{"id":32237,"date":"2017-08-07T01:11:00","date_gmt":"2017-08-07T01:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32237"},"modified":"2017-08-07T01:11:00","modified_gmt":"2017-08-07T01:11:00","slug":"percecao-de-fraude-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32237","title":{"rendered":"Perce\u00e7\u00e3o de Fraude em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>Manuel Carlos Nogueira, P\u00fablico<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2017\/08\/05\/economia\/noticia\/percecao-de-fraude-em-portugal-1781208\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Cronica-Publico-28.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Num estudo recente levado a cabo atrav\u00e9s de um inqu\u00e9rito dirigido a 1210 indiv\u00edduos (que contou com a colabora\u00e7\u00e3o da GfK Portugal na recolha dos dados), que por si representam as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, o OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude, pretendeu obter junto dos portugueses a perce\u00e7\u00e3o que estes t\u00eam de um tema t\u00e3o importante para a sociedade como \u00e9 a fraude. Trata-se de um estudo pioneiro a n\u00edvel mundial, sendo que o objetivo num futuro pr\u00f3ximo \u00e9 construir um \u00cdndice de Perce\u00e7\u00e3o de fraude (IPF).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<\/div>\n<p>Apesar da fraude ser um fen\u00f3meno de dif\u00edcil mensura\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante ser estudada fundamentalmente por dois motivos. Em primeiro lugar, ao se procurar mensurar (nem que seja atrav\u00e9s da sua perce\u00e7\u00e3o) e avaliar o risco de fraude, pode-se melhorar as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e combate. Em segundo lugar, mas n\u00e3o menos importante, serve para alertar os poss\u00edveis interessados que, sem existir uma no\u00e7\u00e3o quantific\u00e1vel, tendem a ignorar ou minorar os riscos e por consequ\u00eancia os preju\u00edzos que podem ter que suportar.<\/p>\n<p>Importa desde j\u00e1 salientar que este estudo n\u00e3o tem como objetivo (nem poderia ter), a quantifica\u00e7\u00e3o da fraude em Portugal, mas sim, a avalia\u00e7\u00e3o da perce\u00e7\u00e3o de fraude, bem como a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Assim, a partir do in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano e tendo por base a compara\u00e7\u00e3o com os dados obtidos em 2016, j\u00e1 vai ser poss\u00edvel saber se a perce\u00e7\u00e3o global de fraude dos portugueses, aumentou, diminuiu ou manteve-se, bem como quais as dimens\u00f5es em que isso ocorreu. Ser\u00e1 uma an\u00e1lise muito pormenorizada, atendendo tamb\u00e9m aos quinze fatores socioecon\u00f3micos contemplados no estudo, para al\u00e9m das sete dimens\u00f5es consideradas e que ser\u00e3o parte integrante do citado \u00edndice.<\/p>\n<p>No entanto para este primeiro ano, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel obter algumas conclus\u00f5es que nos parecem interessantes de referir.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, podemos concluir que em termos globais as mulheres t\u00eam uma perce\u00e7\u00e3o de fraude superior aos homens, nomeadamente consideram que o sistema de justi\u00e7a \u00e9 mais deficiente no combate \u00e0 fraude do que os homens.<\/p>\n<p>Em termos de regi\u00e3o de resid\u00eancia, as popula\u00e7\u00f5es residentes no interior do pa\u00eds, no Alentejo e no Algarve usufruem de uma perce\u00e7\u00e3o de fraude claramente superior \u00e0 m\u00e9dia nacional. Existe assim uma clara divis\u00e3o entre o litoral e o interior, sendo que os habitantes do litoral percecionam menos a fraude. De todo o interior do pa\u00eds, \u00e9 no Alentejo que a perce\u00e7\u00e3o da fraude \u00e9 superior. Tamb\u00e9m \u00e9 nesta regi\u00e3o, onde se acredita menos no funcionamento do sistema de justi\u00e7a no combate \u00e0 fraude e onde \u00e9 considerado que existe um maior contacto com a fraude.<\/p>\n<p>Facto curioso (mas se pensarmos bem talvez n\u00e3o), \u00e9 que \u00e9 na Grande Lisboa que a perce\u00e7\u00e3o de fraude \u00e9 menor, mais concretamente nos habitantes da pr\u00f3pria cidade. Estes cidad\u00e3os acreditam que a fraude existe, mas numa dimens\u00e3o menor do que aquela que \u00e9 percecionada pelo resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao grau de escolaridade, \u00e9 observado o claro princ\u00edpio de que os extremos se tocam. Quem possui menos escolaridade ou quem possui escolaridade de n\u00edvel superior, tem uma perce\u00e7\u00e3o de fraude menor do que por exemplo quem tem o 12\u00ba ano como escolaridade m\u00e1xima.<\/p>\n<p>Atendendo ao status social, existe uma relativa homogeneidade entre as diferentes classes, mas no que se refere \u00e0 profiss\u00e3o, tal j\u00e1 n\u00e3o acontece. As donas de casa s\u00e3o as que t\u00eam uma perce\u00e7\u00e3o de fraude mais elevada. Em sentido contr\u00e1rio, os estudantes s\u00e3o os que apresentam uma perce\u00e7\u00e3o de fraude mais baixa. As dimens\u00f5es onde existem maiores diferen\u00e7as entre estas duas classes profissionais, s\u00e3o na evolu\u00e7\u00e3o geral da fraude, no tamanho atual da fraude e nos tipos de v\u00edtimas de fraude.<\/p>\n<p>No que se refere ao estado civil dos respondentes, os vi\u00favos s\u00e3o os que apresentam uma perce\u00e7\u00e3o de fraude mais elevada e claramente acima dos restantes, nomeadamente nas dimens\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o geral da fraude e na sua evolu\u00e7\u00e3o pelos diversos tipos considerados. Os portugueses casados ou que vivem em uni\u00e3o de facto, s\u00e3o os que t\u00eam uma perce\u00e7\u00e3o de fraude mais baixa.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o que deveria levar a uma reflex\u00e3o, \u00e9 que independentemente da faixa et\u00e1ria, da regi\u00e3o de resid\u00eancia, do status social ou do n\u00edvel de escolaridade, os portugueses, de uma maneira geral n\u00e3o acreditam no funcionamento do sistema de justi\u00e7a no combate \u00e0 fraude, dado que a classificam entre m\u00e9dia a pequena.<\/p>\n<p>Outra conclus\u00e3o tamb\u00e9m preocupante, \u00e9 que a fraude no seu total tem aumentado em Portugal. Nesta fase n\u00e3o podemos referir em que tipo de fraude \u00e9 que esse aumento \u00e9 percecionado, mas em termos globais os portugueses acreditam nesse aumento.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, atrav\u00e9s de compara\u00e7\u00f5es, vamos poder obter conclus\u00f5es adicionais, mas podemos para j\u00e1 reter duas ideias importantes. Em primeiro lugar a fraude \u00e9 percecionada como estando a aumentar, e em segundo lugar os portugueses n\u00e3o acreditam no funcionamento do sistema de justi\u00e7a no que se refere no combate \u00e0 fraude.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos de forma alguma afirmar que a fraude no seu global tem aumentado e, que o sistema de justi\u00e7a n\u00e3o a combate de uma forma eficaz. Apenas podemos referir que a perce\u00e7\u00e3o dos portugueses \u00e9 essa. Como muitas vezes o povo sabiamente diz, onde h\u00e1 fumo, h\u00e1 fogo. Ser\u00e1 que neste caso existe fumo sem fogo, e que esta perce\u00e7\u00e3o n\u00e3o se adequa de todo \u00e0 realidade?<\/p>\n<p>Pessoalmente, j\u00e1 retirei as minhas pr\u00f3prias conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Vale a pena pensar nisto.<\/p>\n<p>Manuel Carlos Nogueira \u00a0\u2013 Associado do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Carlos Nogueira, P\u00fablico &nbsp; Num estudo recente levado a cabo atrav\u00e9s de um inqu\u00e9rito dirigido a 1210 indiv\u00edduos (que contou com a colabora\u00e7\u00e3o da GfK Portugal na recolha dos dados), que por si representam as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, o OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude, pretendeu obter junto dos portugueses&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32237\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":590,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,125],"tags":[],"class_list":["post-32237","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-publico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/590"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32237"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32241,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32237\/revisions\/32241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}