3o muito inferiores ao pre\u00e7o a pagar a outros na contrata\u00e7\u00e3o de meios para combate aos inc\u00eandios. Tropas mais bem preparadas e meios que ser\u00e3o \u00fateis a outras a\u00e7\u00f5es, como vigil\u00e2ncia do territ\u00f3rio, controle das nossas \u00e1guas, transporte de doentes e feridos por meios a\u00e9reos, representam uma sinergia dos custos e s\u00e3o uma mais-valia para a valoriza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os tontos e os espertos s\u00e3o a outra parte do conflito. Haja ou n\u00e3o interesses econ\u00f3micos, seja ou n\u00e3o apenas estupidez ou malvadez humana, estes s\u00e3o os inimigos de Portugal. Explicite-se o combate, declare-se guerra a estes malfeitores.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Vasconcelos, Vis\u00e3o online, Os tontos e os espertos s\u00e3o a outra parte do conflito. 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